domingo, 2 de setembro de 2012

"Crepuscular" - Poema de Camilo Pessanha





Crepuscular


Há no ambiente um murmúrio de queixume,
De desejos de amor, d'ais comprimidos...
Uma ternura esparsa de balidos,
Sente-se esmorecer como um perfume.

As madressilvas murcham nos silvados
E o aroma que exalam pelo espaço,
Tem delíquios de gozo e de cansaço,
Nervosos, femininos, delicados.

Sentem-se espasmos, agonias d'ave,
Inapreensíveis, mínimas, serenas...
- Tenho entre as mãos as tuas mãos pequenas,
O meu olhar no teu olhar suave.

As tuas mãos tão brancas d'anemia...
Os teus olhos tão meigos de tristeza...
- É este enlanguescer da natureza,
Este vago sofrer do fim do dia.


Camilo Pessanha


Era - Don't go away



"Há dias em que tudo ao redor de nós é luminoso e leve." 

(Rainer Maria Rilke)





"Todas as pessoas grandes foram um dia crianças, mas poucas se lembram disso." 

(Antoine de Saint-Exupéry)





"O presente é sempre a única coisa que é importante pôr em ordem. Tu não tens de prever o futuro, mas sim de o permitir."

(Antoine de Saint-Exupéry)





"O futuro não é um lugar onde estamos indo, mas um lugar que estamos criando. O caminho para ele não é encontrado, mas construído e o ato de fazê-lo muda tanto o realizador quando o destino." 

(Antoine de Saint-Exupery)






"O melhor meio de se viver com alegria é acreditar que a vida lhe foi dada por alegria. Quando a alegria desaparece, procure onde está o seu erro." 

(Leon Tolstoi)


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