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quarta-feira, 3 de maio de 2023

"Morrer de Amor" - Poema de Maria Teresa Horta



Anselm Feuerbach
(German painter, 1829–1880), Francesca da Rimini
and Paolo Malatesta
, c. 1864, Schack Collection.
 


Morrer de Amor 


Morrer de amor
ao pé da tua boca

Desfalecer
à pele
do sorriso

Sufocar
de prazer
com o teu corpo

Trocar tudo por ti
se for preciso 


Maria Teresa Horta
, in “Destino”, 1998
 Quetzal Editores
 
 

Ernst Klimt (Austrian history painter and decorative painter, 1864–1892),
Francesca da Rimini and Paolo
, c. 1890, Belvedere.


"Sempre existe no mundo uma pessoa que espera a outra, seja no meio de um deserto, seja no meio das grandes cidades. E quando estas pessoas se cruzam, e seus olhos se encontram, todo o passado e todo o futuro perde qualquer importância, e só existe aquele momento, e aquela certeza incrível de que todas as coisas debaixo do sol foram escritas pela mesma Mão. A Mão que desperta o Amor, e que fez uma alma gémea para cada pessoa que trabalha, descansa e busca tesouros debaixo do sol. Porque sem isto não haveria qualquer sentido para os sonhos da raça humana." 

Paulo Coelho, Trecho do livro 'O Alquimista'


Jean-Auguste Dominique Ingres (French Neoclassical painter, 1780–1867), 
Gianciotto discovers Paolo and Francesca, 1819, Musée Bonnat-Helleu.
 
 
 Francisca de Rímini

Francesca da Rimini ou Francisca da Polenta (Ravena, 1255 – Gradara, 1285) foi uma nobre medieval italiana, filha de Guido da Polenta, governante de Ravena, fonte de inspiração de Dante Alighieri, que a retratou na Divina Comédia

Francesca da Rimini provavelmente nasceu na cidade de Ravena, sendo conhecida pela sua beleza. Seu pai, Guido da Polenta era o governante da cidade e estava em guerra com a família Malatesta, de Rimini. Quando as famílias negociaram um acordo de paz, por conveniência, Guido concedeu Francesca em casamento para Giovanni Malatesta (Gianciotto), o filho mais velho de Malatesta da Verucchio, lorde de Rimini. Giovanni era um homem culto, porém de péssima aparência e tinha o corpo deformado. Guido sabia que Francesca não concordaria com o casamento de modo que ele foi realizado por procuração através do irmão mais novo, Paolo Malatesta , que era jovem e bonito. Francesca e Paolo não demoraram a se apaixonar.
De acordo com Dante, Francesca e Paolo foram seduzidos pela leitura da história de Lancelote e Ginevra, e se tornaram amantes. Posteriormente foram surpreendidos e assassinados por Giovanni. Dante utilizou o romance de Lancelot, a fim de caber no âmbito do regime de amor poesia lírica, que emula Francesca no Canto V do Inferno.  O nome "Francesca" se tornou popular entre os aristocratas. (daqui)
 
 

Alexandre Cabanel (French painter, 1823–1889), The death of Francesca da Rimini 
and Paolo Malatesta, 1870, Musée d'Orsay.
 


Ary Scheffer (Dutch-French Romantic painter, 1795–1858), Francesca da Rimini and Paolo Malatesta

sexta-feira, 1 de abril de 2022

"Eternidade" - Poema de Pedro Homem de Mello


Robert Zünd (Swiss painter, 1826-1909), Three Crosses along a Country Lane
 


Eternidade 
 
 
A minha eternidade neste mundo
Sejam vinte anos só, depois da morte!
O vento, eles passados, que, enfim, corte
A flor que no jardim plantei tão fundo.

As minhas cartas leia-as quem quiser!
Torne-se público o meu pensamento!
E a terra a que chamei — minha mulher —
A outros dê seu lábio sumarento!

A outros abra as fontes do prazer
E teça o leito em pétalas e lume!
A outros dê seus frutos a comer
E em cada noite a outros dê perfume!

