segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Robô Curiosity aterrou em Marte



Robô Curiosity


Robô Curiosity aterrou sem problemas em Marte


O robô Curiosity aterrou com sucesso no planeta Marte. O robô da NASA chegou ao Planeta Vermelho às 06h31 desta segunda-feira (hora portuguesa). 
Os membros da missão de controlo explodiram de alegria perante o anúncio da aterragem do robô, no final de uma descida de sete minutos extremamente delicada mas que decorreu exactamente como previsto. Esta aterragem no Planeta Vermelho era especialmente importante para os cientistas. A história das missões a Marte está recheada de falhanços. Desde 1960, das 39 missões que se realizaram, 26 falharam, muitas delas mal saíram da Terra. Não é por acaso que o planeta é conhecido como um cemitério de sondas.
Pouco depois da aterragem o robô enviou uma primeira fotografia, com uma definição descrita como impressionante, o que suscitou uma segunda explosão de alegria por parte da equipa.
Após a aterragem, o director da missão disse que o Curiosity tinha atingido a superfície de Marte a um suave ritmo de 0,6 metros por segundo. “Estamos novamente em Marte e isso é absolutamente incrível”, disse o administrador da NASA Charles Bolden. “Não podia ser melhor que isto”.
O robô (um Rover) foi programado ao pormenor pela agência espacial norte-americana NASA para descer e aterrar na cratera Gale. O local foi escolhido para se procurarem sinais que mostrem que, no passado, houve condições ambientais que sustentassem vida microscópica.
Engenheiros e cientistas que trabalharam neste projecto durante os últimos dez anos tiveram que esperar nervosamente pela aterragem com sucesso na superfície de Marte - momento descrito como “sete minutos de terror”, o tempo que demorou a chegada ao solo - e ainda mais 13 longos minutos até que o robô desse “sinais de vida”.
Mitch Schulte, cientista da NASA, disse à BBC que este é “mais um passo em frente na exploração do nosso sistema solar... Este é o próximo grande passo”. O perito espera agora que seja possível descobrir se “houve condições favoráveis em Marte para que a vida tenha existido ali”.
O Curiosity é um laboratório andante de seis rodas, com dez instrumentos científicos. Mede três metros de comprimento e 2,8 metros de largura, uma altura máxima de 2,1 metros e um braço para fazer experiências. Tem 899 quilos: em comparação, o Opportunity, o Rover da NASA da geração anterior, que há mais de oito anos rola pela paisagem marciana, pesa menos de um quarto.
Com um orçamento de 2,5 mil milhões de dólares (dois mil milhões de euros), a missão Curiosity deverá durar dois anos.


A aterragem do robô através de uma simulação feita pela NASA




Comparação do tamanho dos planetas (da esquerda para a direita)
 Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.


Comparação do tamanho da Terra e de Marte.


Marte

Marte é o quarto planeta a contar do Sol e é o último dos quatro planetas telúricos no sistema solar, situando-se entre a Terra e o cinturão de asteróides, a 1,5 UA do Sol (ou seja, a uma vez e meia a distância da Terra ao Sol). De noite, aparece como uma estrela vermelha, razão por que os antigos romanos lhe deram o nome de Marte, o deus da guerra. Os chineses, coreanos e japoneses chamam-lhe "Estrela de Fogo", baseando-se nos cinco elementos da filosofia tradicional oriental. Executa uma volta em torno do Sol em 687 dias terrestres (quase 2 anos terrestres). Marte é um planeta com algumas afinidades com a Terra: tem um dia com uma duração muito próxima do dia terrestre e o mesmo número de estações. 
Marte tem calotas polares que contêm água e dióxido de carbono gelados, o maior vulcão conhecido do sistema solar - o Olympus Mons, um desfiladeiro imenso, planícies, antigos leitos de rios secos, tendo sido recentemente descoberto um lago gelado. Os primeiros observadores modernos interpretaram aspectos da morfologia superficial de Marte de forma ilusória, que contribuíram para conferir ao planeta um estatuto quase mítico: primeiro foram os canais; depois as pirâmides, o rosto humano esculpido, e a região de Hellas no sul de Marte que parecia que, sazonalmente, se enchia de vegetação, o que levou a imaginar a existência de marcianos com uma civilização desenvolvida. Hoje sabemos que poderá ter existido água abundante em Marte e que formas de vida primitiva podem, de facto, ter surgido.



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