quinta-feira, 4 de julho de 2013

"Falo de Ti às Pedras das Estradas" - Poema de Florbela Espanca


Alexander Deineka (1899 - 1969), The farmer on a bicycle, 1935



Falo de Ti às Pedras das Estradas


Falo de ti às pedras das estradas, 
E ao sol que é louro como o teu olhar, 
Falo ao rio, que desdobra a faiscar, 
Vestidos de princesas e de fadas; 

Falo às gaivotas de asas desdobradas, 
Lembrando lenços brancos a acenar, 
E aos mastros que apunhalam o luar 
Na solidão das noites consteladas; 

Digo os anseios, os sonhos, os desejos 
Donde a tua alma, tonta de vitória, 
Levanta ao céu a torre dos meus beijos! 

E os meus gritos de amor, cruzando o espaço, 
Sobre os brocados fúlgidos da glória, 
São astros que me tombam do regaço! 


in "A Mensageira das Violetas"



Aleksandr Deyneka, The street in Rome,1935


"Os maiores acontecimentos da minha vida foram alguns pensamentos, leituras, alguns pores-do-sol em Trouville à beira-mar e palestras de cinco a seis horas consecutivas com um amigo que agora é casado e está perdido para mim."

(Ernest Renan) 



Aleksandr Deyneka, Father and son in park,  1935


"Uma escola onde os alunos mandassem seria uma escola triste. A luz, a moralidade e a arte serão sempre representadas na humanidade por um conjunto de mestres, uma minoria que guarda a tradição do verdadeiro, do bem e do belo."

(Ernest Renan)



Aleksandr Deyneka, Roma, The side-street, 1935



"O bom humor é o maior encanto da vida."

(Ernest Renan) 




Joseph Ernest Renan (Tréguier, 28 de fevereiro de 1823 — Paris, 2 de outubro de 1892) foi um escritor, filósofo, filólogo e historiador francês.

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