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sábado, 11 de outubro de 2014

"Em que emprego o meu tempo?" - Poema de Eugénio de Castro


 Arkady Rylov (1870-1939) In the Blue Expanse, 1918 



Em que emprego o meu tempo?


Em que emprego o meu tempo? Vou e venho, 
Sem dar conta de mim nem dos pastores, 
Que deixam de cantar os seus amores, 
Quando passo e lhes mostro a dor que tenho. 

É de tristezas o torrão que amanho, 
Amasso o negro pão com dissabores, 
Em ribeiros de pranto pesco dores, 
E guardo de saudades um rebanho. 

Meu coração à doce paz resiste, 
E, embora fiqueis crendo que motejo, 
Alegre vivo por viver tão triste! 

Amor se mostra nesta dor que abrigo: 
Quero triste viver, pois vos não vejo, 
Nem sequer muito ao longe vos lobrigo. 


Eugénio de Castro,
in 'Depois da Ceifa'



Eugénio de Castro


Eugénio de Castro, nascido a 4 de março de 1869, em Coimbra, e falecido a 17 de agosto de 1944, na mesma cidade foi um poeta e autor dramático. 

Formado pela Faculdade de Letras de Coimbra, aí viria a desempenhar funções docentes e diretivas. É ainda durante os estudos académicos que funda, em 1889, com João Menezes e Francisco Bastos, a revista Os Insubmissos, criada com um intuito deliberado de rivalizar com a revista académica Boémia Nova, recém-lançada por Alberto de Oliveira e António Nobre
Na polémica entre as duas publicações serão colocadas questões deversificação (o problema da cesura do alexandrino) que, se não têm a ver diretamente com o Simbolismo, contribuirão para uma nova consciência da linguagem poética, afim das premissas daquele movimento, cuja emergência é usual datar-se de 1890, data da publicação do volume poético Oaristos de Eugénio de Castro.

 Deixando para trás quatro volumes de poesia (Canções de abril, 1884; Jesus de Nazaré, 1885; Per Umbram, 1887; Horas Tristes, 1888) pouco significativos na bibliografia do autor, se considerados à luz da estética de que viria a ser porta-voz, na introdução a Oaristos, o poeta acusaria os lugares-comuns sobre que assentava a poesia sua contemporânea, quer ao nível de imagens, de rimas e de léxico, defendendo uma nova expressão poética, que, reclamando a "liberdade do ritmo", o processo estilístico da aliteração, as "rimas raras", os "raros vocábulos", e um estilo "decadente", se traduziria, neste, como em volumes posteriores, como Horas, numa poética atenta ao valor sugestivo e musical do significante, alheia a qualquer compromisso com a realidade social e defensora de uma poética de "arte pela arte".

 Em 1895, Eugénio de Castro fundou a revista internacional A Arte, que, anunciando a colaboração de autores como Paul Adam, Gabriele d'Anunzio, Maurice Barrès, Gustave KhanMaeterlinck, Stéphane Mallarmé, Jean Moréas, Jules Renard, J. H. Rosny, ou Verlaine, pretendia constituir, ligando alguma poesia portuguesa (sobretudo a do autor) à poesia europeia, um elo no movimento simbolista internacional, com cujos representantes Eugénio de Castro mantinha, aliás, correspondência. A sua poesia, seja nesta primeira fase, onde a influência do simbolismo de matriz verlainiana é muito nítida, seja em fases posteriores, de refluxo neoclassicista (A Fonte do Sátiro e Outros Poemas, Camafeus Romanos, A Mantilha de Medronhos, Descendo a Encosta), nunca se libertou do epíteto de esteticista e escolar, sendo, no entanto, uma referência incontornável na análise do processo de libertação da linguagem poética que viria a culminar com o modernismo.

No domínio da expressão dramática, peças como Belkiss inscrevem-se numa compreensão do fenómeno teatral próxima do teatro simbolista de Maurice Maeterlinck, aque se seguiriam outras tentativas, de pendor classicista, como Constança.

Eugénio de Castro. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-09-23].



Arkady Rylov, Sunset, 1917


Simbolismo

  • Introdução

Simbolismo foi um movimento artístico e literário que surgiu em França na década de 80 do século XIX.

Constituindo uma reação contra o materialismo e mecanização da civilização industrial, esta corrente rejeitava simultaneamente o Realismo, o Romantismo e o Impressionismo, acreditando que a arte deveria exprimir ideias a partir de uma conceção simbolista das formas e da cor.

  • Artes Plásticas e Decorativas

Os pintores simbolistas apresentavam especial preferência por temáticas místicas ligadas à religião, a lendas profanas, à morte ou ao pecado, impregnadas de forte teor moralizante, para as quais a técnica do fresco se adequava perfeitamente. 

