quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

"O Tempo e a Idade" - Poema de João Coelho dos Santos


Abbott Fuller Graves (1859–1936), Flowers and Mirror



O Tempo e a Idade


Conto espantado o tempo passado. 
No futuro que contarei? 
Não sei.

Sei que tempo já passou;
Não sei quanto passará.
Se soubesse quanto de vida terei 
Saberia, com verdade 
A minha idade. 
Assim, não sei.

Mas que importa trovador? 
Vive e canta, prova a dor.
Sonha sonhos floridos,
Sente todos os sentidos, 
Solta canções ao vento, 
Melodias às estrelas, 
Versos do pensamento.

Trova, trova, trovador, 
Entoa hinos com alegria e verdade
Ao Amor, à Paz, à fraternidade,
E o Mundo será melhor.

Para quê, para quê, saber a idade?




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