terça-feira, 24 de Abril de 2012

Os Gatos... de Charles Baudelaire



Os Gatos de Charles Baudelaire

Os amantes febris e os sábios solitários 
Amam de modo igual, na idade da razão, 
Os doces e orgulhosos gatos da mansão, 
Que como eles têm frio e cismam sedentários. 

Amigos da volúpia e devotos da ciência, 
Buscam eles o horror da treva e dos mistérios; 
Tomara-os Érebo por seus corcéis funéreos, 
Se a submissão pudera opor-lhes à insolência. 

Sonhando eles assumem a nobre atitude 
Da esfinge que no além se funde à infinitude, 
Como ao sabor de um sonho que jamais termina; 

Os rins em mágicas fagulhas se distendem, 
E partículas de ouro, como areia fina, 
Suas graves pupilas vagamente acendem. 

Charles Pierre Baudelaire

Charles-Pierre Baudelaire

Charles-Pierre Baudelaire (Paris, 9 de Abril de 1821 — Paris, 31 de Agosto de 1867) foi um poeta, tradutor, teórico e crítico da arte francesa. É considerado um dos precursores do Simbolismo e reconhecido internacionalmente como o fundador da tradição moderna em poesia, juntamente com Walt Whitman, embora se tenha relacionado com diversas escolas artísticas. Sua obra teórica também influenciou profundamente as artes plásticas do século XIX.
Numa infância e adolescência atormentada, viu-se órfão do pai aos seis anos, e passou a odiar o segundo marido de sua mãe, o general Aupick. Após anos de desavenças com o padrasto, Baudelaire interrompeu seus estudos em Lyon para iniciar uma viagem à Índia. Ao regressar, participou da revolução de 1848 e logo após dissipou seus bens  na boémia e na jogatina parisiense. Lá conheceu personalidades como Mme. Sabatier, Marie Daubrun, e uma de suas musas, a atriz Jeanne Duval. Submerso em dívidas, Baudelaire foi submetido a um conselho judiciário iniciado por seus familiares. Assim, o tutor Ancelle foi nomeado para controlar os gastos do escritor. Um facto marcante na vida de Baudelaire, deu-se em 1857 com a publicação de As Flores do Mal (Les Fleurs du Mal). Este, que é o maior título de sua carreira, contém poesias que datam de 1841. Esta obra rendeu-lhe um processo pelo tribunal correcional do Sena; uma multa por atentar à moral e aos bons costumes, além de ser obrigado a retirar seis poemas (poesies damnées) do volume original, sendo publicado na íntegra apenas nas edições póstumas, em 1911. Baudelaire também foi alvo da hostilidade da imprensa, que o julgava um subproduto degenerado do romantismo. Porém, sua carreira foi admirada e elogiada por Vitor Hugo e Gustave Flaubert, entre outros. Tanto As Flores do Mal como Pequenos Poemas em Prosa (Petits Poèmes en Prose, que depois seria intitulado Lê Spleen de Paris) foram publicados em revistas desde 1861, e introduziram novos elementos na linguagem poética, fundindo os opostos existenciais como o sublime e o grotesco, e explorando as analogias ocultas do universo. Baudelaire foi o escritor que avançou as fronteiras dos costumes em sua época, lançando-se também como crítico de arte no Salon de 1845. Nesse momento, o poeta tornava-se um crítico que buscava um princípio inspirador e coerente nas obras de arte. Os escritos que o revelam nesse segmento A arte Romântica e Curiosidades Estéticas só foram publicadas em 1868. Baudelaire atuou também como tradutor de Allan Poe a partir de 1848. Entre seus ensaios, destaca-se O Princípio Poético (1876), onde as bases de sua poética foram fixadas. Um outro Charles-Pierre Baudelaire é revelado em Os Paraísos Artificiais, ópio e haxixe (1860), uma especulação sobre plantas alucinógenas, parcialmente inspirada na obra de Thomas De Quincey, Confissões de um Comedor de Ópio. Encontra-se também obras de cunho intimista e confessional, como Meu Coração Desnudo e Diários Íntimos. Baudelaire é tido como um dos maiores da França de todos os tempos. Alguns o consideram um ensaísta do parnasianismo, ou um romântico exacerbado. De atuação ousada, tornou-se um ícone no século XX influenciando a poesia mundial de tendências simbolistas, inclusive no Brasil com Teófilo Dias. De sua obra, derivam Rimbaud, Verlaine e Mallarmé. Baudelaire foi precursor de uma linguagem moderna no romantismo, concedendo a realidade uma submissão lírica. Assim, sua poesia é marcada pela contradição; de um lado via-se um herdeiro do romantismo obscuro de Allan Poe e Gerard de Neval, e de outro, o poeta que se opôs ao sentimentalismo redundante do romantismo francês. 
Seus últimos anos foram obscurecidos por doenças de origem nervosa. Após uma vida repleta de atribulações, Baudelaire morreu em Paris, no dia 31 de Agosto de 1867 nos braços de sua mãe, acometido pela paralisia geral. Seu talento, capacidade intelectual e percepção romântica, só foram totalmente apreciadas após sua morte. Tanto um Baudelaire, em sua face crítica e ácida, como o poeta confessional e expontâneo; mas, principalmente, como a totalidade de sua obra e o devido reconhecimento que lhe é atribuído.
Charles Baudelaire - A Beleza

