sexta-feira, 10 de agosto de 2012

"Veio ter comigo hoje a Poesia" - Poema de Vergílio Ferreira


Juan Gris, Le livre ouvert



Veio ter comigo hoje a Poesia 


Há quantos anos? Desde a juventude. 
Veio num raio de sol, num murmúrio de vento. 
E a ilusão que me trouxe de uma antiga alegria 
reinventou-me a antiga plenitude 
que já não invento. 

Fazia-lhe outrora poemas verdadeiros 
em fornicações rápidas de galo. 
Hoje não sou eu nunca por inteiro 
e há sempre no que faço um intervalo. 

Estamos ambos tão velhos — que vens fazer? 
— a cama entre nós da nossa antiga função. 
Nublado o olhar só de a ver. 
E tomo-lhe em silêncio a mão. 


Vergílio Ferreira, in «Conta-Corrente 1» 



Juan Gris 

Juan Gris, pseudónimo de Juan José Victoriano González (Madrid, 23 de março de 1887 - Boulogne-Sur-Seine, 11 de maio de 1927), foi um dos mais famosos e versáteis pintores e escultores cubistas espanhóis. Apesar de ter falecido jovem, Juan Gris representa o expoente máximo do cubismo sintético
Iniciou a sua formação ingressando na Real Academia de Belas-Artes de São Fernando. Após este período tornou-se aluno do pintor José Moreno Carbonero, começando também a ilustrar algumas revistas modernistas de poesia da época. 
No ano de 1906, mudou-se para Paris, a "cidade-luz", centro mundial das artes. Ali conhece artistas como Guillaume Apollinaire, André Salmon, Max Jacob e, o que mais o marcou e influenciou, Pablo Picasso. Através deste último, conhece também Georges Braque
Em 1911, apresentou suas primeiras obras cubistas, que, pela vontade de geometrização das formas patenteada, pela multiplicação dos pontos de vista e pela incorporação de elementos tipográficos, se distanciaram tanto do estilo de Picasso como do de Braque. 
Em 1912, passou, finalmente, a integrar o movimento cubista, tornando-se assim, conhecido em todo o mundo. Celebrou também, a sua primeira exposição individual, realizada na Galeria Sagot. A partir de 1912, Juan Gris interessou-se pela técnica da colagem, que lhe permitiu criar um jogo de ambigüidades entre o que é real e o que é pintado e, desse modo, entre o verdadeiro e o falso. A este período criativo pertencem naturezas-mortas como Copos e Jornal (1914), O Pequeno-Almoço (1915), Jarra e Copo (1916), A Garrafa de Vinho (1918) e Garrafa e Fruteira (1919). É evidente sua tendência à simplificação, tanto no número de objetos representados como nos aspectos envolvidos. Em sua evolução, o artista escolheu partir cada vez mais das formas geométricas mais simples para construir os objetos que pintaria, numa procura das estruturas mais elementares, enquanto seu cromatismo manteve uma luminosidade abstrata. O Livro de Música, 1922, e A Guitarra Frente ao Mar, 1925, são dois de seus últimos trabalhos mais destacados.
Continuou a expor nas melhores galerias de arte, até 1927, ano em que faleceu, com 40 anos de idade. 



Self-portrait, Juan Gris, 1912


Three Lamps, Juan Gris, 1910


Bottles and Knife, Juan Gris, 1911


Man in the Cafe, Juan Gris, 1912


Guitar and Pipe, Juan Gris, 1913


Pears and grapes on a table, Juan Gris, 1913


Landscape at Ceret, Juan Gris, 1913


Landscape with Houses at Ceret, Juan Gris, 1913


Violin and Checkerboard, Juan Gris, 1913


Glass of Beer and Playing Cards, Juan Gris, 1913


A man in a cafe, Juan Gris, 1914


The Breakfast, Juan Gris, 1915


Portrait of Josette Gris, Juan Gris, 1916



The Guitar, Juan Gris, 1918


Harlequin with Guitar, Juan Gris, 1919



Still Life with Fruit Dish and Mandolin, Juan Gris, 1919



The Open Window, Juan Gris, 1921


Le Canigou, Juan Gris, 1921


The Painter's Window, Juan Gris, 1925



Woman with a Basket, Juan Gris, 1927


"O aspeto mais triste da vida de hoje é que a ciência ganha em conhecimento mais rapidamente que a sociedade em sabedoria." 

(Isaac Asimov)



Isaac Asimov em 1965

Isaac Asimov (Isaak Yudovich Ozimov); Petrovichi, c. 2 de janeiro de 1920 — Nova Iorque, 6 de abril de 1992), foi um escritor e bioquímico estadunidense, nascido na Rússia, autor de obras de ficção científica e divulgação científica. A obra mais famosa de Asimov é a série da Fundação, também conhecida como Trilogia da Fundação, que faz parte da série do Império Galáctico e que logo combinou com sua outra grande série dos Robots. Também escreveu obras de mistério e fantasia, assim como uma grande quantidade de não-ficção. No total, escreveu ou editou mais de 500 volumes, aproximadamente 90 000 cartas ou postais, e tem obras em cada categoria importante do sistema de classificação bibliográfica de Dewey, exceto em filosofia.
Asimov foi reconhecido como mestre do género da ficção científica e, junto com Robert A. Heinlein e Arthur C. Clarke, foi considerado em vida como um dos "Três Grandes" escritores da ficção científica.
Asimov foi membro e vice-presidente por muito tempo da Mensa, ainda que com falta: ele os descrevia como "intelectualmente combalidos". Exercia, com mais frequência e assiduidade, a presidência da American Humanist Association (Associação Humanista Americana).
Em 1981, um asteróide recebeu seu nome em sua homenagem, o 5020 Asimov. O robô humanóide "ASIMO" da Honda, também pode ser considerada uma homenagem indireta a Asimov, pois o nome do robô significa, em inglês, Advanced Step in Innovative Mobility, além de também significar, em japonês, "também com pernas" (ashi mo), em um trocadilho linguístico em relação à propriedade inovadora de movimentação deste robô.


Isaac Asimov


"Apenas uma guerra é permitida à espécie humana: a guerra contra a extinção."

(Isaac Asimov)

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