quarta-feira, 8 de abril de 2015

"Limiar"... Poema de Albano Martins


Ferdinand Hodler, Night, 1889-1890, Berne, Kunstmuseum



Limiar 


Somos ainda o limiar - espessa
nuvem embrionária. Verdes,
imaturos crustáceos
emergimos
à superfície grávida
das ondas. Somos
o medo ou sua
improvável renúncia. O que
sabemos do
amor, da morte, é só
difusa,
opaca,
luminosa fábula. 



in Escrito a Vermelho

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