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segunda-feira, 1 de junho de 2020

"Orfeu Rebelde" - Poema de Miguel Torga



Nicolas Poussin (Leading painter of the classical French Baroque style, 1594–1665),
 

Orfeu Rebelde


Orfeu rebelde, canto como sou:
Canto como um possesso
Que na casca do tempo, a canivete,
Gravasse a fúria de cada momento;
Canto, a ver se o meu canto compromete
A eternidade do meu sofrimento.

Outros, felizes, sejam os rouxinóis...
Eu ergo a voz assim, num desafio:
Que o céu e a terra, pedras conjugadas
Do moinho cruel que me tritura,
Saibam que há gritos como há nortadas,
Violências famintas de ternura.

Bicho instintivo que adivinha a morte
No corpo dum poeta que a recusa,
Canto como quem usa
Os versos em legítima defesa.
Canto, sem perguntar à Musa
Se o canto é de terror ou de beleza.


Miguel Torga
(1907–1995)


  
Frederic Leighton (British Victorian painter, draughtsman, and sculptor, 1830–1896),
Orpheus and Eurydice, 1864, Leighton House Museum.


Orfeu e Eurídice


Grande herói da Trácia, Orfeu era conhecido não pelas suas qualidades de guerreiro, mas pelas suas qualidades musicais. Filho de Apolo e da musa Calíope, recebeu do pai uma lira como presente e aprendeu a tocar com tanta dedicação e beleza, que ninguém conseguia ficar indiferente ao encanto da sua música. Tanto os seres humanos como os animais, e diz-se que até as árvores e os rochedos, se rendiam ao seu fascínio.

Orfeu amava apaixonadamente a ninfa Eurídice. No dia do casamento de ambos, esteve presente Himeneu para abençoar a união, mas o fumo da sua tocha fez lacrimejar os noivos, o que não trouxe augúrios favoráveis. Pouco tempo depois, Eurídice passeava com as ninfas, quando foi surpreendida pelo pastor Aristeu, que, ao vê-la, se apaixonou perdidamente e tentou conquistá-la. Na sua fuga, Eurídice pisou uma cobra e morreu da mordedura que esta lhe fez no pé.

Orfeu, inconsolável, tocou e cantou aos homens e aos deuses, mas nada conseguiu. Decidiu, então, descer ao reino dos mortos para conseguir recuperar Eurídice. Perante o trono de Hades e Perséfone, Orfeu cantou o seu desgosto e o seu amor dizendo que, se não lhe devolvessem Eurídice, ele próprio ficaria ali com ela, no reino dos mortos. Todos os fantasmas que o ouviam choravam e Hades e Perséfone ficaram tão comovidos que lhe devolveram Eurídice. Mas com uma condição: Orfeu poderia levar Eurídice, mas não poderia olhá-la antes de terem alcançado o mundo superior.

Caminhando na frente, Orfeu, que estava quase a chegar aos portões de Hades, com receio de ter sido enganado por Hades, virou-se para trás para confirmar se Eurídice o seguia. Esta, com os olhos cheios de lágrimas, foi levada para o mundo dos mortos, por uma força irreversível. Orfeu tentou alcançá-la, mas sem êxito.

Profundamente triste, Orfeu ficou na margem do rio, durante sete dias, sem comer nem dormir, suplicando a volta de Eurídice. Depois, vagueou triste e solitário pelo mundo, sem nunca mais querer saber de mulher alguma e repelindo todas aquelas que o tentavam seduzir, até que um dia, as mulheres da Trácia, enfurecidas pelo seu desprezo, o mataram. O seu corpo foi atirado ao rio Ebro e levado até à ilha de Lesbos, onde, durante muito tempo, a cabeça de Orfeu, presa numa rocha, proferia oráculos. A sua lira foi colocada num templo de Lesbos.

