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quarta-feira, 3 de maio de 2017

"Pequenina" - Poema de Antero de Quental


Edwin Henry Landseer (1802–1873), Saved, 1856
(A Landseer Newfoundland dog, the breed Byron eulogized)



Pequenina


Eu bem sei que te chamam pequenina 
E ténue como o véu solto na dança, 
Que és no juízo apenas a criança, 
Pouco mais, nos vestidos, que a menina... 

Que és o regato de água mansa e fina, 
A folhinha do til que se balança, 
O peito que em correndo logo cansa, 
A fronte que ao sofrer logo se inclina... 

Mas, filha, lá nos montes onde andei, 
Tanto me enchi de angústia e de receio 
Ouvindo do infinito os fundos ecos, 

Que não quero imperar nem já ser rei 
Senão tendo meus reinos em teu seio 
E súbditos, criança, em teus bonecos! 


Antero de Quental, in "Sonetos"

sexta-feira, 28 de abril de 2017

"Aleluia" - Poema de Mário Beirão


Ford Madox Brown (1821-1893), Byron's Dream, 1874 



Aleluia


Se cantas, nasce o dia;
A luz segreda à flor: Ave, Maria!

Tudo é silêncio, espanto,
Quando vaga no Azul o teu encanto...

Passas e deixas no ar
O perfume das rosas de toucar!

Creio em ti, como em Deus;
Viver à tua luz é estar nos Céus!

Verdes enleios de hera
Cingem de amor teu vulto, ó Primavera!

Nos perdidos caminhos,
Voam gorjeios, músicas dos ninhos...

A Terra em névoas de ouro
Ascende a Deus em teu olhar de choro!

Senhora da Harmonia,
Em ti a minha vida principia!

Se voas pela Altura,
Gravas no Azul a tua formosura!

Teu voo é um longo adeus:
O caminho das almas para os Céus...

Longe, saudosa, adejas,
E pairas sobre mim... bendita sejas!


in 'Antologia Poética' 


quarta-feira, 19 de abril de 2017

"Retrato do artista em cão jovem" - Poema de António José Forte


Edwin Henry Landseer (English, 1802–1873), Portrait of a Terrier (Jocko with a Hedgehog),1828



Retrato do artista em cão jovem


Com o focinho entre dois olhos muito grandes 
por trás de lágrimas maiores 
este é de todos o teu melhor retrato 
o de cão jovem a que só falta falar 
o de cão através da cidade 
com uma dor adolescente 
de esquina para esquina cada vez maior 
latindo docemente a cada lua 
voltando o focinho a cada esperança 
ainda sem dentes para as piores surpresas 
mas avançando a passo firme 
ao encontro dos alimentos 

aqui estás tal qual 
és bem tu o cão jovem que ninguém esperava 
o cão de circo para os domingos da família 
o cão vadio dos outros dias da semana 
o cão de sempre 
cada vez que há um cão jovem 
neste local da terra 


in '40 Noites de Insónia de Fogo de Dentes numa Girándola Implacável e Outros Poemas'


domingo, 9 de abril de 2017

"O nome do Cão" - Poema de Manuel António Pina


 Abbott Fuller Graves (American, 1859-1936), The nest egg, 1910



O nome do Cão


O cão tinha um nome 
por que o chamávamos 
e por que respondia, 

mas qual seria 
o seu nome 
só o cão obscuramente sabia. 

Olhava-nos com uns olhos que havia 
nos seus olhos 
mas não se via o que ele via, 
nem se nos via e nos reconhecia 
de algum modo essencial 
que nos escapava 

ou se via o que de nós passava 
e não o que permanecia, 
o mistério que nos esclarecia. 

Onde nós não alcançávamos 
dentro de nós 
o cão ia. 

E aí adormecia 
dum sono sem remorsos 
e sem melancolia. 

Então sonhava 
o sonho sólido que existia. 
E não compreendia. 

Um dia chamámos pelo cão e ele não estava 
onde sempre estivera: 
na sua exclusiva vida. 

Alguém o chamara por outro nome, 
um absoluto nome, 
de muito longe. 

E o cão partira 
ao encontro desse nome 
como chegara: só. 

E a mãe enterrou-o 
sob a buganvília 
dizendo: " É a vida..." 





Abbott Fuller Graves, Near Kennebunkport, 1900



"A vida de uma pessoa não é o que lhe acontece, mas aquilo que recorda e a maneira como o recorda."



quinta-feira, 6 de abril de 2017

"Um Rafeiro fiel de um Pastor triste" - Poema de Abade de Jazente


Edwin Henry Landseer, Old Shepherd's Chief Mourner, 1837Victoria and Albert Museum, London.



