
Gillis van Tilborgh (Flemish painter, c.1625–c.1678), 'Village Inn', c. 1657–1659,
Hermitage Museum
Amor sem fruto, amor sem esperança
Amor sem fruto, amor sem esperança
É mais nobre, mais puro,
Que o que, domando a ríspida esquivança,
Jaz dos agrados nas prisões seguro.
Meu leal coração, constante e forte,
Vendo a teu lado acesos,
Flérida ingrata, os ódios, os desprezos,
O rigor, a tristeza, a raiva, a morte,
Forjando contra mim, por ordem tua,
Mil setas venenosas,
Em prémio destas lágrimas saudosas,
Inda assim continua
A abrasar-se em teus olhos... Vis amantes,
Corações inconstantes,
De sórdidas paixões envenenados,
Vós, a cujos ardores,
A cujos desbocados
Infames apetites
A Virtude, a Razão não põe limites,
Suspirai por ilícitos favores,
Cevai-vos em torpíssimos desejos,
Tratai, tratai de louco um amor casto,
Que eu nos grilhões que arrasto;
Tão limpos como o Sol, darei mil beijos.
Peçonhenta aliança,
Vergonhoso prazer, de vós não curo;
De ti, sim, porque és puro,
Amor sem fruto, amor sem esperança.
Manuel Maria Barbosa du Bocage,
in 'Excerto de Flérida - Idílio Pastoral'
Obras de Gillis van Tilborgh

Gillis van Tilborgh (Flemish painter, c.1625–c.1678), 'A picture gallery', c.1660–1670

Gillis van Tilborgh, 'Family Portrait', c.1665, Mauritshuis.
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Gillis van Tilborgh, 'A Noble Family at Meal' ('Family Portrait'), c. 1665–1670,
Museum of Fine Arts, Budapest

Gillis van Tilborgh, 'The Interior of a School Room', 1660
"Mestre, depois de pai, é o nome mais nobre e mais doce que um homem pode dar a outro."
Edmondo De Amicis, em "Cuore" ("Coração"), 1886
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