O globo tem dois polos: Ontem e hoje.
Dizemos só: — Meu pai! ou só:— Meu filho!
O resto é baile que não deixa trilho.
Rosto sem carne; fixidez que foge.

Venham beijar-me a campa os que me beijam
Agora, frágeis, frívolos e humanos!
Os que me virem, morto, ainda me vejam
Depois da morte, vivo, ainda vinte anos!

Nuvem subindo, anis que se evapora...
Assim um dia passe a minha vida!
Mas, antes, que uma lágrima sentida
Traga a certeza de que alguém me chora!

Adro! Cabanas! Meu cantar do Norte!
(Negasse eu tudo acreditava em Deus!)
Não peço mais: — Depois da minha morte
Haja vinte anos que ainda sejam meus! 
 in "Bodas Vermelhas", 1947



Pedro Homem de Melo
retratado de Júlio Resende (daqui)


Poeta português, de nome completo Pedro da Cunha Pimentel Homem de Mello, nascido a 6 de setembro de 1904, no Porto, e falecido a 5 de março de 1984, na mesma cidade, pertencente à geração dos poetas presencistas. 
Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi professor de Português e de Literatura Portuguesa no ensino técnico. É autor de uma obra poética extensa (cerca de 25 volumes de poesia) que surpreende pela coerência de características métricas, temáticas e retóricas mantidas quase inalteráveis de livro para livro. 
Integrando uma poesia de cunho tradicional, fundada na regularidade rítmica e versificatória, tematiza frequentemente a revolta, o desafio da lei ou da repressão moral, a mitificação do Povo, "numa abordagem complexa que conjuga certo aristocratismo folclórico com a construção de algumas das suas imagens-símbolo (cf. LOPES, Óscar - Entre Fialho e Nemésio II, Lisboa, INCM, 1987, pp. 808-817). 
Para Joaquim Manuel Magalhães, os poemas de Pedro Homem de Mello bifurcam-se em dois grandes grupos: "Um, em que certa realidade da paisagem humana e natural do norte minhoto ao centro litoral irrompe; outro, em que a densidade conflituosa das paixões se prende numa manifestação lírica quase confessional" (cf. MAGALHÃES, Joaquim Manuel - Os Dois Crepúsculos, Lisboa, A Regra do Jogo, 1981, pp.39-40). 
Ao mesmo tempo, a sua poesia, de raiz popular, deixa revelar uma faceta importante de escritor apaixonado pelo folclore português, área de interesse para a qual escreveu vários ensaios e desenvolveu programas de rádio e de televisão.
Foi distinguido com o Prémio Antero de Quental (1940) e o Prémio Nacional de Poesia (1973). A sua obra poética encontra-se compilada em Poesias Escolhidas (1983). Como estudioso do folclore nacional, escreveu A Poesia na Dança e nos Cantares do Povo Português (1941) e Danças de Portugal (s/d). (Daqui)
 
 
Robert Zünd, Clearance in an Oak Forest


"Cada momento da busca é um momento de encontro com Deus e com a Eternidade." 
 
 
 
Wikiquote

Fonte: https://citacoes.in/citacoes/105498-paulo-coelho-cada-momento-da-busca-e-um-momento-de-encontro-com/

terça-feira, 4 de setembro de 2012

"Esta Força Estranha" - Texto de Paulo Coelho


José de Guimarães, Domadora de Crocodilos


“Quando amamos e acreditamos do fundo de nossa alma em algo, nos sentimos mais fortes que o mundo, e somos tomados de uma serenidade que vem da certeza de que nada poderá vencer nossa fé. Esta força estranha faz com que sempre tomemos as decisões certas, na hora exata, e quando atingimos o nosso objetivo ficamos surpresos com nossa própria capacidade.”