Outra lenda diz que as musas enterraram Orfeu, em Limetra, num túmulo onde o rouxinol canta mais suavemente do que em qualquer outra parte da Grécia e a lira do jovem apaixonado foi colocada por Zeus entre as estrelas. Orfeu encontrou por fim Eurídice e, abraçando-a, nunca mais deixou de contemplá-la. (daqui)

terça-feira, 25 de outubro de 2016

"Sepultura Romântica" - Poema de Antero de Quental



Frederic Leighton (British Victorian painter, draughtsman, and sculptor, 1830–1896),
"The Reconciliation of the Montagues and Capulets over the Dead Bodies of Romeo and Juliet"
(A reconciliação dos Montecchios e Capuletos diante da morte de Romeu e Julieta)
, 1855. 


Sepultura Romântica


Ali, onde o mar quebra, n'um cachão 
Rugidor e monótono, e os ventos 
Erguem pelo areal os seus lamentos, 
Ali se há de enterrar meu coração. 

Queimem-no os sóis da adusta solidão 
Na fornalha do estio, em dias lentos; 
Depois, no inverno, os sopros violentos 
Lhe revolvam em torno o árido chão... 

Até que se desfaça e, já tornado 
Em impalpavel pó, seja levado 
Nos turbilhões que o vento levantar... 

Com suas lutas, seu cansado anseio, 
Seu louco amor, dissolva-se no seio 
D'esse infecundo, d'esse amargo mar! 


Antero de Quental, in "Sonetos"


sábado, 6 de outubro de 2012

"Certezas, precisam-se" - Poema de António Gedeão



Frederic Leighton (British Victorian painter, draughtsman, and sculptor,
1830–1896), 'The Return of Perspephone', 1891
 

Certezas, precisam-se

 
Preciso urgentemente de adquirir meia dúzia de valores absolutos,
inexpugnáveis e impenetráveis,
firmes e surdos como rochedos.

Preciso urgentemente de adquirir certezas,
certezas inabaláveis, imensas certezas, montes de certezas,
certezas a propósito de tudo e de nada,
afirmadas com autoridade, em voz alta para que todos oiçam,
com desassombro, com ênfase, com dignidade,
acompanhadas de perfurantes censuras no olhar carregado, oblíquo.

Preciso urgentemente de ter razão,
de ter imensas razões, montes de razões,
de eu próprio me instituir em razão.
Ser razão!
Dar um soco furibundo e convicto no tampo da mesa
e espadanar razões nas ventas da assistência.

Preciso urgentemente de ter convicções profundas,
argumentos decisivos,
ideias feitas à altura das circunstâncias.

Preciso de correr convictamente ao encontro de qualquer coisa,
de gritar, de berrar, de ter apoplexias sagradas
em defesa dessa coisa.

Preciso de considerar imbecis todos os que tiverem opiniões diferentes.
da minha,
de os mandar, sem rebuço, para o diabo que os carregue,
de os prejudicar, sem remorsos, de todas as maneiras possíveis,
de lhes tapar a boca,
de lhes cortar as frases no meio,
de lhes virar as costas ostensivamente.

Preciso de ter amigos da mesma cor, caras unhacas,
que me deem palmadinhas nas costas,
que me chamem pá e me façam brindes
em almoços de camaradagem.

Preciso de me acocorar à volta da mesa do café,
e resolver os problemas sociais
entre ruidosos alívios de expetoração.

Preciso de encher o peito e cantar loas,
e enrouquecer a dar vivas,
de atirar o chapéu ao ar,
de saber de cor as frequências dos emissores.
O que tudo são símbolos e sinais de certezas.
Certezas!
Imensas certezas! Montes de certezas!
Pirinéus, Urais, Himalaias de certezas!


 António Gedeão 
(Pseudónimo de Rómulo de Carvalho)


Rómulo Vasco da Gama de Carvalho


Rómulo Vasco da Gama de Carvalho (Lisboa, 24 de Novembro de 1906 - Lisboa, 19 de Fevereiro de 1997) foi um químico, professor de Físico-Química do ensino secundário no Liceu Pedro Nunes e Liceu Camões, pedagogo, investigador de História da ciência em Portugal, divulgador da ciência, e poeta sob o pseudónimo de António Gedeão. 
Foi um académico efetivo da Academia das Ciências de Lisboa e Diretor do Museu Maynense da Academia das Ciências de Lisboa. O dia do seu nascimento foi, em 1997, adotado em Portugal como Dia Nacional da Cultura Científica.
Pedra Filosofal e Lágrima de Preta são dois dos seus mais célebres poemas.
Exigente, comunicador por excelência, para Rómulo de Carvalho ensinar era uma paixão. Tal como afirmava sem hesitar:
 
"Ser Professor tem de ser uma paixão - pode ser uma paixão fria mas tem de ser uma paixão.
 Uma dedicação." 


