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domingo, 29 de junho de 2014

"A Ideia da Natureza"... de Auguste Comte



 
A Ideia da Natureza 
 

"A ideia da Natureza é a ideia de um poder e de uma arte divinos inexprimíveis, sem comparação ou medida com o poder e a indústria do homem, que imprime nas suas obras um caráter próprio de majestade e graça, que opera todavia sob o domínio de condições necessárias, que tende fatal e inexoravelmente a um fim que nos ultrapassa, de maneira contudo que essa cadeia de finalidade misteriosa, da qual não podemos demonstrar cientificamente nem a origem, nem o termo, aparece a nós como um fio condutor com a ajuda do qual a ordem é introduzida nos factos observados e que nos coloca no rastro dos factos a pesquisar. A ideia da natureza, esclarecida assim tanto quanto pode ser, não passa da concentração de todos os clarões que a observação e a razão nos fornecem sobre o conjunto dos fenómenos da vida, sobre o sistema dos seres vivos."
 

Auguste Comte, in 'Tratado do Encadeamento das Ideias Fundamentais nas Ciências e na História'
 
 
 
Monument à Auguste Comte, situé place de la Sorbonne à Paris et inauguré en 1902.
 Sculpture de Jean-Antoine Injalbert

(Au centre, le buste du philosophe; à gauche, Clotilde de Vaux en "madone à l'enfant"; à droite, le prolétaire en train de s'instruire. Dans la Religion de l'Humanité, imaginée par Auguste Comte entre 1845 et 1848, Clotilde de Vaux a été transformée en symbole, selon les modèles du Catholicisme romain. Les sacrements de la Religion de l'Humanité sont : la Présentation, l'Initiation, l'Admission, la Destination, la Maturité, la Retraite, l'Incorporation.)

 
Isidore Auguste Marie François Xavier Comte, filósofo francês, nasceu em 1798, em Montpellier, em França, e morreu em 1857, em  Paris. Foi o fundador da Sociologia e do Positivismo. Inventou a designação "Sociologia", declarando-a a ciência suprema (até aí chamava-se "Física Social"). Comte demonstrou que o pensamento humano e o desenvolvimento social se desenvolvem ao longo de três estádios: o teológico, o metafísico e o positivo, ou científico. Embora inicialmente tenha procurado proclamar a evolução da sociedade até uma nova idade de ouro da ciência, da indústria e da moralidade racional, as suas ideias radicais foram temperadas pelas perturbações sociais e políticas do seu tempo. No entanto, o seu pensamento continuou a exercer uma forte influência na Europa e nos Estados Unidos da América até ao início do século XX. 
 
 Auguste Comte. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-06-29].


Documentário - A Natureza em Portugal


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

"Três Personagens" - Poema de Virgínia Vitorino


Ludovico Marchetti (Italian, 1853-1909), A good book, 1882



Três Personagens


Em pleno inverno e no calor de Agosto,
vejo-os passar, na tarde loira ou baça...
Ela, tem distinção, tem certa graça,
certa elegância calma, de bom gosto.

Leva um livro amarelo. Bem disposto,
um galgo inglês, cheio de nervo e raça,
acompanha-a. Sei sempre a que horas passa,
grave, serena, esfíngica; -- ao Sol posto.

Quem é? Quem são?... Nem lhes conheço o nome!
O acaso, por acaso, destinou-me
a vê-los passar juntos, todos três...

Donde vêm? Onde vão? -- Quem o adivinha?
O que eu sei, é que passam à tardinha
ela, o livro amarelo, e o galgo inglês...





Florestas e Homens de  Yann Arthus-Bertrand


Yann Arthus-Bertrand foi nomeado pelas Nações Unidas para produzir o filme oficial para o Ano Internacional das Florestas.
Seguindo o sucesso de Home, que foi visto por 400 milhões de pessoas, o fotógrafo começou a produzir um filme curto de 7 minutos sobre florestas, composto de imagens aéreas de Home e dos programas de televisão Vu du Ciel.
Este filme foi exibido durante uma sessão plenária da Nona Sessão do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (24 de janeiro - 4 de fevereiro de 2011), em Nova Iorque.

