sábado, 6 de junho de 2026

"Simpatia" - Poema de Afonso Schmidt



Donald Zolan (American painter, 1937
2009), 'Forest friends'


Simpatia

 
Numa tarde longa e mansa,
os dois pela estrada vão:
o cão estima a criança,
e a criança estima o cão.

Que delicada aliança
dos seres da criação:
uma risonha criança,
um robustíssimo cão.

Deus percebeu a lembrança
e sorriu lá na amplidão:
ele gosta da criança,
que trata bem o seu cão.

Por isso, na tarde mansa,
os dois felizes lá vão:
a delicada criança
e o robustíssimo cão.


Afonso Schmidt
(1890–1964),
em 'Poesia brasileira para a înfância
por Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito,
São Paulo, Ed. Saraiva, 1968.
 
 

Donald Zolan, 'Backyard Buddies'


"Felizes os cães, que pelo faro dão com os amigos!"


Machado de Assis
 (1839–1908),
Trecho do conto ´Primas de Sapucaia´.
 
 
 
Donald Zolan, "Best Friends"
 

"A casa de Dona Rata" - Poema de Sérgio Capparelli




Paolo Proietti (Italian artist, b. 1986), From the book 'la vera magia di Natale',
written by Isabella Plagia and illustrated by Paolo Proietti.


A casa de Dona Rata


Na casa de Dona Rata, 
tem uma enorme goteira. 
Quando chove, ninguém dorme, 
acordado, a noite inteira. 

A goteira é tão grande 
que molha a sala e a cozinha, 
quarto, banheiro, despensa 
e mais de vinte ratinhas.

Dona Rata contratou 
um ratão para o conserto: 
— De que adianta eu subir, 
se o telhado não tem jeito?

Não tem jeito, seu Ratão 
explique então esse caso. 
— Sua casa, dona Rata, 
não tem telha nem telhado. 


Sérgio Capparelli, em 'Boi da Cara Preta',
Ilustração de Caulos
 
 

'Boi da Cara Preta' de Sérgio Capparelli.
Ilustração de Caulos; L&PM Editores.
 
  
SINOPSE 

Com trava-línguas, jogos de palavras, parlendas e versos que lembram cantigas de ninar, Sérgio Capparelli celebra as alegrias e as aflições da primeira infância. Este livro clássico da poesia infantil explora sons, ritmos e rimas com muita fantasia e imaginação, e há décadas revela aos pequenos leitores brasileiros os encantos da língua portuguesa.
 

sexta-feira, 5 de junho de 2026

"O gato doente" - Poema de Stanisław Jachowicz


 
Marcel Marlier (Artista e ilustrador belga, 1930–2011), "Anita está doente"

["Anita está doente", conhecido no original belga como "Martine est malade", é o 26.° volume da famosa coleção de livros infantis criada pelo escritor Gilbert Delahaye e pelo ilustrador belga Marcel Marlier. Publicado originalmente em 1976, o livro conta a história de como a protagonista apanhou uma bronquite após brincar na neve sem se agasalhar devidamente.]   
                     

 O gato doente


O gato caiu doente e estava na cama,
Veio o doutor e fala: “Como é que se sente?”
O gato só a pata estende – “Muito doente...”
Tomou o pulso do seu paciente,
E canta-lhe coisas estranhas: – “Comeu o gato demais,
e não foram ratazanas, mas fiambre e banhas,
Muito mal...febre! Este é o efeito!
Ó, por muito tempo guardará o leito,
E nada vai comer, a papa e basta:
Guarda, ó Deus, linguiça, toucinho, nada dessa casta!”
– “E um ratinho, não pode? – pergunta o gato –
Ou algumas coxinhas de um pássaro?”
– “Guarda, ó Deus! Sanguessuga e fazemos regime!
O sucesso na cura depende desse descrime”.

E estava na cama, o pobre gato,
Sem comer nada, de longe cheirava um rato.
Foi todo ganância! Comeu em exagero;
Por isso teve um castigo severo.
Isso vos pode tocar, petizes meus,
De ganância, guarda, ó Deus!


