
Artur Franco (Artista plástico português, n. 1950), Leiria, 2012.
A pálida luz da manhã de Inverno
A pálida luz da manhã de Inverno,
O cais e a razão
Não dão mais esperança, nem uma esperança sequer,
Ao meu coração.
O que tem que ser
Será, quer eu queira que seja ou que não.
No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem um vazio sequer,
Para o meu esperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar.
28-12-1928
Fernando Pessoa, Poesias Inéditas (1919-1930).
(Nota prévia de Vitorino Nemésio e notas de Jorge Nemésio.)
Lisboa: Ática, 1956 (imp. 1990). - 106.
Artur Franco, 'Amanhecer', Rio Lis, s.d
Rio Lis
Nascido nas Fontes, freguesia das Cortes, e com foz na Praia da Vieira, o rio Lis assume papel principal na identidade leiriense, sendo um dos poucos, a nível nacional, que vê a sua corrente seguir o sentido sul-norte e, nos quilómetros finais, o sentido este-oeste.
Elemento preponderante no concelho, este curso de água, com cerca de 40 quilómetros de extensão, inspirou poetas e prosadores e até tema de uma lenda, de um amor entre o Lis e o seu afluente Lena.
A beleza natural da sua nascente permite ver a água brotar de uma forma surpreendente em alguns meses do ano.
O rio atravessa o centro da cidade de Leiria, sendo acompanhado por zonas verdes e pelo percurso Polis, espaços de grande atração para momentos de lazer e para a prática de desportos.
Já depois da malha urbana, o Lis segue por planícies aluvionares, chamadas de Campos do Lis, uma extensa zona agrícola irrigada por este curso de água.
Chegando a Monte Real, é possível apreciar uma paisagem fantástica, ao mesmo tempo que se pratica pesca desportiva.
No percurso final, o rio Lis passa junto ao Pinhal de Leiria, desaguando na Praia da Vieira, concelho da Marinha Grande. (daqui)







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