Os fundamentos filosóficos do Simbolismo remontam ao movimento romântico, através da recuperação de alguns conceitos de pintores como William Blake Philipp Otto Runge (1777-1810) que abordaram a questão da simbologia da cor e da relação entre forma e cromatismo. Este movimento inspirou-se igualmente nas obras precursoras de Pierre Puvis de Chavannes(1824-1898), de Gustave Moreau (1826-1898) e de Odilon Redon, todas elas ligadas a temáticas de índole sobrenatural e mitológica, ou, de uma forma mais direta, nos trabalhos de Paul Gauguin do período de Pont-Aven. Não negligenciável foi também a inspiração na arte oriental, com grande divulgação nestes anos por toda a Europa.

Enquanto movimento artístico, o Simbolismo não apresentou uma uniformidade estilística, resultando mais de uma atitude espiritual que de um programa estético rígido. Tendo como principal centro difusor a cidade de Paris, onde se concentrava em torno do influente grupo dos Nabis, fundado por Paul Sérusier (1864-1927) em 1888, e do pintor  Toulouse-Lautrec, o Simbolismo encontrou expressão original em artistas de outros meios culturais, como o belga James Ensor, o norueguês Edvard Munch e o inglês Aubrey Beardsley (1872-1898). Em Munique foi fundado, pelo poeta Stefan George (1868-1933), um círculo de simbolistas, no qual participou o suíço Ferdinand Hodler (1853-1918), um dos pintores mais idealistas do movimento que procurou criar uma linguagem conciliadora e universalizante, ligada ao indivíduo, à sociedade e à história.

A primeira exposição de pintura simbolista realizou-se na Feira Mundial de Paris de 1889, sob a tutela de Paul Gauguin

Sendo um estilo eminentemente decorativo e ornamental, o simbolismo teve uma repercussão significativa no desenvolvimento das artes decorativas e gráficas.

O Simbolismo foi um dos principais precursores de movimentos como o Fauvismo, o Expressionismo e o Surrealismo.

  • Literatura

A reação espiritualista da filosofia de Bergson determina a ruína do materialismo e dá origem a uma literatura que satisfaz essa busca de espiritualidade e de transcendência metafísica. 

Segundo a crítica de Eça em Notas Contemporâneas, em poesia «a voga voa toda para o rutilante Herédia, que nos canta luxuosamente os heróis e semideuses, ou para os simbolistas, que com bocados esfumados de verbo e farrapos indecisos de sentimento nos arranjam um desses nevoeiros poéticos, onde agora as almas têm a paixão de se aninhar e de se esconder da vida... De novo se reimprime Lamartine! A lua das Meditações passa outra vez, pálida e meiga, sobre o lago - e o rouxinol e Deus reentraram na estrofe... Já muito raramente se pinta a paisagem tal como a viram os sinceros e claros olhos de Daubigny, de Th. Rousseau, e a ambição é fixar, por meio de manchas, de lampejos, de fundos de sombras, de abstrações, a emoção risonha ou dolente que a paisagem dá à alma... Os temas que convêm são os que têm o mais subtil simbolismo e os mestres admirados e seguidos são Burne Jones, Moreau, Aman-Jean que nos conduzem a imaginação para o turvo país dos mitos». «Onde esta reação contra o positivismo científico se mostra mais decidida e franca é em matéria religiosa». E volta a dizer: «Ao lado deste movimento negativo contra o positivismo, surge e cresce paralelamente um movimento afirmativo de espiritualidade religiosa». A causa «está toda no modo brutal e rigoroso com que o positivismo científico tratou a imaginação, que é uma tão inseparável e legítima companheira do homem como a razão».

Simbolismo surge entre nós na década de 1880-1890, igualmente em França, com VerlaineArthur RimbaudMallarmé, cuja produção ao novo gosto aparece no Manifeste Littéraire de l'École Symboliste de Jean Moréas (1886) e manifesta-se como uma viva reação contra a disciplina dos parnasianos.

A poesia simbolista é subjetivista. Os novos poetas procuram a musicalidade do verso e daí, pois, também o lugar que vão ocupar os símbolos. Veja-se a poesia Mãos de Eugénio de Castro, na qual as imagens simbólicas transmitem as impressões que experimenta aquele que sente o encanto delas. 