Stanisław Jachowicz

(Educador polaco, poeta e autor de livros infantis, 1796–1857)
Tradução de Małgorzata Naumczuk
 
♥♥♥ 


Ilustrações de Marcel Marlier
 
Ilustração de Marcel Marlier e escrita de Gilbert Delahaye,
 "Anita e os gatinhos" ("Martine et le chaton vagabond"), 1994, nº 44.
 
Martine, anteriormente, em Portugal, Anita, de 1966 a 2015, é a personagem dos livros infantis criada por Gilbert Delahaye (escritor) e Marcel Marlier (ilustrador) em 1954. 
Em Portugal, começaram a circular em 1966, pela mão da Editorial Verbo. 
Em 2015, e já publicadas pela editora Zero a Oito, a Anita passou a usar o seu nome original: Martine.
Depois da sua criação, a série conheceu uma tiragem total de cerca de 85 milhões de exemplares num grande número de países.
 (daqui)


 
 Ilustração de Marcel Marlier e escrita de Gilbert Delahaye,  
"Anita escreve aos amigos"

Marcel Marlier, ilustrador e pintor belga, mundialmente famoso por criar e ilustrar a icónica série de livros infantis "Martine" (conhecida em Portugal como "Anita"), em parceria com o escritor Gilbert Delahaye, nasceu a 18 de Novembro de 1930, em Herseaux, na Bélgica, perto da fronteira francesa e morreu a 18 janeiro de 2011 em Tournai.
Aos dezasseis anos, Marcel Marlier inscreve-se no Curso de Artes Decorativas na Escola de Saint-Luc de Tournai. Em Julho de 1951, termina os seus estudos com distinção. Voltará a Saint-Luc como professor a partir de 1953.
Ainda estudante é premiado pelo seu talento ao vencer um concurso de desenho organizado pelas edições La Procure de Namur, iniciando aí uma colaboração, que durará mais de 25 anos. Para esta editora, ilustra, entre outras coleções, os dois manuais escolares que mais marcaram uma geração de estudantes franceses: “Je lis avec Michel et Nicole” e “Je calcule avec Michel et Nicole”.
Desde cedo foi influenciado pelas artes – o seu pai era carpinteiro, e o avô um popular contador de histórias do bairro.
O primeiro livro que ficou encarregue de ilustrar foi o manual escolar Le livre unique de français da coleção Stella. 
Em 1951 integra a equipa da Casterman e ilustra algumas das obras dos grandes clássicos da literatura mundial: Alexandre Dumas, Pearl Buck, Condessa de Ségur ou Madame le Prince de Beaumont. 
Ilustra também a coleção infantil Farandole.
Em 1954 inicia a sua colaboração com Gilbert Delahaye criando o universo da Anita. Nada fazia antever que, passado mais de meio século, iria continuar a ilustrar essa coleção. A ideia partiu do diretor da Casterman que, ao ver o talento de Gilbert Delahaye para a literatura infantojuvenil, pediu-lhe que escrevesse a história de uma jovem menina.
Logo após Gilbert ter afirmado que aceitava iniciar o projeto, a Casterman contactou Marcel Marlier, que vivia na mesma cidade onde a editora é sediada (Tournai), para ser o ilustrador da história. Marcel aceitou e, assim que recebeu o texto do primeiro livro, elaborou as ilustrações dando, então, um rosto à menina no primeiro da série que foi publicado em 1954 – "Anita na Quinta", no original "Martine à la Ferme"
 (daqui)
 
 
   
 Ilustração de Marcel Marlier e escrita de Gilbert Delahaye, 
 "Anita muda de casa"
 
