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quarta-feira, 26 de junho de 2024

"Casa grande" - Poema de Yvette Centeno



Edward Hopper
(American realist painter and printmaker, 18821967),
 

 Casa grande 


Estamos a sair da casa grande.
Malas feitas, eu já me despedi
de toda a gente,
falta só ir à cozinha
dar um último abraço.

A casa grande.
Por que vamos embora?
Igual à vida,
um sítio de passagem?
Na vida não se fica,
é só viagem…

Enquanto digo adeus
trazem como oferenda
uma taça de vidro
com morangos
polvilhados de açúcar.
Escolho alguns e chega
entretanto um dos meus filhos
a quem também são dados
em partilha.

Comemos só
um ou outro morango
a taça ainda fica cheia.

Os morangos:
fruto do coração?
Fruto vermelho
como o sangue da vida?
A vida partilhada
na hora da despedida?


Yvette Centeno
, Inédito

 
Edward Hopper, Apartment Houses, 1923, óleo sobre tela, 61 x 73,5 cm,
Pensylvania Academy of the Fine Arts, Philadelphia, PA, USA
.


"Com dinheiro se pode construir uma esplêndida casa, mas não uma boa família."

Manuel Tamayo y Baus - Fonte: Revista Caras, Edição 687, 5 de Janeiro de 2007. 
 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

"Como quem num dia de Verão abre a porta de casa" - Poema de Alberto Caeiro / Fernando Pessoa


  Victor Westerholm (Finnish landscape painter, 1860-1919), Scene from Hirvensalo, 1903. 
 


   Como quem num dia de Verão abre a porta de casa

 
Como quem num dia de Verão abre a porta de casa
E espreita para o calor dos campos com a cara toda,
Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapa
Na cara dos meus sentidos,
E eu fico confuso, perturbado, querendo perceber
Não sei bem como nem o quê...

Mas quem me mandou a mim querer perceber?
Quem me disse que havia que perceber?

Quando o Verão me passa pela cara
A mão leve e quente da sua brisa,
Só tenho que sentir agrado porque é brisa
Ou que sentir desagrado porque é quente,
E de qualquer maneira que eu o sinta,
Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo... 

s.d. 
 
Alberto Caeiro, "O Guardador de Rebanhos".
 In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa. 
 (Nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luís de Montalvor.) 
Lisboa: Ática, 1946 (10ª ed. 1993). - 48.
 
 
Portrait of Victor Westerholm (Finnish landscape painter, 1860-1919), 1901,
by Raffaello Gambogi (Italian painter, 1874-1943).


"If I could say it in words there would be no reason to paint."

Edward Hopper 
 (American realist painter and printmaker, 1882-1967)
 
 
 
 
"Eu vou para a natureza para ser acalmado e curado, e para colocar meus pensamentos em ordem."

 
[John Burroughs (1837 - 1921) foi um naturalista norte-americano e ensaísta da natureza, ativo no movimento conservacionista  nos Estados Unidos. A primeira de suas coleções de ensaios foi Wake-Robin em 1871.] 
 
 
Victor Westerholm, Kymi River, 1902 (Landscape Art), Lappeenranta Art Museum.
 

Naturalismo
 
Movimento estético-literário da segunda metade do século XIX, estreitamente relacionado com o Realismo, de que retoma a necessidade da observação objetiva da realidade e as preocupações socioculturais, acentuando, contudo, os seus pressupostos ideológicos e científicos. 
O Naturalismo relaciona-se intimamente com as transformações sociais e as novas correntes filosóficas e científicas do século XIX: o positivismo de Augusto Comte (1798-1857), teoria sociológica que defendia a necessidade da tomada de consciência das relações entre o indivíduo e a sociedade como condição para o progresso civilizacional; o determinismo de Hippolyte Taine (1828-1893), segundo o qual a obra era produto das influências da raça, do meio e do momento histórico; o experimentalismo de Claude Bernard (1813-1878). Estas doutrinas foram aplicadas à literatura pelo romancista francês Émile Zola (1840-1902), que expôs, na coletânea de artigos Le Roman expérimental (1880), a teoria do romance naturalista, concretizando-a nos vinte volumes da série Les Rougon-Macquart. Segundo Zola, o romance deveria explicar a decadência social mediante a demonstração de teses científicas.
A receção crítica da teoria naturalista de Zola fez-se em Portugal por intermédio de autores como Júlio Lourenço Pinto (1842-1907), José António dos Reis Dâmaso (1850-1895), António José da Silva Pinto (1848-1911) e Alexandre da Conceição (1842-1889). Esses, e outros como Teixeira de Queirós (1848-1919), autor das séries Comédia do Campo e Comédia Burguesa, Abel Botelho (1854-1917), criador do políptico Patologia Social, ou Carlos Malheiro Dias (1875-1941) tentariam a aplicação do Naturalismo ao conto e ao romance. Mais complexo é o caso de Eça de Queirós (1845-1900), que em 1871 profere a conferência "O Realismo como nova expressão da Arte", com claras influências da doutrina de Zola e sobretudo do determinismo de Taine, e a dado momento se aproxima do autor de Le Roman expérimental ao orientar o romance para uma atitude científica e objetiva, mas acaba por se demarcar do Realismo-Naturalismo, constituindo um caso único na nossa literatura. (daqui)
 