 
Paulo Coelho in “Diário de Um Mago”



Vida e Obra de José de Guimarães

José de Guimarães, Artista Plástico Português



JOSÉ DE GUIMARÃES 

José Maria Fernandes Marques, também conhecido pelo pseudónimo José de Guimarães, (Guimarães, 25 de Novembro de 1939) é um artista plástico português. José Guimarães licenciou-se em Engenharia no ano de 1975. Estudou pintura com Teresa de Sousa, desenho com Gil Teixeira Lopes e gravura na Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses.
José de Guimarães é considerado um dos principais artistas plásticos portugueses de Arte Contemporânea. Com uma obra notável, particularmente na pintura, fez também incursões na escultura e noutras actividades criativas a nível estético, quer nacional, quer internacionalmente. Na sua obra, a cor desempenha um papel fundamental e a sua temática principal é o corpo humano. Um dos mais galardoados estetas portugueses, José de Guimarães encontra-se representado em museus e colecções públicas espalhados por todo o Mundo. 

José de Guimarães - Escultura 
As esculturas de José Guimarães, mesmo em suportes mais convencionais, asseguram o princípio básico da tridimensionalidade e trazem todo o universo e arrojo do artista. Tratam-se de obras escultóricas constituídas por pintura em suporte de cartão recortado e apoiadas numa base, podendo, por isso, ser consideradas obras híbridas entre a pintura e a escultura. Mais raras são as esculturas em suporte tradicional. A temática destes trabalhos, para além daquela que é habitual na sua actividade pictórica, passa a englobar répteis, malabaristas, ilusionistas, pescadores e pássaros. Tal como na pintura, também no trabalho escultórico se manifestaram as influências da História de Portugal, com figuras representativas de Camões ou D. Sebastião. José de Guimarães formou um «conjunto de entidades fantásticas» («José de Guimarães», Gillo Dorfles, Colectânea de Autores, Ed. Afrontamento, 1992, p.14) libertas, agora, de qualquer aspecto tradicionalmente ligado à escultura. Por vezes, as figuras são suspensas por fio de nylon, suportadas por bases de madeira, com esqueleto em arame ou em simples cartão recortado, com pós brilhantes ou vidro picado, de enorme êxito internacional. 

