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quarta-feira, 29 de abril de 2015

"Pudesse Eu"... Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen





Pudesse Eu 


Pudesse eu não ter laços nem limites 
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes!


Sophia de Mello Breyner Andresen 



Uma nova Obra Poética de Sophia de Mello Breyner Andresen, que inclui "uma parte com vários poemas inéditos", é publicada no dia 08 de maio, anunciou hoje a editora Assírio & Alvim.

Em comunicado, a chancela do Grupo Porto Editora afirma que "o livro que reúne toda a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, seguindo e atualizando os critérios de fixação de texto adotados nas edições anteriores, graças ao cuidado trabalho de Maria Andresen Sousa Tavares e Carlos Mendes de Sousa, que assinam, respetivamente, o prefácio e a nota de edição".

O novo volume "inclui ainda uma parte com vários poemas inéditos que integram o espólio da autora, em depósito na Biblioteca Nacional de Portugal", lê-se na mesma nota.

Segundo afirma no prefácio Maria Andresen Sousa Tavares, há "poetas mais peritos, mais cultistas, mais destros e liricamente sofisticados, mais modernos, mais antimodernos e pós-modernos, melhores pensadores. Mas aqui há uma força. Uma força muito raramente atingida. Há o vislumbre de um excesso não muito cauteloso, umas vezes iluminado, outras vezes rouco (`às vezes luminoso outras vezes tosco`)".

"Mas há, sobretudo, o poder de uma simplicidade difícil de enfrentar, por vezes inconfortável, não pela dificuldade conceptual, mas porque a simplicidade é a coisa mais complexa e, neste caso, a mais difícil, porque nem sempre oferece o flanco ao diálogo, quando busca o `dicível` do esplendor e do terror", acrescenta Maria Sousa Tavares.

Em outubro de 2012, a Porto Editora editou o conto inédito incompleto de Sophia de Mello Breyner Andresen "Os ciganos", que o neto Pedro Sousa Tavares terminou.

Falecida aos 84 anos, em julho de 2004, Sophia de Mello Breyner Andresen foi autora de vários livros de poesia, entre os quais "O nome das coisas" e "Coral", de obras de ensaio, designadamente "O nu na Antiguidade Clássica", de contos, como "Histórias da terra e do mar", de ficção infantil, em que se conta "A fada Oriana", "Noite de natal", "A menina do mar", e também de teatro, "O colar". Traduziu vários autores.

Sophia de Mello Breyner Andresen foi a segunda mulher a ter honras de Panteão Nacional, como forma de homenagear "a escritora universal, a mulher digna, a cidadã corajosa, a portuguesa insigne", e de evocar o seu exemplo de "fidelidade aos valores da liberdade e da justiça", conforme se lê no projeto de resolução da Assembleia da República.

Em 2014, o parlamento aprovou por unanimidade a concessão de honras de Panteão Nacional à escritora, que foi também deputada à Assembleia Constituinte, em 1975-1976. (Daqui)


 Cataratas do Iguaçu


Cataratas do Iguaçu é um conjunto de cerca de 275 quedas de água no Rio Iguaçu (na Bacia hidrográfica do rio Paraná), localizada entre o Parque Nacional do Iguaçu, Paraná, no Brasil 20%, e o Parque Nacional Iguazú em Misiones, na Argentina 80%, na fronteira entre os dois países. A área total de ambos os parques nacionais, correspondem a 250 mil hectares de floresta subtropical e é considerada Património Natural da Humanidade(Daqui)


sexta-feira, 12 de julho de 2013

"Canto dos espíritos sobre as águas" - Poema de Johann Wolfgang von Goethe





Canto dos espíritos sobre as águas


A alma do homem 
É como a água: 
Do céu vem, 
Ao céu sobe, 
E de novo tem 
Que descer à terra, 
Em mudança eterna. 

Corre do alto 
Rochedo a pino 
O veio puro, 
Então em belo 
Pó de ondas de névoa 
Desce à rocha lisa, 
E acolhido de manso 
Vai, tudo velando, 
Em baixo murmúrio, 
Lá para as profundas. 

Erguem-se penhascos 
De encontro à queda, 
— Vai, espumando em raiva, 
Degrau em degrau 
Para o abismo. 

No leito baixo 
Desliza ao longo do vale relvado, 
E no lago manso 
Pascem seu rosto 
Os astros todos. 

Vento é da vaga 
O belo amante; 
Vento mistura do fundo ao cimo 
Ondas espumantes. 

Alma do Homem, 
És bem como a água! 
Destino do homem, 
És bem como o vento!


Johann Wolfgang von Goethe, 1788, in "Poemas"
Tradução de Paulo Quintela 



 Cataratas do Iguaçu


A área das Cataratas do Iguaçu  é um conjunto de cerca de 275 quedas de água no Rio Iguaçu (na Bacia hidrográfica do rio Paraná), localizada entre o Parque Nacional do Iguaçu, Paraná, no Brasil 20%, e o Parque Nacional Iguazú em Misiones, na Argentina 80%, fronteira entre os dois países. A área total de ambos os parques nacionais, correspondem a 250 mil hectares de floresta subtropical e é considerada Património Natural da Humanidade. O Parque Nacional argentino foi criado em 1934; e o Parque Nacional brasileiro, em 1939, com o propósito de administrar e proteger o manancial de água que representa essa catarata e o conjunto do meio ambiente ao seu redor. Os parques tanto brasileiro como argentino passaram a ser considerados Património da Humanidade em 1984 e 1986, respetivamente. Desde 2002 o Parque Nacional do Iguaçu é um dos sítios geológicos brasileiros.



 Cataratas do Iguaçu


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