quinta-feira, 21 de julho de 2022

"Solidão" - Poema de Rainer Maria Rilke


Edward Hopper (American realist painter, 1882-1967), Nighthawks, 1942, óleo sobre tela, 84.1×152.4
Art Institute of Chicago, Chicago (Illinois)
 


Solidão


A solidão é como a chuva que brota
do mar para o cair da tarde;
da planície distante e remota
para o céu, que sempre a adota.
E só então recai do céu sobre a cidade.

Ela chove, entre as horas, a seu despeito,
quando todos os becos buscam a madrugada
e quando os corpos, que não encontraram nada,
quedam-se juntos, tristes e frios,
e os que se odeiam, rosto contrafeito,
têm de dormir no mesmo leito:

aí a solidão flui como os rios...


 In: Augusto de Campos (trad. e org.). Coisas e anjos de Rilke
São Paulo: Perspectiva, 2013.
 
 

Augusto de Campos, Coisas e anjos de Rilke
Editora Perspectiva

Nesta nova edição, Augusto de Campos ampliou para 130 os poemas traduzidos, tendo acrescentado setenta textos aos anteriores, sempre com ênfase nos "Novos Poemas" (1907-1908), a obra menos conhecida de Rainer Maria Rilke. Incluiu mais alguns poemas do Livro de Imagens, e ainda outros, dos Sonetos a Orfeu, que têm a ver com a dicção poética daquelas coleções. Aditou-lhes, por fim, outros poemas esparsos pouco divulgados. Este volume vem aprofundar uma nova abordagem da obra de Rilke, a partir da fase marcada pela influência de Cézanne e Rodin. Nas notáveis transposições do mestre-tradutor, os "poemas-coisa" rilkeanos nos revelam uma "poesia de pedra e alma onde até os anjos se concretizam. Textos que nos maravilham e nos surpreendem na solidez coiseante das imagens em que compactam a fluidez das angústias e incertezas humana. Amálgama de coisas e anjos". (Daqui)
 

sexta-feira, 24 de maio de 2019

"Abrigo" - Poema de Edmundo Bettencourt


Edward Hopper, New York Interior, c. 1921, Whitney Museum of American Art.



Abrigo


Presa da chuva corre a prostituta,
corre presa,
e em frente é a porta aberta do palácio que lhe acena.

Mas à entrada,
o resto duma sereia emerge do escuro,
e um lobo acorda do sono dum tapete,
com uma risonha flor nos dentes,

que a uma claridade subterrânea
o palácio está sem teto,
suas paredes transparecem,
todo ele é uma poça de água cintilando!

  Fora,
uma lira de chuva num deserto
acena à prostituta…


Edmundo Bettencourt, Poemas Surdos
Assírio & Alvim
,
1981.


sexta-feira, 30 de março de 2012

"Poema do Homem Só" - António Gedeão



Edward Hopper, Solitary Figure in a Theater, 1902-1904.
 


Poema do Homem Só


Sós, 
irremediavelmente sós,
como um astro perdido que arrefece.
Todos passam por nós 
e ninguém nos conhece.
Os que passam e os que ficam. 
Todos se desconhecem. 
Os astros nada explicam: 
Arrefecem 
Nesta envolvente solidão compacta,
quer se grite ou não se grite,
nenhum dar-se de outro se refrata,
nenhum ser nós se transmite. 
Quem sente o meu sentimento
sou eu só, e mais ninguém.
Quem sofre o meu sofrimento
sou eu só, e mais ninguém. 
Quem estremece este meu estremecimento 
sou eu só, e mais ninguém. 
Dão-se os lábios, dão-se os braços
dão-se os olhos, dão-se os dedos,
bocetas de mil segredos 
dão-se em pasmados compassos; 
dão-se as noites, e dão-se os dias,
dão-se aflitivas esmolas, 
abrem-se e dão-se as corolas 
breves das carnes macias;
dão-se os nervos, dá-se a vida,
dá-se o sangue gota a gota, 
como uma braçada rota
dá-se tudo e nada fica. 
Mas este íntimo secreto
que no silêncio concreto,
este oferecer-se de dentro
num esgotamento completo, 
este ser-se sem disfarce, 
virgem de mal e de bem,
este dar-se, este entregar-se, 
descobrir-se, e desflorar-se, 
é nosso e de mais ninguém. 
[Rómulo de Carvalho (pseudónimo António Gedeão)]


Obras de Edward Hopper
Edward Hopper, Pennsylvania coal town, 1947.
 