José de Guimarães - Pintura 
Foi através do estudo de outros pintores, que José de Guimarães aperfeiçoou a sua pintura, o seu estilo e criou o seu próprio código imagético. A sua inspiração na pintura de outros autores tão diversos como Klee e Kandinsky, Picasso e Miró surgem-nos como uma viagem iniciática pela cor, pelo movimento e, acima de tudo, pela revolta, pela espontaneidade e pela pujante criatividade que ressalta dos seus quadros. No seu vasto percurso de aprendizagem é de vital importância referir as suas viagens pelas principais capitais europeias que se revelaram formadoras. O contacto com diversas obras de mestres contemporâneos e com diversas escolas depressa é assimilado por Guimarães, confluindo para a sua construção criativa e incitando-a a beber nos grandes mestres todos os ensinamentos. Essencial será também referir a importância e o fascínio que sobre ele exercem a cultura e a arte africana. Assim, na sua génese o trabalho de José de Guimarães poderá ser considerado, fundamentalmente, como uma síntese da arte europeia com a etnografia africana. Citando Marcel Van Jole, o artista procura «transmitir- nos as sensações de um europeu ocupado em transpor o fosso que o separa do mundo sócio-estético do negro africano» («José de Guimarães» , Colectânea de Autores, Ed. Arte & Biblio Press, Antuérpia, 1979, pp.17-19). Deste universo africano reteve também José de Guimarães a simbologia aficana. Ainda segundo Van Jole, «deste sistema de sinais e símbolos apenas retém um número restrito de elementos, todavia, o bastante para nos introduzir, com uma linguagem pictural e semântica que é própria da tradução…». Sobre este "alfabeto" disse José de Guimarães:
 «Diga-se antes que sou um pintor europeu tomado por África. A gramática que hoje utilizo, embora na minha linguagem europeia, tem um acentuado rasto africano. Acima de tudo descobri com eles, que a arte é uma linguagem simbólica. Hoje os meus quadros integram determinados símbolos que não tinham». Continuando a privilegiar o corpo humano, como núcleo central da sua obra, e «apenas vendo nos modelos do mestre os pedaços ligados da sua própria pintura de braços, peitos, nádegas, sexos e algumas cabeças e mãos» (Op. cit. p.57), e parafraseando José Augusto-França, José de Guimarães junta-lhe a simbologia inspirada na cultura africana. Citando Anny Milavanoff, «para lá das distinções formalistas e das atribuições de escola - influência da Pop Art, da Nova Figuração, do Neo Expressionismo -, a obra habitada, evolutiva, que procurou descobrir-se entre a África e a Europa, encontrou as suas linhas de força, os seus registos, o seu "alfabeto" de maneira autónoma. Nela o corpo é o próprio teatro, espaço de uma luta intrínseca, olho contra olho, braço contra braço, perfil contra perfil. O que ele revela de tensão, energia, erotismo, faz pois de cada figura um mensageiro.» («José de Guimarães«, Galeria Quadrado Azul, Catálogo de Exposição, 1994, p.7).
Desde muito cedo, o pintor sentiu-se impressionado por Rubens, e após variadas visitas a museus onde o pintor se encontra representado, especialmente em Antuérpia, surge o que o crítico Marcel Van Jole exprime: «tão forte é a impressão colhida das obras rubensianas das grandes salas solenes que, anos a fio, absorvê-la-á no seu subconsciente para flamejar em 1977 num fogo de artifício depois de uma fervorosa e respeitosa peregrinação...»(Op. cit. p.17).
Algumas das exposições de José de Guimarães são subordinadas a uma temática exclusiva como, por exemplo, a de «Rubens e José de Guimarães» em 1978, o «Circo», o «Desporto», entre muitas outras. Se o mundo etnográfico africano muito contribuiu para a obra de Guimarães, a literatura portuguesa, nomeadamente, «Os Lusíadas», foi também uma fértil fonte de inspiração. Neste ambiente enquadram-se, entre outras, o guache «Camões e D. Sebastião» de 1980, o «Naufrágio de Camões», 1980, «Camões», 1981 ou as esculturas em papel pintado «D. Sebastião», 1985, «Camões», 1985, «Rei D. Pedro, 1985 e «Inês de Castro», 1980. 
 

 Obra de José de Guimarães
 
 
José de Guimarães, Pesca Submarina, 1980


José de Guimarães, Sem Título


José de Guimarães, da série Hong Kong, guache s/papel


Obra de José de Guimarães, Da série África Brasil


José de Guimarães, Camões e D. Sebastião


Obra de José de Guimarães, Sem Título


Obra de José de Guimarães, Sem Título


Obra de José de Guimarães, Sem Título


Obra de José de Guimarães, Sem Título


Obra de José de Guimarães, Retrato de Camões, 1981


Obra de José de Guimarães, «Ricardo Reis», 1985 
 

"O meu corpo é um jardim, a minha vontade o seu jardineiro." 

(William Shakespeare)
 



domingo, 27 de maio de 2012

"Retrato" - Poema de Cecília Meireles


Art Frahm (American painter and commercial artist, 1907 - 1981),
Moonlight Beauty – Peg O’ My Heart. 



Retrato 


Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo. 

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra. 

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face? 


Cecília Meireles, 
in Viagem


Pensamentos e Citações



"Ser simples é complicado." 

(Amália Rodrigues)

Amália da Piedade Rodrigues (Lisboa, 1 de Julho de 1920 — Lisboa, 6 de Outubro de 1999) foi uma fadista, cantora e atriz portuguesa, geralmente aclamada como a voz de Portugal e uma das mais brilhantes cantoras do século XX. Está sepultada no Panteão Nacional, entre os portugueses ilustres.
Tornou-se conhecida mundialmente como a Rainha do Fado e, por consequência, devido ao simbolismo que este género musical tem na cultura portuguesa, foi considerada por muitos como uma das suas melhores embaixadoras no mundo.


