segunda-feira, 19 de setembro de 2016

"O perfume" - Poema de António Correia de Oliveira


Anna Palm de Rosa (Swedish, 1859–1924), A game of L'hombre in Brøndum's Hotel



O Perfume


O que sou eu? – O Perfume, 
Dizem os homens. – Serei. 
Mas o que sou nem eu sei... 
Sou uma sombra de lume!

Rasgo a aragem como um gume 
De espada: Subi. Voei.
Onde passava, deixei
A essência que me resume.

Liberdade, eu me cativo: 
Numa renda, um nada, eu vivo 
Vida de Sonho e Verdade!

Passam os dias, e em vão! 
– Eu sou a Recordação; 
Sou mais, ainda: a Saudade.


In Cem Poemas Portugueses do Adeus e da Saudade
Org. de José Fanha e José Jorge Letria
Lisboa, Terramar, 2002



Anna Palm de Rosa, "Kastellholmen, Stockholm" (The Citadel islet, Stockholm)



"As criaturas que habitam esta terra em que vivemos, sejam elas seres humanos ou animais, estão aqui para contribuir, cada uma com sua maneira peculiar, para a beleza e a prosperidade do mundo."



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