Trilha Sonora: Notturno op. 9 n.1 - Chopin (Executada por Pollini)


 Chopin

Frédéric François Chopin também chamado Fryderyk Franciszek Chopin (Żelazowa Wola, 1 de Março de 1810 — Paris, 17 de Outubro de 1849) foi um pianista polaco e compositor para piano da era romântica. É amplamente conhecido como um dos maiores compositores para piano e um dos pianistas mais importantes da história. Sua técnica refinada e sua elaboração harmónica vêm sendo comparadas historicamente com as de outros génios da música, como Mozart e Beethoven, assim como sua duradoura influência na música até os dias de hoje.


Pensamentos

"Fiquei magoado, 
não por me teres mentido, 
mas por não poder voltar a acreditar-te."

(Friedrich Nietzsche)


Linces

"Aquele que tem medo na tua presença 
odeia-te na tua ausência."

(Thomas Fuller)

Lince

"As mentiras têm pernas curtas, mas o escândalo tem asas." 

(Thomas Fuller)


Linces

"Paciência abusada vira fúria."

 (Thomas Fuller)

 Lince

A educação inicia o cavalheiro;
 a conversação completa-o. 

(Thomas Fuller)

Lince

"Nada é bom ou ruim se não for por comparação." 

(Thomas Fuller)

Lince

"Esquecemo-nos todos de muito mais do que nos lembramos." 

(Thomas Fuller)

Lince

"O hoje é aluno do ontem." 

(Thomas Fuller)

Lince

"Um alqueire de trigo é constituído de muitos grãos." 

(Thomas Fuller) 

Lince

Mapa de distribuição dos linces

O lince (Lynx spp.) é um mamífero da ordem Carnivora, família Felidae, sendo portanto um felino carnívoro. O género tem distribuição geográfica vasta, mas presente apenas, no Hemisfério Norte. Os linces são por vezes classificados dentro do género Felis, apesar de possuírem seu próprio gênero, Lynx. 
Os linces são felinos de dimensões um pouco maiores que o gato doméstico, podendo pesar até 30 kg. Têm cauda curtas e orelhas bicudas, com um tufo de pelos na ponta. Os habitats preferenciais dos linces são florestas e zonas de vegetação densa em geral, onde abundem roedores e lagomorfos, suas presas preferenciais. Os linces também possuem bigodes ultrassensíveis (vibrissas), pelagem espessa e patas largas como adaptações à vida sobre a neve no inverno. Quando o inverno chega, sua principal presa é a lebre, apesar da dificuldade de captura, devido à pelagem branca desta.

Espécies de lince 
Lince-euroasiático (Lynx lynx) 
Lince-ibérico (Lynx pardinus) 
Lince-do-canadá (Lynx canadensis) 
Lince-pardo ou lince-vermelho (Lynx rufus), típico das Montanhas Rochosas
Lynx issiodorensis, espécie extinta, habitou na Europa durante o Pleistoceno


O Lince-Ibérico (Parte I)   

O Lince-Ibérico (Parte II)   



2 comentários:

Giovani Iemini disse...

bom blog.
postei um link pra cá de
www.bardoescritor.net

[]s

quadrogiz disse...

Obrigada pelo seu comentário. Gostei!