Mário Quintana


"A felicidade é um sentimento simples; você pode encontrá-la e deixá-la ir embora, 
por não perceber a sua simplicidade." 

(Mário Quintana)

Mário de Miranda Quintana (Alegrete, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, 5 de maio de 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro.


Paulo Coelho


"As coisas mais simples da vida são as mais extraordinárias,
 e só os sábios conseguem vê-las." 

(Paulo Coelho)

Paulo Coelho (Rio de Janeiro, 24 de agosto de 1947) é um escritor, letrista e filósofo esotérico brasileiro.


Oscar Wilde


"Adoro as coisas simples. Elas são o último refúgio de um espírito complexo." 

(Oscar Wilde)

Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde (Dublin, 16 de outubro de 1854 — Paris, 30 de novembro de 1900) foi um escritor irlandês que brilhou na sociedade londrina da sua época, pela esfuziante inteligência, pelo dandismo e pelo individualismo, que o levaram a fulgurações de um humor impecável. A sua vida e a sua obra deram-lhe um a popularidade enorme, ora alçada à «grandiosidade do seu génio», ora rebaixada à cominação pública pela sua relação homossexual, ao tempo, crime grave. O «estético» romance O Retrato de Dorian Gray, as alegres, e inovadoras na linguagem, peças teatrais, os pungentes dramas humanos que são A Balada e o De Profundis, e ainda as suas reflexões político-sociais, próximas de um cero socialismo, quase sempre paradoxal, marcam-lhe um lugar na literatura inglesa, no reinado vitoriano, nada afim das suas posições iconoclastas. Hoje em dia, Oscar Wilde é, sobretudo, lembrado pelas suas frases e paradoxos, alguns tornados bordões da nossa linguagem quotidiana, não apenas pela rebeldia, como pela inegável inteligência, ora profunda, ora subtil, ora superficial, mas sempre acutilante e modificadora das mentalidades.


Katherine Hepburn


"Nunca deixo de ter em mente que o simples facto de existir já é divertido." 

(Katherine Hepburn)

Katharine Houghton Hepburn (Hartford, 12 de Maio de 1907 — Old Saybrook, 29 de Junho de 2003) foi uma importante actriz dos Estados Unidos da América. Hepburn actuou no cinema, na televisão e no teatro, e hoje é reconhecida como sendo um símbolo feminista e permanece uma das mais famosas estrelas de cinema de sempre.


Albert Einstein 


"Tudo deveria se tornar o mais simples possível, mas não simplificado." 

(Albert Einstein)

Albert Einstein, Ulm, 14 de março de 1879 — Princeton, 18 de abril de 1955) foi um físico teórico alemão radicado nos Estados Unidos. É conhecido por desenvolver a teoria da relatividade. Recebeu o Nobel de Física de 1921, pela correta explicação do efeito fotoeléctrico; no entanto, o prémio só foi anunciado em 1922. O seu trabalho teórico possibilitou o desenvolvimento da energia atómica, apesar de não prever tal possibilidade. Devido à formulação da teoria da relatividade, Einstein tornou-se mundialmente famoso. Nos seus últimos anos, sua fama excedeu a de qualquer outro cientista na cultura popular: "Einstein" tornou-se um sinónimo de génio. Foi por exemplo eleito pela revista Time como a "Pessoa do Século", e a sua face é uma das mais conhecidas em todo o mundo. Em 2005 celebrou-se o Ano Internacional da Física, em comemoração aos cem anos do chamado annus mirabilis (ano miraculoso) de Einstein, em que este publicou quatro dos mais fundamentais artigos cientifícos da física do século XX. Em sua honra, foi atribuído o seu nome a uma unidade usada na fotoquímica, o einstein, bem como a um elemento químico, o einstênio.
Cem físicos renomados o elegeram, em 2009, o mais memorável físico de todos os tempos.


Madre Teresa de Calcutá 


"O que eu faço é simples: ponho pão nas mesas e compartilho-o." 