Gilbert Delahaye, escritor e poeta francês, nasceu a 19 de março de 1923, em Franqueville-Saint-Pierre e morreu a 6 de dezembro de 1997. 
Tornou-se conhecido por ser o criador de Anita, personagem de livros infantis que é um sucesso mundial. 
Gilbert Delahaye estudou em Tournai e, em 1944, foi trabalhar como tipógrafo para a editora Casterman, conhecida essencialmente pelas suas publicações de banda desenhada. 
A Casterman encarregou Delahaye de criar uma personagem jovem feminina que pudesse protagonizar uma série de livros ilustrados.
Assim surgiu, em 1953, Anita (Martine no original), com história de Delahaye e ilustrações de Marcel Marlier.
Os dois primeiros álbuns saíram em 1954 e tinham por título Martine à la Ferme (Anita na Quinta) e Martine en Voyage (Anita em Viagem). 
A partir daí e até à morte de Delahaye, esta dupla de autores lançou um álbum por ano da série Anita. 
Delahaye também se dedicou à poesia e em 1985 ganhou o prémio literário francês Prévert. 

A partir de 1997, quem passou a escrever as histórias de Anita foi Jean-Louis Marlier, filho do ilustrador Marcel Marlier que sentiu ser importante dar continuidade às aventuras
. (daqui)
  
 
 Ilustração de Marcel Marlier e escrita de Gilbert Delahaye, 
 "Anita muda de casa"
 

"Não há mais intrépido explorador do que um gatinho."


Champfleury
(Pseudónimo de Jules François Felix Fleury-Husson, crítico e romancista francês, 1821
1889) 
 
 

Ilustração de Marcel Marlier
 

quinta-feira, 4 de junho de 2026

"Deves ser pontual" - Poema de José Jorge Letria


Charles West Cope (English painter, 1811–1890), 'Girl with Slate', n.d.


Deves ser pontual 


Não penses que o relógio
gosta de se atrasar
só porque tu de manhã
te enroscas a dormitar.

Os outros não faças esperar
pois é falta de respeito
e pela tua vida fora
há de tornar-se um defeito.

Com um esforço pequenino
horários hás de cumprir
e se fores tu a esperar
mais forte te hás de sentir.

Verás que não custa nada
tornares-te pontual;
se tens encontro marcado,
ser cumpridor é normal.

E bem podes acreditar,
com o passar da idade,
que se tornou uma virtude
essa pontualidade. 

 
José Jorge Letria, em "Porta-te bem!"
Porto, Ambar, 2003.


quarta-feira, 3 de junho de 2026

"A História da Menina do Capuchinho Vermelho" - Poema de Roald Dahl


 
Jessie Willcox Smith
(American illustrator, 1863–1935), 'Little Red Riding Hood
in 'A Child's Book of Stories' by Penrhyn Wingfield Coussens, 1911.


A Menina do Capuchinho Vermelho

 
«Como estou farto de fazer de bobo!»
Disse, cheio de fome, o senhor lobo.
«Há quatro dias que não trinco osso,
A avozinha vai ser o meu almoço.»
Quando a avozinha lhe abriu a porta
Com o susto tremeu e, meia morta,
Fitou aqueles dentes a brilhar.
 «Ai, que o malvado me quer devorar!»
A pobre senhora tinha razão
Porque ele a comeu com sofreguidão.
A avozinha era pequena e dura,
O almoço não foi uma fartura.
 «Ai, estou com uma fome aterradora,
Pronto para comer outra senhora.»

Foi procurar petiscos na cozinha
Mas nada para roer o bicho tinha.
«Vou-me sentar no colchão de folhelho
À espera do Capuchinho Vermelho.»
Disse o lobo enquanto se vestia
Com as roupas que por ali havia.
Saia de seda, botas de verniz,
Chapéu de veludo foi o que quis.
Escovou o pelo, as garras pintou,
Bem disfarçado assim se sentou.
Um pouco depois, em passo apressado,
A moça chegou, toda de encarnado.

«Ó minha avozinha, quero saber,
As tuas orelhas estão a crescer?»
«Sim, minha neta, para melhor te ouvir.»
«Que grandes olhos tens, querida avó»,
Disse a menina cheia de dó.
«São para melhor te ver», disse o lobo
E pôs-se a pensar: «Não sou nenhum bobo,
Esta bela menina vou papar,
Que bom petisco para o meu jantar.
Vai saber-me que nem um pão de ló,
Não é velha nem dura como a avó.»
«Mas avozinha», disse a menina,
Tens um casaco de pele tão fina.»
«Não», disse o lobo, «Deves perguntar
por que são meus dentes de espantar.
Bem, digas tu o que disseres
Como-te sem prato nem talheres.»
A menina sorriu. Da camisola
Sacou de imediato uma pistola
E com uma certeira pontaria
Pum, pum, pum, aquele lobo morria.