Os poetas voltam-se para a vida interior que tentam evocar, sugerir, de uma maneira indireta, dirigindo-se principalmente à sensibilidade. Manifesta-se, novamente, o gosto por uma paisagem de cores românticas, surge a poesia confessional, indefinida, vaga, camuflada nos símbolos, nas alegorias, imagens inusitadas, comparações estranhas, sinestesias, prosopopeias, animismo ousado, concretização de estados abstratos, associações de imagens imprevistas, a oferecer-nos um certo estonteamento de sentidos pela musicalidade que os novos processos possibilitam: aliterações abundantes, rondel, quebra das cesuras, ritmos variados dentro da mesma estrofe e medidas de versos diferentes dentro da mesma composição, o versilibrismo. Esta nova corrente, para a difusão da qual tanto contribuíram a poesia de Stéphane Mallarmé e de Verlaine (o poeta do sonho, do vago, da religião), surge entre nós quer em virtude dos contactos com a literatura francesa, quer como consequência do renascer do nacionalismo. 

Simbolismo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-09-23].



Arkady Rylov, Self-portrait, 1939


Arkady Alexandrovich Rylov (29 January, 1870 – June 22, 1939) was a Russian and Soviet Symbolist painter.


Arkady Rylov, The Green Noise, 1904


Arkady Rylov, In the forest, 1905


Arkady Rylov, Thundering River, 1917


Arkady Rylov, Seagulls at sunset, 1922


 Arkady Rylov, Wild Rowan (polevaya ryabinka), 1922


"As pessoas comuns pensam apenas como passar o tempo. Uma pessoa inteligente tenta usar o tempo."

(Arthur Schopenhauer)



domingo, 30 de março de 2014

"Alegria e Tranquilidade" - Séneca, in 'Cartas a Lucílio'


Frederick Morgan,  After School, c.1893



Alegria e Tranquilidade


"A alegria pode sofrer interrupções no caso de pessoas ainda insuficientemente avançadas, enquanto, no caso do sábio, o bem estar é um tecido contínuo que nenhuma ocorrência, nenhum acidente pode romper; em todo o tempo, em todo o lugar o sábio goza de tranquilidade! Porquê? Porque o sábio não depende de fatores externos, não está à espera dos favores da fortuna ou dos outros homens. A sua felicidade está dentro dele; fazê-la vir de fora seria expulsá-la da alma, que é onde, de facto, a felicidade nasce! Pode uma vez por outra surgir qualquer ocorrência que lembre ao sábio a sua condição de mortal, mas ocorrências deste tipo são de somenos importância e não o atingem mais do que à flor da pele. O sábio, insisto, pode ser tocado ao de leve por um ou outro contratempo, mas para ele o sumo bem permanece inalterável. Volto a dizer que lhe podem ocorrer contratempos provindos do exterior, tal como um homem de físico robusto não está livre de um furúnculo ou de uma ferida superficial; em profundidade, porém, não há mal que o atinja. A diferença existente, insisto ainda outra vez, entre o homem que atingiu a plenitude da sabedoria e aquele que ainda lá não chegou é a mesma que se verifica entre um homem são e um convalescente de doença grave e prolongada. Para este a diminuição da intensidade da doença já quase significa saúde mas, se não se precaver, o mal rapidamente se agrava e volta à primitiva forma; o sábio, em contrapartida, nem pode retroceder, nem sequer avançar mais na via da sapiência. A saúde do corpo está à mercê do tempo e o médico, se a pode restituir, não a pode garantir perpetuamente, e tanto assim é que com frequência o mesmo doente o volta de novo a chamar; a saúde da alma, essa - obtém-se de uma vez por todas - e totalmente! Dir te ei agora o que significa uma alma sã: é cada um contentar-se consigo mesmo, ter confiança em si próprio, saber que todos os votos feitos pelos homens, todos os benefícios que trocam entre si não têm a mínima importância para a obtenção da felicidade. Uma coisa passível de acréscimo não é uma coisa perfeita; o homem que quer vir a possuir uma permanente alegria, tem de fruir apenas do que efetivamente lhe pertence. Ora todos os bens a que o comum dos mortais aspira são, de uma forma ou outra, transitórios, pois de coisa alguma a fortuna nos permite a posse para sempre. "

Séneca, in 'Cartas a Lucílio'


Lúcio Aneu Séneca, Corduba, 4 a.C.Roma, 65) foi um dos mais célebres advogados, escritores e intelectuais do Império Romano. Conhecido também como Séneca (ou Sêneca), o Moço, o Filósofo, ou ainda, o Jovem, sua obra literária e filosófica, tida como modelo do pensador estoico durante o Renascimento, inspirou o desenvolvimento da tragédia na dramaturgia europeia renascentista.



Frederick Morgan, Skipping, 1896


"Quando vejo uma criança, ela inspira-me dois sentimentos: ternura, pelo que é, e respeito pelo que pode vir a ser." 