(Madre Teresa de Calcutá)

Agnes Gonxha Bojaxhiu (Skopje, 26 de Agosto de 1910 — Calcutá, 5 de Setembro de 1997), conhecida mundialmente como Madre Teresa de Calcutá , foi uma missionária católica albanesa, nascida na República da Macedónia e naturalizada indiana, beatificada pela Igreja Católica em 2003. Considerada, por alguns, a missionária do século XX, fundou a congregação "Missionárias da Caridade", tornando-se conhecida ainda em vida pelo cognome de "Santa das sarjetas".



Confúcio 


"O homem que é firme, paciente, simples, natural e tranquilo está perto da virtude." 

(Confúcio)

Confúcio (551 a. C. - 479 a. C.) é o nome latino do pensador chinês Kung-Fu-Tzu ou Mestre Kong. Até os dias de hoje, Confúcio continua sendo a figura histórica mais conhecida na China como mestre, filósofo e teórico político. Sua doutrina, o Confucionismo, teve forte influência não apenas sobre a China mas também sobre toda a Ásia oriental. Hoje, é difícil que se encontre alguém que, pelo menos, não tenha ouvido falar no seu nome. Conhece-se muito pouco da sua vida. Parece que os seus antepassados foram aristocratas, mas o Filósofo e moralista viveu pobre, e desde a infância teve que trabalhar muito para poder viver e auxiliar no sustento da família, pois seu pai faleceu quando tinha apenas três anos de idade. Aos quinze anos, resolveu dedicar suas energias em busca da Illuminação. Confúcio viajou por diversos reinos e esteve em íntimo contato com o povo. Pregou a necessidade de uma mudança total do sistema de governo por outro que se destinasse a assegurar o bem-estar dos súditos, pondo em prática processos tão simples como a diminuição de contribuições e o abrandamento das penalidades. Sua ideia de organização da sociedade buscava recuperar os valores antigos perdidos pelos seus contemporâneos, pois a época em que viveu estava mergulhada em violência e barbárie e a China vivia uma aguda crise social, cultural e política. Embora tentasse ocupar um alto cargo administrativo que lhe permitisse pôr em prática suas ideias, nunca o conseguiu, pois tais ideias eram consideradas muito perigosas pelos que estavam no poder. Porém, o que não pode fazer pessoalmente acabaram por fazer alguns dos seus discípulos, que, graças à boa preparação por ele ministrada, se guindaram, dia após dia, aos cargos mais elevados. Já idoso, Confúcio retirou-se para a sua terra natal, onde morreu com 72 anos. 
Sua escola foi sistematizada nos seguintes princípios: Ren (altruísmo); Li (cortesia); Zhi (conhecimento ou sabedoria moral); Xin (integridade); Zhing (fidelidade); e Yi (justiça, retidão e honradez). O livro principal (e talvez o único por ele escrito) foi Os Analectos – estruturado sobre a afirmação de uma moral humanista – que serviu de inspiração filosófica e cultural para os chineses e para toda a Ásia Oriental. Esta obra, uma compilação dos ditos e dos escritos de Confúcio, hoje, é lida e festejada nos quatro cantos do mundo. Nenhum livro, na história da Humanidade, exerceu por tanto tempo uma influência tão marcante sobre uma quantidade tão grande de pessoas, de religiosos e de dirigentes políticos. 

Cronologia em Seis Momentos:

551 a. C. - Confúcio nasce em Zou de Lu. 
517 a . C. - Confúcio deixa Lu e vai para Qi. O duque Jing de Qi faz com que ele volte a Lu. 
510 a. C. - Apogeu de Confúcio. 
497 a. C. - Confúcio vai para Wei. 
484 a. C. - Confúcio abandona suas aspirações políticas e retorna ao Estado de Lu. 
479 a. C. - Confúcio morre no dia 11 da quarta lua.


Rudyard Kipling


"Tenho comigo, seis servos leais (que me ensinaram tudo que aprendi); 
Os seis nomes são:
O QUE, POR QUE e QUANDO, COMO, ONDE e QUEM." 