Passaram os dias, passou um mês,
Vi a menina no bosque outra vez,
Mas sem o capuz, sem capa encarnada,
Toda diferente, toda mudada.
Sorrindo me explicou: «Daquele bobo
Fiz este casaco de pele de lobo».


Roald Dahl (1916–1990),
in 'Histórias em verso para meninos perversos' 
Trad. de Luísa Ducla Soares
 
 

'Histórias em verso para meninos perversos'
de Roald Dahl; Ilustração de Quentin Blake;
Tradução de Luísa Ducla Soares.
Editor: Editorial Teorema, 2009.
 

SINOPSE

Seis histórias que toda a gente conhece, recriadas pelo irreverente e corrosivo humor de Roald Dahl e magnificamente ilustradas por Quentin Blake, numa ótima tradução de Luísa Ducla Soares. Contém as seguintes histórias contadas de forma "alternativa":

- Gata Borralheira
- João e o pé de feijão
- Branca de Neve
- Cabelinhos de Ouro
- Capuchinho Vermelho
- 3 Porquinhos

«Pensam vocês que sabem esta história?
Mas a que têm na vossa memória
É só uma versão falsificada,
Rosada, tonta e açucarada
Feita para as crianças inocentes
Não terem medo, Ficarem contentes.»

(daqui)


 
Roald Dahl em 1954

Escritor britânico, Roald Dahl nasceu a 13 de setembro de 1916, em Llandaff, no País de Gales. Oriundo de uma família de comerciantes noruegueses, o pai faleceu quando tinha apenas quatro anos. Para que tivesse uma boa educação, a mãe vendeu as suas joias a fim de o enviar para um colégio particular em Derbyshire, que o marcou pela brutalidade instituída.
Concluídos os seus estudos aos dezoito anos de idade, preferiu juntar-se a uma expedição pesqueira à Terra Nova em vez de prosseguir para a universidade. Regressando a Inglaterra, começou a trabalhar em 1933 nos escritórios de Londres de uma conceituada companhia petrolífera europeia, sendo destacado para a Tanzânia em 1937.
Com a deflagração da Segunda Guerra Mundial, alistou-se na Real Força Aérea, voando em missões sobre a Grécia, sobre a Síria (onde ficou ferido) e a Líbia (onde fraturou o crânio após a sua aeronave ter sido abatida). Em convalescença do seu traumatismo, terá tido sonhos estranhos cuja recordação procurou anotar. Assim, instigado por C. S. Forester, publicou o seu primeiro conto A Piece Of Cake, no Saturday Evening Post.
Em 1942 foi destacado para Washington como adido de aeronáutica para o Serviço de Segurança Britânico, sendo promovido a comandante de esquadrão no ano seguinte. Nesse mesmo ano de 1943 publicou o seu primeiro livro infantil, The Gremlins, destinado a servir de argumento a um filme para os estúdios de Walt Disney.
Em 1954 publicou Someone Like You (1953), uma compilação de contos que constituiu um sucesso de vendas considerável, repetido com o aparecimento de Kiss, Kiss (1959). Grande número de contos de ambas as obras foi adaptado para televisão, nomeadamente para a famosa série Alfred Hitchcock Presents.
Regressou à literatura infantil em 1961 com James And The Giant Peach, a que se seguiu Charlie And The Chocolat Factory (1964). Não obstante, revelou-se um escritor de cunho sólido mas bem-humorado com o aparecimento de My Uncle Oswald (1979), o seu primeiro romance, em que conta a história de um jovem aventureiro que descobre em terras de África um misterioso pó que lhe concede o dom infalível de seduzir o sexo oposto.
Galardoado com vários prémios literários de renome, Roald Dahl faleceu a 23 de novembro de 1990, em Oxford. (daqui)
 

terça-feira, 2 de junho de 2026

"A criança que pensa em fadas" - Poema de Alberto Caeiro



Lewis Jesse Bridgman (American engraver, illustrator and writer,
1857–1931), 'The Little People of the Garden', 1922.


