domingo, 22 de julho de 2012

"Apenas vi do dia a luz brilhante" - Poema de Manuel Maria Barbosa du Bocage


John Everett Millais, Victory O`Lord (1871)



Apenas vi do dia a luz brilhante


Apenas vi do dia a luz brilhante
Lá de Túbal no empório celebrado,
Em sanguíneo carácter foi marcado
Pelos Destinos meu primeiro instante.

Aos dois lustros a morte devorante
Me roubou, terna mãe, teu doce agrado;
Segui Marte depois, e enfim meu fado,
Dos irmãos e do pai me pôs distante.

Vagando a curva terra, o mar profundo,
Longe da Pátria, longe da ventura,
Minhas faces com lágrimas inundo. 

E enquanto insana multidão procura
Essas quimeras, esses bens do mundo,
Suspiro pela paz da sepultura.





Galeria de John Everett Millais 
John Everett Millais, The Vale of Rest (1858)


John Everett Millais, Chill October, 1870


John Everett Millais, Sir Isumbras at the Ford (1857)


John Everett MillaisRuling Passion (1885)


John Everett MillaisPizarro Seizing the Inca of Peru (1846)


John Everett Millais
The Tribe of Benjamin Seizing the Daughters of Shiloh (1847)


John Everett MillaisCymon and Iphigenia (1848)


John Everett MillaisIsabella (1849)


John Everett Millais, Jephthah (1867)


John Everett MillaisThe Boyhood of Raleigh (1871)


John Everett MillaisThe Blind Girl (1856)


John Everett MillaisThe Return of the Dove to the Ark (1851)


John Everett MillaisA Huguenot on St. Bartholomew's Day (1852)


John Everett MillaisA Jersey Lily (1878)


John Everett MillaisPortia (Kate Dolan) (1886)


John Everett MillaisEffie Deans (1877)


John Everett MillaisBubbles (1886) Royal Academy of Arts


John Everett MillaisCherry Ripe (1879)


John Everett MillaisThe Martyr of the Solway (1871)


John Everett MillaisPeace concluded (1856)



"Viva como se fosse morrer amanhã. Aprenda como se fosse viver para sempre." 

(Mahatma Gandhi)


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