(Rudyard Kipling)

Romancista e poeta inglês, Rudyard Kipling nasceu em 1865, em Bombaím, na Índia colonial, filho de um professor de Artes e Ofícios e da cunhada do pintor Edward Burne-Jones, Kipling foi educado por uma aia indiana, que lhe ensinou, pela magia das histórias de encantar, a língua Hindu mesmo antes do Inglês em que viria escrever.
Vencedor do prémio Nobel em 1907, foi publicando algumas obras, embora a uma cadência mais demorada. Entre 1922 e 1925 desempenhou as funções de reitor da Universidade de St. Andrews. Faleceu a 18 de janeiro de 1936, em Londres, tendo aos seus restos mortais sido concedida a honra de sepultura no Poet's Corner, na Abadia de Westminster. A sua autobiografia, Something Of Myself, foi publicada postumamente, em 1937. 


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

"O corvo e a raposa" - Poema de Manuel Maria Barbosa du Bocage


Flattering the Crow by Heather Rinehart
(O Corvo e a Raposa)



O corvo e a raposa 


É fama que estava o corvo 
Sobre uma árvore pousado 
E que no sôfrego bico 
Tinha um queijo atravessado. 

Pelo faro, àquele sítio 
Veio a raposa matreira, 
A qual, pouco mais ou menos, 
Lhe falou desta maneira: 

- Bons dias, meu lindo corvo; 
És glória desta espessura; 
És outra fénix, se acaso 
Tens a voz como a figura. 

A tais palavras, o corvo, 
Com louca, estranha afouteza, 
Por mostrar que é bom solista 
Abre o bico e solta a presa. 

Lança-lhe a mestra o gadanho 
E diz: - Meu amigo, aprende 
Como vive o lisonjeiro 
À custa de quem o atende. 

Esta lição vale um queijo; 
Tem destas para teu uso. 
Rosna então consigo o corvo 
Envergonhado e confuso: 

- Velhaca, deixou-me em branco; 
Fui tolo em fiar-me dela; 
Mas este logro me livra 
De cair noutra esparrela. 


 


Kathy Fincher (A painter of Children)


"Uma criança... Sempre pode ensinar três coisas a um adulto: A ficar contente sem motivo! A estar sempre ocupada com alguma coisa e a saber exigir com toda força, aquilo que deseja!"



domingo, 1 de janeiro de 2012

"Contagem decrescente" - Poema de Jorge Gomes Miranda


John French Sloan, Election Night, 1907



Contagem decrescente


Acompanhas a passagem de mais um ano
com humor negro
e juras de mudança de vida.
A teu lado os amigos
comprometem-se – pelo menos esta noite –
a não deixar que diante de ti se abra
um abismo de sujeições.
Mas pouco a pouco
distrai-os a contagem decrescente,
um fogo-de-artifício
no céu televisionado.
Habituaste-te
a acertar as horas
pelo rumor de uma estrela,
acendendo cigarro atrás de cigarro,
embora às vezes ainda esperes
Qualquer recompensa
do tempo inamovível.


Jorge Gomes Miranda,
Postos de Escuta,
 Lisboa, Editorial Presença, 2003
 
 
[Em 1965, no Porto, nasceu Jorge Gomes Miranda. É habitualmente escritor de recensões e ensaios críticos sobre literatura. Publicou três livros de poesia: O que nos protege, Pedra Formosa, 1995; Portadas Abertas, Presença 1999 e Curtas-Metragens, Relógio D'Água, 2002.
No âmbito do Porto 2001, Capital Europeia da Cultura, escreveu uma novela O Transplante, incluída em Registos de uma transformação, Porto, 2001/2002, e organizou duas antologias literárias: Tráfico, antologia crítica da nova literatura portuguesa, e Double Face, antologia de autores portugueses que escreveram sobre a Holanda e de autores holandeses que escreveram sobre Portugal, do século XVI ao século XX.]


Alicia Keys - Empire State Of Mind



"O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo. As pessoas mais ocupadas têm tempo para tudo. As que nada fazem estão sempre cansadas." - Paulo Coelho