Mais informações sobre as acções de GoodPlanet a favor das florestas em offorestsandmen.org/pt-pt


Yann Arthus Bertrand

Nascido em 1946, Yann Arthus-Bertrand sempre foi fascinado pela natureza. Aos 20 anos, mudou-se para o centro da França para dirigir uma reserva natural. Aos 30, viajou para o Quénia acompanhado por sua esposa Anne, com quem realizou um estudo sobre o comportamento de uma família de leões na reserva Masai Mara. Durante os três anos de pesquisa, começou a usar a câmara fotográfica para regisrar suas observações e complementar suas anotações. Para ganhar a vida, também trabalhou como piloto de balão. Foi nesse período que Yann descobriu o mundo visto do céu e passou a  dedicar-se à fotografia aérea, a qual o permitiu descobrir uma nova realidade sobre os territórios fotografados e seus recursos. E assim se revelou sua vocação: testemunhar através da imagem a beleza da Terra – e também o impacto do homem no planeta. Essa aventura dará origem ao seu primeiro livro, Lions, de 1981.
Ainda na década de 1980, Yann se torna fotógrafo de grandes reportagens e trabalha para revistas como National Geographic, Géo, Life, Paris Match e Figaro Magazine. Pouco a pouco se lança em trabalhos mais pessoais, sobretudo na relação homem/animal, que darão origem aos livros Bestiaux e Chevaux. Em 1991, funda Altitude, a primeira agência de fotografia aérea do mundo.
Durante a primeira Conferência do Rio em 1992, a Eco 92, o fotógrafo decide iniciar um grande projeto fotográfico para o ano 2000 sobre o estado do mundo e de seus habitantes: A Terra vista do céu. Desde então, o livro tornou-se um sucesso internacional, com mais de três milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. A exposição fotográfica homónima, apresentada em uma centena de países, foi vista por cerca de 200 milhões de pessoas.
Enfatizando seu comprometimento com a causa ambiental, Yann Arthus-Bertrand criou a fundação GoodPlanet. Desde 2005, essa organização não governamental  dedica-se à educação para a proteção do meio ambiente, assim como à luta contra a mudança climática e suas consequências.
Na fundação, Yann desenvolve o projeto “6 bilhões de Outros”. Seu princípio é simples: ir ao encontro dos habitantes do planeta e reunir seus testemunhos. Até hoje, foram filmados mais de 7.000 testemunhos. Do pescador brasileiro à lojista chinesa, do artista alemão ao agricultor afegão, todos responderam ao mesmo questionário sobre seus medos e sonhos, suas experiências e esperanças: quarenta questões essenciais para a descoberta sobre o que nos separa e o que nos une.
Essa exposição foi apresentada em 2011 no MASP, em São Paulo.
Hoje, Yann Arthus-Bertrand é mais reconhecido como militante ecologista do que como fotógrafo. Em 2009 esse engajamento o levou a ser nomeado “Embaixador da Boa Vontade” do Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (PNUMA).
Paralelamente, é o autor de Visto do Céu, uma série/documentário para a televisão em que cada episódio explora uma problemática ecológica específica. Graças a essa experiência para a televisão, Yann Arthus-Bertrand realizou o longa-metragem HOME, que aborda a realidade atual do nosso planeta. O filme, lançado em junho de 2009, simultaneamente na televisão, em DVD e nos cinemas do mundo inteiro, foi visto por quase 600 milhões de espectadores em mais de 100 países.
Em 2011, Yann dirigiu dois pequenos filmes para a ONU (um pelo ano internacional das florestas e outro sobre a desertificação), ambos apresentados durante as assembleias gerais do órgão. Nesse mesmo ano criou a Hope Production, empresa sem fins lucrativos voltada para a produção de documentários. Em 2012, desenvolveu dois documentários para o canal France Télévision: um sobre a água e sua distribuição, para o Fórum Mundial da Água em março de 2012, outro sobre a importância dos oceanos: “Planète Océan” para a pré-estreia mundial na Conferência Rio + 20.



terça-feira, 21 de agosto de 2012

O Renascimento da Vida no Pantanal


Ninho de garça-branca-grande (Ardea alba)


"Em vão, centenas de milhares de homens, amontoados num pequeno espaço, se esforçavam por desfigurar a terra em que viviam. Em vão, a cobriam de pedras para que nada pudesse germinar; em vão arrancavam as ervas tenras que pugnavam por irromper; em vão impregnavam o ar de fumaça; em vão escorraçavam os animais e os pássaros - Em vão... porque até na cidade, a primavera é primavera."