Frederick Morgan, See Saw, 1898


"Cada um de nós, enquanto cidadão, tem um papel a desempenhar na criação de um mundo melhor para as nossas crianças." 


Nelson Mandela, Discurso (2002) 



Frederick Morgan, Dinner Time


"Do mesmo modo que no início da primavera todas as folhas têm a mesma cor e quase a mesma forma, nós também, na nossa tenra infância, somos todos semelhantes e, portanto, perfeitamente harmonizados." 

Arthur SchopenhauerAforismos sobre a Sabedoria da Vida


terça-feira, 4 de março de 2014

Alegria é Felicidade Imediata... de Arthur Schopenhauer


Henri Rousseau, The Football players, 1908 (Arte Naïf)



Alegria é Felicidade Imediata


Quem é alegre tem sempre razão de sê-lo, ou seja, justamente esta, a de ser alegre. Nada pode substituir tão perfeitamente qualquer outro bem quanto esta qualidade, enquanto ela mesma não é substituível por nada. Se alguém é jovem, belo, rico e estimado, então perguntemos, caso queiramos julgar a sua felicidade, se é também jovial. Se, pelo contrário, ele for jovial, então é indiferente se é jovem ou velho, ereto ou corcunda, pobre ou rico; é feliz. Na primeira juventude, abri certa vez um livro velho e lá estava escrito: «Quem muito ri é feliz, e quem muito chora é infeliz» - uma observação bastante ingénua, mas que não pude esquecer devido à sua verdade singela, por mais que fosse o superlativo de uma verdade evidente. Por esse motivo, devemos abrir portas e janelas à jovialidade, sempre que ela aparecer, pois ela nunca chega em má hora, em vez de hesitar, como muitas vezes o fazemos, em permitir a sua entrada, só porque queremos saber primeiro, em todos os sentidos, se temos razão para estar contentes. Ou ainda, porque tememos que ela nos perturbe nas nossas ponderações sérias e preocupações importantes. Todavia, é muito incerto que elas melhorem a nossa condição; em contrapartida, a jovialidade é ganho imediato. Apenas ela, por assim dizer, é a moeda corrente da felicidade, e não, como o restante, mero talão de banco, porque apenas ela torna imediatamente feliz no presente; por essa razão, é o bem mais elevado para seres cuja realidade tem a forma de um presente indivisível entre dois tempos infinitos. Assim, deveríamos antepor a aquisição e a promoção desse bem a quaisquer outras aspirações.

Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida'


Arte Naif

Henri Rousseau, Tiger in a Tropical Storm (Surprised!) (1891)


O significado de Arte Naif, também denominada de Arte Primitiva Moderna pode ser interpretado como um tipo de arte simples, desenvolvida por artistas sem preparo e conhecimento das técnicas académicas. É considerada uma arte com elementos sem conteúdo. O termo inglês Naif pode ser traduzido como ingénuo e inocente, por isso a compreensão simplista. A falta de técnica não retraiu o desenvolvimento desta arte, que recebeu grande destaque, ao ser valorizada por apreciadores da estética e pessoas comuns.



Henri Rousseau, Old Man Junier's Trap, 1908


A característica da Arte Naif é o déficit de qualidade formal. Os desenhos e grafias não possuem acabamento adequado, com traços sem perspectiva e visível deficiência na aplicação de cores, texturas e sombras. A estética desta arte pode ser definida como sem compromisso com a arte real, pois mistura de cores sem estudo detalhado de combinações e as linhas possuem traços sempre figurativos e bidimensionais.



Henri Rousseau,  The Sleeping Gypsy, 1897, MoMA, New York


Arte Naif é a arte sem escola ou aprendizado técnico. O artista parte de suas experiências próprias e as expõe de uma forma simples e espontânea. Esta estética não pode ser enquadrada em tendências modernistas, sobretudo na arte popular, pois foge a regra. Ao analisar a construção deste tipo de arte, é possível verificar que o artista utiliza experiências pessoais, oriundas de sua convivência com o meio e cultura geral, sendo assim, há uma pequena esfera cultural embutida na Arte Naif. Mesmo assim, estudiosos deste conceito, a comparam a um tipo de arte primitiva e infantil, sem sofisticação ou requinte sistemático.


Henri Rousseau,  Le Moulin (The Mill), c. 1896, Musée Maillol, Paris


Afirma-se que este tipo de arte possui liberdade estética e pode ser resumida como uma arte livre de convenções. Críticos dizem que em termos gerais, a Arte Naif é concebida por artistas que pintam com a alma, diferente da arte desenvolvida por artistas académicos, que pintam apenas com o cérebro, não expressando sentimento.