Um Rafeiro fiel de um Pastor triste


Tó, Mondego, vem cá; pois tu somente 
Alivias um pouco o meu cuidado; 
Que em parte se consola um desgraçado, 
Quando tem quem lhe escute o mal que sente. 

Tu firme; tu leal; tu finalmente 
Me tens na minha ausência acompanhado: 
Raro impulso de amor! Porque ao seu lado 
Ninguém quer suportar um descontente. 

Ora deixa, que em prémio da piedade, 
Com que o teu zelo ao meu tormento assiste, 
Farei teu nome emblema da amizade. 

E os versos meus que um tempo alegre ouviste 
Cantarão, para exemplo da lealdade, 
Um Rafeiro fiel de um Pastor triste. 


Abade de Jazente, in 'Antologia Poética'


terça-feira, 29 de novembro de 2016

"Teus Olhos" - Poema de Octavio Paz


Charles Spencelayh (1865–1958),  A Japanese Beauty



Teus Olhos


Teus olhos são a pátria do relâmpago e da lágrima, 
silêncio que fala, 
tempestades sem vento, mar sem ondas, 
pássaros presos, douradas feras adormecidas, 
topázios ímpios como a verdade, 
outono numa clareira de bosque onde a luz canta no ombro 
duma árvore e são pássaros todas as folhas, 
praia que a manhã encontra constelada de olhos, 
cesta de frutos de fogo, 
mentira que alimenta, 
espelhos deste mundo, portas do além, 
pulsação tranquila do mar ao meio-dia, 
universo que estremece, 
paisagem solitária. 


Octavio Paz, in "Liberdade sob Palavra
Tradução de Luis Pignatelli   



Charles Spencelayh, Girl and Wolfhound


"Não importa que sejam poucas as suas posses e o seu dinheiro. 
Ter um cão torna-o rico." 

(Louis Sabin)


quarta-feira, 23 de março de 2016

"Os Filhos" - Poema de José Jorge Letria


Charles Burton Barber, Time to wake up, 1883



Os Filhos 


Os filhos são figuras estremecidas 
e, quando dormem, a felicidade 
cerra-lhes as pálpebras, toca-lhes 
os lábios, ama-os sobre as camas. 
É por mim que chamam quando temem 
o eclipse e o temporal. Trazem nos cabelos 
o aroma do leite e da festa das rosas. 
Voam-me por entre os dedos, por entre 
as malhas da rede de espuma 
que lanço a seus pés. Reinam 
num sítio de penumbra onde não 
me atrevo sequer a dizer quem sou. 


José Jorge Letria, in "Os Achados da Noite"



"Guie uma criança pelo caminho que ela deve seguir e guie-se por ela de vez em quando." 




terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

"Os animais amigos do homem" - Poema de Bastos Tigre






Os animais amigos do homem 


De todos os animais
merecem nossa afeição 
estes três, mais que os demais: 
– o boi, o cavalo, o cão. 

O boi, os seus músculos de aço 
ao nosso serviço entrega 
e, com a canga no cachaço, 
pesadas cargas carrega. 

E depois dá-nos a vida 
que à nossa vida é sustento: 
a carne assada ou cozida, 
o ensopado suculento. 

Vale o seu corpo um tesouro, 
dele nada se rejeita: 
chifres, cauda, ossos e couro, 
tudo, tudo se aproveita. 

O cavalo é o companheiro 
que nos carrega no lombo 
(a quem não for bom cavaleiro, 
cuidado, que leva tombo!) 

Conhece caminho e atalho 
e, seja a passo ou a correr, 
nosso amigo é no trabalho 
quanto amigo é no prazer. 

A morte, somente, encerra 
seu labor nobre e eficaz; 
com os homens morre na guerra, 
morre, a servi-los, na paz. 

É o terceiro amigo, o amigo 
que nos tem mais afeição; 
no momento do perigo 
nos vem socorrer: — é o cão. 

Quer de noite, quer de dia, 
podemos nele confiar; 
da nossa casa é vigia, 
é o guarda do nosso lar. 

“Caniche”, dos pequeninos, 
que graça o cãozinho tem! 
Quando brinca com os meninos 
ele é um menino também. 

Seja humilde, ou cão de raça, 
cão de cego, ou de pastor, 
são-bernardo ou cão de caça, 
ou de ratos caçador. 

Os seus dias se consomem 
num labor sincero e leal! 
Salve, excelso amigo do homem, 
que és quase um ser racional! 

Que se ame, pois, e bendiga 
do fundo do coração, 
a nobre trindade amiga: 
o boi, o cavalo e o cão. 


Bastos Tigre 
Em: O mundo da criança: poemas e rimas,
vol. I, Rio de Janeiro, Editora Delta: 1972. 

