
Vincent van Gogh (Dutch Post-Impressionist painter, 1853–1890),
'Flowering Garden' (Arles, Bouches-du-Rhône), 1888.
Poemas das flores
Se com flores se fizeram revoluções
que linda revolução daria este canteiro!
Quando o clarim do Sol toca a matinas
ei-las que emergem do noturno sono
e as brandas, tenras hastes se perfilam.
Estão fardadas de verde clorofila,
botões vermelhos, faixas amarelas,
penachos brancos que se balanceiam
em mesuras que a aragem determina
É do regulamento ser viçoso
quando a seiva crepita nas nervuras
e frenética ascende aos altos vértices.
São flores e, como flores, abrem corolas
na memória dos homens.
Recorda o homem que no berço adormecia,
epiderme de flor num sorriso de flor,
e que entre flores correu quando era infante,
ébrio de cheiros,
abrindo os olhos grandes como flores.
Depois, a flor que ela prendeu entre os cabelos,
rede de borboletas, armadilha de unguentos,
o amor à flor dos lábios,
o amor dos lábios desdobrado em flor,
a flor na emboscada, comprometida e ingénua,
colaborante e alheia,
a flor no seu canteiro à espera que a exaltem,
que em respeito a violem
e em sagrado a venerem.
Flores estupefacientes, droga dos olhos, vício dos sentidos.
Ai flores, ai flores das verdes hastes!
A César o que é de César. Às flores o que é das flores.
António Gedeão (1906–1997), Poemas póstumos, 1983
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Vincent van Gogh, 'Flowering Garden with Path' (Garden at Arles), 1888.
Kunstmuseum Den Haag
Primavera
A Primavera vigora
com seus poderes de cores,
abrindo as sessões da aurora
numa assembleia de flores.
Augusto Astério de Campos

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