Edward Hopper, New York Movie, 1939.


Edward Hopper, Table for Ladies, 1930.
 

Edward Hopper, Chair Car, 1935.


Edward Hopper, Rooftops, 1926.
 


Edward Hopper, Chop Suey, 1929.


Edward Hopper, Four Lane Road, 1956. 
 


Edward Hopper, First row orchestra, 1951.


"O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica."



Edward Hopper, Summertime, 1943.


Os covardes nunca tentam, os fracassados nunca terminam, os vencedores nunca desistem." 



Edward Hopper, Summer Evening, 1947.


"O pensamento positivo pode vir naturalmente, mas também pode ser aprendido e cultivado, mude os seus pensamentos e mudará o seu mundo." 


quinta-feira, 29 de março de 2012

"Mar" - Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen


 
Edward Hopper (American realist painter, 1882-1967), Rooms by the Sea, 1951.
 

Mar 

 
Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.

E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.


Sophia de Mello Breyner Andresen
, in "Obra Poética I"



Edward Hopper, Sunlight on Brownstones, 1956. 



Edward Hopper, Office in a small city, 1953.
 


Edward Hopper, Stairway at 48 rue de Lille, Paris, 1906.


 
Edward Hopper, People in the Sun, 1960.



Edward Hopper, Cape Cod Evening, 1939.
 


Citações atribuídas a Milan Kundera
 
  • "Os cães são o nosso elo com o paraíso. Eles não conhecem a maldade, a inveja ou o descontentamento. Sentar-se com um cão ao pé de uma colina numa linda tarde, é voltar ao Éden onde ficar sem fazer nada não era tédio, era paz." 
  • "Viver num mundo onde nada é perdoado, onde tudo é irremediável, é a mesma coisa que viver no Inferno."
  • "Um homem possuído pela paz está sempre a sorrir."
  • "Rir é viver profundamente." - "O Livro do Riso e do Esquecimento"



Milan Kundera
 
Milan Kundera,
escritor de origem checa, nasceu a 1 de abril de 1929, em Brno, tendo-se naturalizado francês em 1981.

Fez os seus estudos em Praga e lecionou História do Cinema na Academia de Música e Arte Dramática e no Instituto de Estudos Cinematográficos daquela cidade. Chegou a filiar-se no Partido Comunista do qual, no entanto, acabaria por ser expulso em 1948 por não partilhar das ideias oficiais do partido.

Aquando da invasão soviética da Checoslováquia, em 1968, as suas obras foram proibidas e retiradas de circulação, tendo mesmo sido obrigado a exilar-se em França onde deu aulas de Literatura Comparada.

Os seus romances, novelas e peças de teatro apresentam-se como variações sobre o tema da solidão do indivíduo face às forças da História. Publicou, entre outros, La Plaisanterie (A Brincadeira, 1967); Risibles Amours (O Livro dos Amores Risíveis, 1969); La Vie est Ailleurs (A Vida Não é Daqui, 1973); La Valse aux Adieux (A Valsa do Adeus, 1976); Le Livre du Rire et de l'Oubli (O Livro do Riso e do Esquecimento, 1979); L'Art du Roman (A Arte do Romance, 1986); l'Insoutenable Légèreté de l'Être (A Insustentável Leveza do Ser, 1987), romance que foi adaptado ao cinema; L'Immortalité (A Imortalidade, 1990); Les Testaments Trahis (Os Testamentos Traídos, 1992); La Lenteur (A Lentidão, 1994); L'Ignorance (A Ignorância, 2000); e Le Rideu (A Cortina, 2005).

Pela totalidade da sua obra, foi galardoado em 1981 com o prémio norte-americano Common Wealth Award e em 1985 recebeu o Prémio Jerusalém. (daqui)
 

 

A Insustentável Leveza do Ser
 
 
Romance de Milan Kundera, publicado em 1984, é um dos maiores clássicos da literatura contemporânea.

A ação de A Insustentável Leveza do Ser desenrola-se em Praga, em 1968, centrando-se no cirurgião Tomas que procura a liberdade sexual como forma de alcançar a felicidade. Para além desta personagem, destacam-se Teresa, fotógrafa, mulher de Tomas; Sabina, pintora, amante do médico; Franz, professor universitário, amante de Sabina. A vida e planos amorosos destas personagens são afetados pela invasão soviética à capital checa, invasão conhecida como "primavera de Praga".