Henri Rousseau, The Dream, 1910
Óleo sobre tela, 204,5 x 298,5 cm, Nova Iorque


O ícone da Arte Naif é Henri Rousseau, pintor especialista em cores, considerado por muitos como precursor da corrente e principal artista.


Henri Rousseau Self Portrait (1890), National Gallery, Prague


Henri Rousseau não possuía educação geral, nem tão pouco conhecimento em arte ou pintura. Ao levar a público, sua primeira obra denominada "Um dia de carnaval", no Salão dos Independentes, o artista foi severamente criticado por ignorar princípios básicos de geometria e perspectiva. A obra retratava paisagens selvagens mescladas a um emaranhado de tramas, as quais remetem a sonhos e sentimentos do artista. Mas seu reconhecimento só se fez valer no século XX, após ser admirado por Pablo Picasso, Guillaume Apollinaire, Robert Delaunay e Alfred Jarry, além de renomados intelectuais. Relatos comprovam que sua obra foi reconhecida na França (Paris) e através de sua obra, a Arte Naif influenciou e embasou a corrente estética do Surrealismo de Salvador Dali, no ano de 1972. 
Fonte: Anna Adami, in InfoEscola


The Centennial of Independence, oil on canvas by Henri Rousseau, 1892, Getty Center

domingo, 2 de março de 2014

Dia Internacional da Mulher - 8 de Março


Pintura de David Adickes



Dia Internacional da Mulher


O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920.
Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.
Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas. Em 1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres.




Pensamentos e Citações

Pintura de David Adickes



"Há três espécies de mulheres neste mundo: a mulher que se admira, a mulher que se deseja e a mulher que se ama. A beleza, o espírito, a graça, os dotes da alma e do corpo geram a admiração. Certas formas, certo ar voluptuoso, criam o desejo. O que produz o amor, não se sabe; é tudo isto às vezes; é mais do que isto, não é nada disto. Não sei o que é; mas sei que se pode admirar uma mulher sem a desejar, que se pode desejar sem a amar." 
 (Almeida Garrett)



Pintura de David Adickes



"A mulher é um efeito deslumbrante da natureza."  

(Arthur  Schopenhauer)


Pintura de David Adickes


"Sem a mulher, o homem seria rude, grosseiro, solitário, e ignoraria a graça, que não é senão o sorriso do amor. A mulher suspende em torno dela as flores da vida, como as lianas das florestas, que adornam os troncos dos carvalhos com as suas grinaldas afortunadas." 
  
(François Chateaubriand)


 Pintura de David Adickes



 "Admirar a Natureza e não admirar a mulher que é a sua obra mais bela e não a admirar, querendo-a, em tudo que ela é, espírito e corpo, é ser um poeta que faltou, na sua alma, à amplitude do mundo."

(Agostinho Silva, in Sete Cartas a um Jovem Filósofo



Pintura de David Adickes 


"Uma mulher espirituosa é um tesouro; uma beleza espirituosa é um poder."  

 (George Meredith)


Pintura de David Adickes


"Ser mulher é algo difícil, já que consiste basicamente em lidar com homens." 
  
(Joseph  Conrad)


Pintura de David Adickes


"Quem escrever a respeito de mulheres, deve molhar a pena nas cores do arco-íris e secar-lhe a tinta com a poeira dourada das borboletas."

 (Denis Diderot)


Pintura de David Adickes


"Existem certas coisas que um olho feminino vê com maior precisão do que cem olhos masculinos."  

(Gotthold Lessing)



Pintura de David Adickes


 "Três simples qualidades bastam para tomar qualquer senhora perfeitamente delicada e distinta: a simplicidade, a bondade, a modéstia." 


(Ramalho Ortigão)  


Pintura de David Adickes


 "A mulher quando ama, tem heroísmos e abnegações de que o homem - o ser mais egoísta do reino animal - é incapaz."  


(Camilo  Castelo Branco) 


 Pintura de David Adickes 


 "O céu criou a mulher para conter a fermentação da nossa alma, para dulcificar os nossos desgostos e o nosso mau humor, e para nos tomar melhores."  

(Voltaire) 


Pintura de David Adickes


"As mulheres são as primeiras educadoras do género humano."


(Theodor von Hippel)


Pintura de David Adickes


 "Mais depressa o bronco pastor da serra surpreende, na poeira rutilante das nebulosas, um novo astro, do que o psicólogo de mais aguda sagacidade penetra a intenção de um olhar ou de um sorriso de mulher." 

(Coelho Neto)


Pintura de  David Adickes


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