terça-feira, 7 de julho de 2015

"Condenado estou a te amar" - Poema de Affonso Romano de Sant'Anna



Henri de Toulouse-Lautrec, In bed 1893, Musée d'Orsay, Paris, França



Condenado estou a te amar


Condenado estou a te amar 
nos meus limites 
até que exausta e mais querendo 
um amor total, livre das cercas, 
te despeça de mim, sofrida, 
na direção de outro amor 
que pensas ser total e total será 
nos seus limites da vida. 

O amor não se mede 
pela liberdade de se expor nas praças 
e bares, em empecilho. 
É claro que isto é bom e, às vezes, 
sublime. 
Mas se ama também de outra forma, incerta, 
e este o mistério: 

- ilimitado o amor às vezes se limita, 
proibido é que o amor às vezes se liberta.



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