sábado, 10 de setembro de 2016

"Tu à Noite" - Poema de Harold Pinter




Tu à Noite


Tu à noite havias de escutar 
A trovoada e o ar ambulante. 
Tu nessa margem hás de virar 
Para onde estão as intempéries dominantes. 

Toda essa honrada esperança 
Ruirá na ardósia, 
E destroçará o inverno 
Que vocifera a teus pés. 

Se bem que ardam os altares apaixonantes, 
E que o sol deliberado 
Faça ladrar a águia, 
Tu avançarás na corda bamba. 



in "Várias Vozes"




Derrete-se o gelo.
Porém se resfria a água:
Ela fria, eu ardo...


(Haikai)

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