sábado, 2 de setembro de 2017

"Os cinco dedos da mão" - Poema extraído do livro de Leitura da 3ª classe de 1950


Émile Munier, Mother and Child, 1892



Os cinco dedos da mão 


Nós temos em cada mão
Cinco dedos desiguais: 
um maior dois mais pequenos
E outros dois ainda mais.

É vê-los em seu trabalho
Que harmonia e perfeição!
Mexe um? logo os outros todos
O seu auxílio lhe dão.

E quando o indicador
Mostra aos outros o caminho,
- Vamos – diz o pai de todos,
E lá vai tudo unidinho

Mais fidalgo, o anelar
Quase sempre anda enfeitado.
Mas ai do pobre meiminho,
Se não lhe andasse encostado!

Porém o mais cuidadoso
É o dedo polegar.
Nada os outros fazem, nada,
Que os não vá logo ajudar.

- Mas, porque razão, (pergunta
A Laurinha um dia à mãe)
Sendo todos tão diferentes,
Se dão entre si tão bem?

- Minha filha, diz-lhe a mãe,
É para nos ensinar
Que uns aos outros, neste mundo,
Nos devemos ajudar.

E que bem feliz seria
Certamente a humanidade
Se por toda a gente fosse
Praticada esta verdade.


(Extraído do livro de Leitura da 3ª classe de 1950)



Émile Munier, A Tender Embrace, 1887 



"Aprecio muito a educação dos bons conventos, mas ainda dou mais valor à de uma boa mãe quando esta pode livremente entregar-se à sua missão." 



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