Manuel Bastos Tigre (Recife, 12 de março de 1882 — Rio de Janeiro, 1 de agosto de 1957) foi um bibliotecário, jornalista, poeta, compositor, humorista e destacado publicitário brasileiro.





"Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor."
(Pitágoras)




"A vida é valor absoluto. Não existe vida menor ou maior, inferior ou superior. Engana-se quem mata ou subjuga um animal por julgá-lo um ser inferior. Diante da consciência que abriga a essência da vida, o crime é o mesmo."
(Olympia Salete)






"Em termos de evolução, bem maior é o débito da Humanidade para com os animais do que o crédito que lhes temos dispensado para seu bem-estar e progresso." 
(Eurípedes Kuhl)





sábado, 25 de fevereiro de 2012

"Cão" - Poema de Alexandre O'Neill


Clifton Tomson (1775–1828), Lord Byron's Dog 'Boatswain' (1803–1808)



Cão


Cão passageiro, cão estrito, 
cão rasteiro cor de luva amarela, 
apara-lápis, fraldiqueiro, 
cão liquefeito, cão estafado, 
cão de gravata pendente, 
cão de orelhas engomadas, 
de remexido rabo ausente, 
cão ululante, cão coruscante, 
cão magro, tétrico, maldito, 
a desfazer-se num ganido, 
a refazer-se num latido, 
cão disparado: cão aqui, 
cão além, e sempre cão. 
Cão marrado, preso a um fio de cheiro, 
cão a esburgar o osso 
essencial do dia a dia, 
cão estouvado de alegria, 
cão formal da poesia, 
cão-soneto de ão-ão bem martelado, 
cão moído de pancada 
e condoído do dono, 
cão: esfera do sono, 
cão de pura invenção, cão pré-fabricado, 
cão-espelho, cão-cinzeiro, cão-botija, 
cão de olhos que afligem, 
cão-problema...
Sai depressa, ó cão, deste poema!


Poesias Completas. 1951-1986
Lisboa, INCM, 1990 (3ª ed.)



Clifton Tomson, Lord Byron's Dog 'Lyon', 1808




Sobre a poesia de ALEXANDRE O’NEILL

«O’Neill usa com frequência imagens de animais como referência dum destino ou duma situação infra-humanos ou para-humanos. A mosca entre a cortina e a vidraça é a imagem da nossa situação «entalada» no microcosmos do quotidiano e, dum modo mais geral, no macrocosmos do País e até da condição humana. Os ratos são a referência imagética que aparece por exemplo no «Poema pouco original do medo» para sugerir a existência degradante no silêncio e no medo. O poema «Cão» utiliza também a imagem animal, desta vez para mostrar o homem-cão na sua condição existencial («cão passageiro»), social («cão de gravata pendente»), civilizacional («cão pré-fabricado»), psicológia («cão: esfera do sono»), afectiva («cão estouvado de alegria»). O verso «cão rasteiro cor de luva amarela», que é uma citação de Rilke (Os Cadernos de Malte Laurids Brigge), dá ainda uma dimensão transtextual à descrição.» 


Clara Rocha, prefácio a Poesias Completas, 1951/1986 de Alexandre O'Neill.



Clifton Tomson, Two Springer Spaniels in a Landscape, 1811




Frases sobre animais
Clifton Tomson, A Saddled Grey Hunter with a Spaniel in a Wooded Landscape, 1824



"Como zeladores do planeta, é nossa responsabilidade lidar com todas as espécies com carinho, amor e compaixão. As crueldades que os animais sofrem pelas mãos dos homens está além do nossa compreensão. Por favor, ajude a parar com esta loucura."

(Richard Gere)


Clifton Tomson, Groom Holding a Bay Horse, c.1800



"Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação à natureza e aos animais."

(Victor Hugo) 



Clifton Tomson, Horses and Dog in a Landscape, 1830



"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante."

(Albert Schweitzer)



Clifton Tomson, Horse and Greyhound



 "Virá o dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem." 

(Leonardo da Vinci)




 Madredeus - Um raio de luz ardente 

"O Cão" - Poema de Afonso Lopes Vieira


Charles Burton Barber, Suspense, 1894



O Cão


O cão que faz ão ão
É bom amigo como os que são
É bom amigo, bom companheiro
É valente, fiel, verdadeiro
E leal serviçal.
Tem bom coração
Que o diga o seu dono
Se ele o tem ou não
Quem vem de fora,
E chega a casa, é o cão
Quem diz primeiro
Todo prazenteiro,
Saltando e rindo
Contente,
E com olhos a brilhar de amor:
- Ora seja bem vindo
O meu senhor!
O cão que faz ão ão
É bom amigo como os que são. 