A obra apresenta uma estrutura não linear, recurso que facilita a compreensão da personalidade de cada personagem. Saliente-se ainda a linguagem complexa e, por vezes, abstrata, dados os conceitos filosóficos que são abordados no romance. Foi adaptada para cinema, sob a realização de Philip Kaufman, em 1988, com as interpretações de Daniel Day-Lewis, Juliette Binoche, Lena Olin e Stellan Skarsgard, entre outros. (daqui)


Timbaland, Nelly Furtado e SoShy- Morning After Dark


"Autorretrato" - Poema de Natália Correia



Edward Hopper (American realist painter, 1882-1967), Hotel room, 1931.
 

Autorretrato


Espáduas brancas palpitantes:
asas no exílio dum corpo.
Os braços calhas cintilantes
para o comboio da alma.
E os olhos emigrantes
no navio da pálpebra
encalhado em renúncia ou cobardia.
Por vezes fêmea. Por vezes monja.
Conforme a noite. Conforme o dia.
Molusco. Esponja
embebida num filtro de magia.
Aranha de ouro
presa na teia dos seus ardis.
E aos pés um coração de louça
quebrado em jogos infantis.


Natália Correia, in "Poemas", 1955.


Pinturas de Edward Hopper
Edward Hopper, Cape Cod Morning, 1950.
 


Edward Hopper, Compartment Car, 1938.
 
 
Edward Hopper, City Sunlight, 1954.
 
 
Edward Hopper, Girl at a Sewing Machine, 1921.
 
 
Edward Hopper, Hotel Window, 1955.
 


Edward Hopper, Automat, 1927.
 


Edward Hopper, Room in Brooklyn, 1932.


"A pintura nunca é prosa. É poesia que se escreve com versos de rima plástica".

(Pablo Picasso)

"Se eu morrer de manhã" - Poema de Rosa Lobato de Faria



Edward Hopper (American realist painter, 1882-1967), 'Eleven A.M', 1926.


Se eu morrer de manhã


Se eu morrer de manhã
abre a janela devagar
e olha com rigor o dia que não tenho.

Não me lamentes. Eu não me entristeço:
ter tido a morte é mais do que mereço
se nem conheço a noite de que venho.

Deixa entrar pela casa um pouco de ar
e um pedaço de céu
- o único que sei.

Talvez um pássaro me estenda a asa
que não saber voar
foi sempre a minha lei.

Não busques o meu hálito no espelho.
Não chames o meu nome que eu não venho
e do mistério nada te direi.

Diz que não estou se alguém bater à porta.
Deixa que eu faça o meu papel de morta
pois não estar é da morte quanto sei.


in "Poemas Escolhidos e Dispersos"
 

Vida e obra de Edward Hopper
Edward Hopper, 'Sunlight in a Cafeteria', 1958.


Edward Hopper (Nyack, 22 de julho de 1882 — 15 de maio de 1967) foi um pintor norte-americano conhecido por suas misteriosas pinturas de representações realistas da solidão na contemporaneidade. Em ambos os cenários urbanos e rurais, as suas representações de reposição fielmente recriadas reflete a sua visão pessoal da vida moderna americana. Realista imaginativo, esse artista retratou com subjetividade a solidão urbana e a estagnação do homem causando ao observador um impacto psicológico. 
A obra de Hopper sofreu forte influência dos estudos psicológicos de Freud e da teoria intuicionista de Bergson, que buscavam uma compreensão subjetiva do homem e de seus problemas. O tema das pinturas de Hopper são as paisagens urbanas, porém, desertas, melancólicas e iluminadas por uma luz estranha. "Os edifícios, geralmente enormes e vazios, assumem um aspeto inquietante e a cena parece ser dominada por um silêncio perturbador". (Proença, 1990, p. 165). Obras de estilo realista imaginativo. Arte individualista, embora com temas identificados aos da Ashcan School. Expressão de solidão, vazio, desolação e estagnação da vida humana, expresso pelas figuras anónimas que jamais se comunicam. Pinturas que evocam silêncio, reserva, com um tratamento suave, exercendo frequentemente forte impacto psicológico. Semelhança com a pintura metafísica.



Edward Hopper, 'Approaching a City', 1946.



Edward Hopper, 'The City', 1927.
 


Edward Hopper, 'Sun on Prospect Street' (Gloucester, Massachusetts), 1934.



Edward Hopper, 'Lighthouse at Two Lights', 1929.


Edward Hopper
 

Edward Hopper, 'The Barber Shop', 1931.


Edward Hopper, 'Western Motel', 1957.



Edward Hopper, 'Room in New York', 1932.



Edward Hopper, 'Sheridan Theatre', 1937.



Edward Hopper, 'Night Windows', 1928
 


Edward Hopper, 'Self-Portrait', c. 19251930.
 

"A pintura é uma gravação da emoção."

(Edward Hopper)