A criança que pensa em fadas


A criança que pensa em fadas e acredita nas fadas
Age como um deus doente, mas como um deus.
Porque embora afirme que existe o que não existe
Sabe como é que as coisas existem, que é existindo,
Sabe que existir existe e não se explica,
Sabe que não há razão nenhuma para nada existir,
Sabe que ser é estar em um ponto
Só não sabe que o pensamento não é um ponto qualquer.

1-10-1917


Alberto Caeiro, "Poemas Inconjuntos",
Poemas Completos de Alberto Caeiro / Fernando Pessoa.
(Recolha, transcrição e notas de Teresa Sobral Cunha.)
Lisboa: Presença, 1994.
 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

"Esse pequeno mundo" - Poema de Pedro Bandeira



Tove Jansson (Finland-Swedish author, novelist, painter, illustrator and comic strip author,
 1914–2001), "Summer, spring, autumn" (Seasons), 1984 (detail). (daqui)
 
[In 1984, Tove Jansson painted her last monumental work for the kindergarten Taikurinhattu (“Hobgoblin’s Hat”) in Pori, Finland. In the three-part wall painting, the Moomins wander through spring, summer and autumn in Moominvalley.]

 
Esse pequeno mundo


Sei que o mundo é mais que a casa,
Mais que a rua, mais que a escola,
Mais que a mãe e mais que o pai.

Vai além do horizonte,
Que eu desenhei no caderno,
Como linha reta e preta,
Que separa azul de verde.

Sei que é muito, sei que é grande,
Sei que é cheio, sei que é vasto.

Me disseram que é uma bola,
Que flutua pelo espaço,
Atirada pelo espaço,
Atirada pelo chute
De um gigante poderoso;
Vai direto para um gol,
Que ninguém sabe onde é.

Mas para mim o que mais conta
É este mundo que eu conheço
E que cabe direitinho
Bem debaixo do meu pé.


Pedro Bandeira,
em "Cavalgando o arco-íris",
São Paulo, Moderna, 1984.

 
Tove Jansson, "Summer, spring, autumn" (Seasons), 1984 (detail). (daqui)

[The central image of the three-part painting, in which Too-ticky is washing the bathing hut, tells, according to Jansson, of “a moment in spring when the darkness and coldness subside”.]
 
 
Meu desenho


Com meus lápis de cor,
desenhei um passarinho.
Ele ficou tão perfeito
que até voou pro ninho.


Pedro Bandeira,
em "Por enquanto eu sou pequeno"
Editora Moderna
 
 
Tove Jansson, "Summer, spring, autumn" (Seasons), 1984 (detail). (daqui)
 

Por enquanto eu sou pequeno


Por enquanto sou pequeno,
mas vou aprender a ler:
já sei ler palavra inteira,
leio pra cima, e pra baixo,
e plantando bananeira!

Por enquanto sou pequeno,
uma coisa vou dizer,
com certeza e alegria:
sei que nunca vou esquecer
da beleza da poesia!


Pedro Bandeira,
em "Por enquanto eu sou pequeno"
Editora Moderna
 
 ♥♥♥ 
 
 
Ilustração - Getty Images (illMad
 

Dia da Criança 

Portugal celebra o Dia das Criança em 1 de junho. No Brasil é celebrado em 12 de outubro. Outros países celebram este dia em 20 de novembro, data escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) por ser o aniversário da aprovação da Declaração dos Direitos das Crianças (1959) e a Convenção dos Direitos das Crianças (1989).
As datas da comemoração podem variar, mas o objetivo é o mesmo: promover os direitos e o bem-estar de todas as crianças, onde quer que estejam.
 (daqui)