Afonso Lopes Vieira



A Fotobiografia de Afonso Lopes Vieira tem design editorial de Eduardo Aires.


Afonso Lopes Vieira (Leiria, 26 de janeiro de 1878 — Lisboa, 1946) foi um poeta português.
Natural de Leiria, bacharelou-se em Direito, pela Universidade de Coimbra, em 1900. No mesmo ano radicou-se em Lisboa, onde exerceria a função de redactor na Câmara dos Deputados, até 1916. Deixaria a profissão para se dedicar exclusivamente à escrita literária e nessa altura viveu no Palácio da Rosa.
Durante a juventude participou na redacção alguns jornais manuscritos, de que são exemplos A Vespa e O Estudante. Com a publicação do livro Para Quê? (1897) marca a sua estreia poética, iniciando um período de intensa actividade literária — Ar Livre (1906), O Pão e as Rosas (1908), Canções do Vento e do Sol (1911), Poesias sobre as Cenas Infantis de Shumann (1915), Ilhas de Bruma (1917), País Lilás, Desterro Azul (1922) — encerrando a sua actividade poética, assim julgava, com a antologia Versos de Afonso Lopes Vieira (1927). A obra poética culmina com o inovador e epigonal livro Onde a terra se acaba e o mar começa (1940).
O carácter activo e multifacetado do escritor tem expressão na sua colaboração em A Campanha Vicentina, na multiplicação de conferências em nome dos valores artísticos e culturais nacionais, recolhidas nos volumes Em demanda do Graal (1922) e Nova demanda do Graal (1942). A sua acção não se encerra, porém, aqui, sendo de considerar a dedicação à causa infantil, iniciada com Animais Nossos Amigos (1911), o filme infantil O Afilhado de Santo António (1928), entre outros. Por fim, assinale-se a sua demarcação face ao despontar do Salazarismo, expressa no texto Éclogas de Agora (1935).
Tem ainda colaboração em publicações periódicas, de que são exemplo as revistas Alma Nova, começada a editar em Faro em 1914, e Ordem Nova (1926-1927).
Cidadão do mundo, Afonso Lopes Vieira não esqueceu as suas origens, conservando as imagens de uma Leiria de paisagem bucólica e romântica, rodeada de maciços verdejantes plantados de vinhedos e rasgados pelo rio Lis, mas, sobretudo, de São Pedro de Moel, paisagem de eleição do escritor, enquanto inspiração e génese da sua obra. O Mar e o Pinhal são os principais motivos da sua poética.



Charles Burton Barber, Off to School, 1883


“A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isso fica sendo a minha última e mais elevada descoberta.”




Newton retratado por Godfrey Kneller, 1689 (com 46 anos de idade)


Isaac Newton (Woolsthorpe-by-Colsterworth, 4 de janeiro de 1643 — Londres, 31 de março de 1727) foi um cientista inglês, mais reconhecido físico e matemático, embora tenha sido também astrónomo, alquimista, filósofo natural e teólogo.
Sua obra, Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, é considerada uma das mais influentes na história da ciência. Publicada em 1687, esta obra descreve a lei da gravitação universal e as três leis de Newton, que fundamentaram a mecânica clássica. Ao demonstrar a consistência que havia entre o sistema por si idealizado e as leis de Kepler do movimento dos planetas, foi o primeiro a demonstrar que o movimento de objetos, tanto na Terra como em outros corpos celestes são governados pelo mesmo conjunto de leis naturais. O poder unificador e profético de suas leis era centrado na revolução científica, no avanço do heliocentrismo e na difundida noção de que a investigação racional pode revelar o funcionamento mais intrínseco da natureza. 
Numa pesquisa promovida pela Royal Society, Newton foi considerado o cientista que causou maior impacto na história da ciência. De personalidade sóbria, fechada e solitária, para ele, a função da ciência era descobrir leis universais e enunciá-las de forma precisa e racional.


Adele - Rolling In The Deep


domingo, 22 de janeiro de 2012

"A Felicidade" - Poema de Vinicius de Moraes


William Hatherell (1855-1928), British painter and illustrator from London



A felicidade 


Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Para fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Para tudo se acabar na quarta-feira

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar

A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite, passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Para que ela acorde alegre com o dia
Oferecendo beijos de amor.
in Poesia completa e prosa: 
"Cancioneiro"





"Chegará um dia no qual os homens conhecerão o íntimo dos animais; e nesse dia, um crime contra um animal será considerado crime contra a humanidade."


- citado em "Pantanal‎" - Página 48, Carlos Ravazzani - Editora Brasil Natureza, 1990


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