 Leon Tolstoi, em "Ressurreição"


Jacupemba (Penelope superciliaris) 


"O homem pode viver 100 anos na cidade sem perceber que já está morto há muito tempo."
Leon Tolstoi, em "Sonata a Kreutzer



Jacupemba (Penelope superciliaris)


"Os homens nunca usaram totalmente os poderes que possuem para promover o bem, porque esperam que algum poder externo faça o trabalho pelo qual são responsáveis." 

                                                                                                                               (John Dewey)

Cabecinha-vermelha


"Todo o enigma da vida está fechado na cabeça de uma formiga." 

(Teixeira de Pascoaes)


Poster


O Renascimento da Vida no Pantanal 



"O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer."
(Albert Einstein)


Imagem de satélite do pantanal.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Home (documentário)... de Yann Arthus Bertrand




Home (documentário)


Home é um documentário lançado em 2009, produzido pelo jornalista, fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand. O filme é inteiramente composto de imagens aéreas de vários lugares da Terra. Mostra-nos a diversidade da vida no planeta e como a humanidade está ameaçando o equilíbrio ecológico. O filme foi lançado simultaneamente ao redor do mundo em 5 de junho nos cinemas, em DVD e no YouTube. Foi estreado em 50 países diferentes e é totalmente gratuito e sem lucros comerciais.

Produção

Home foi filmado em vários estágios devido à extensão das áreas retratadas. Levando cerca de 18 meses para ser completado, o diretor Yann Arthus-Bertrand, um operador de câmera, um engenheiro de câmera e um piloto voaram num pequeno helicóptero através de várias regiões em cerca de 50 países. A filmagem foi feita utilizando câmeras Cineflex de alta definição suspensas em uma esfera giratória estabilizada, montada na base do helicóptero. Essas câmeras, originalmente fabricadas para artilharia, reduzem as vibrações ajudando a capturar imagens suaves.


Home - O Mundo é a nossa Casa - Parte 1
























quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

"Canção de Batalha" - Poema de Guerra Junqueiro


Luděk Marold (Czech, 1865-1898), The Cabdriver (1891)



Canção de Batalha 


Que durmam, muito embora, os pálidos amantes,
Que andaram contemplando a Lua branca e fria...
Levantai-vos, heróis, e despertai, gigantes!
Já canta pelo azul sereno a cotovia 
E já rasga o arado as terras fumegantes...

Entra-nos pelo peito em borbotões joviais
Este sangue de luz que a madrugada entorna!
Poetas, que somos nós? Ferreiros d'arsenais;
É bater, é bater com alma na bigorna
As estrofes de bronze, as lanças e os punhais!

Acendei a fornalha enorme – a Inspiração.
Dai-lhe lenha, – a Verdade, a Justiça, o Direito
E harmonia e pureza, e febre e indignação;
E p'ra que a lavareda irrompa, abri o peito
E atirai ao braseiro, ardendo, o coração!

Há-de-nos devorar, talvez, o incêndio; embora!
O poeta é como o sol: o fogo que ele encerra
É quem espalha a luz nessa amplidão sonora...
Queimemo-nos a nós, iluminando a terra!
Somos lava, e a lava é quem produz a aurora!" 


in 'Poesias Dispersas'



Luděk Marold (Czech, 1865-1898), Egg Market in Prague, 1888 



"O homem que busca a fama, a riqueza e casos amorosos é como uma criança que lambe mel na lâmina de uma faca. Ao lamber e provar a doçura do mel, a criança corre o risco de ter a língua ferida. É como o tolo que carrega uma tocha contra o vento forte; corre o risco de ter o rosto e as mãos queimados."





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