Frederic Leighton, 'The Music Lesson'


"Os poetas são como os pássaros: a menor coisa os faz cantar."

François René de Chateaubriand


François René de Chateaubriand, pintura de  


François René de Chateaubriand, (Saint Malo, 4 de setembro de 1768 - Paris, 4 de Julho de 1848), também conhecido como visconde de Chateaubriand, foi um escritor, ensaísta, diplomata e político francês que se imortalizou pela sua magnífica obra literária de carácter pré-romântico. 
 
Pela força da sua imaginação e o brilho do seu estilo, que uniu a eloquência ao colorido das descrições, Chateaubriand exerceu uma profunda influência na literatura romântica de raiz europeia, incluindo a lusófona.
 
François René de Chateaubriand, oriundo de uma família aristocrática, o último de dez filhos de Chateaubriand, passou a sua infância no castelo ancestral de sua família o Combourg. Sentia desde muito cedo a vocação eclesiástica mas, apesar disso, decidiu tentar a sua sorte fazendo carreira na Marinha Francesa, seguindo o exemplo de alguns dos seus antepassados. Por volta de 1786 já era sub-tenente e, pouco tempo depois, teve a honra de ser apresentado ao então rei de França, Luís XVI, pelo que passou a frequentar a corte em Paris.
 
Esteve na América e, regressando ao tempo em que se deu a Revolução Francesa, emigrou em 1792 para a Inglaterra, onde passou a viver. De volta à França em 1800, apesar de lisonjeado por Bonaparte, acabou rompendo com ele após o assassínio do Duque d'Enghien. No mesmo ano sofreu um enorme desgosto ao ter notícias da morte da mãe e da irmã, e tornou a abraçar a fé católica.
 
Durante a Restauração, foi embaixador em Londres, depois ministro dos Negócios Estrangeiros de 1822 a 1824, mas manifestou sua oposição às nomeações feitas por Carlos X.
 
Sua reputação literária foi-lhe assegurada por O Génio do Cristianismo, 1802, ao qual se seguiram os episódios romanescos de Atala e de René. 
 
Distanciando-se assim de Napoleão, zarpou de viagem em 1806, desta feita rumo ao Oriente, visitando lugares tão longínquos como a Grécia, a Turquia, o Egito e o Magrebe, em busca dos lugares onde a fé cristã começara. Em resultado desta sua experiência publicou Os Mártires, 1809, que tornar-se-iam a ilustração das teses defendidas em o Génio do Cristianismo. Mas sua obra-prima foi o diário apaixonado de sua vida, as Memórias de Além-Túmulo. (Fonte: Wikipédia)

* * *

"As ciências explicam tudo para a inteligência e nada para o coração." 

François René de Chateaubriand


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

"A Arte" - Texto de Eça de Queirós


 

A Arte

 
«Mas Gorjão ultimamente desprezava todas essas ideias: achava-as imorais. A arte, segundo ele, devia educar pela representação das ações justas - e não pela exposição de luxos corruptores (...).
Vítor encontrou-o desenhando à luz de um candeeiro de petróleo, coberto com um abat-jour verde, que fazia cair uma luz crua sobre uma larga folha de papel, riscado de grossos traços confusos de craião (...).
A arte não era senão isto - uma força da natureza: e como tal devia ser aproveitada em proveito da civilização (...).
A arte deve ser essencialmente revolucionária. Um quadro deve ser um livro: deve ser um panfleto: deve ser um artigo de jornal. E tudo isto meu amigo, num processo de pintura novo: nada do acabado, do estudado, do amaneirado, do trabalhado da pintura de luxo, da decoração. Não, não. A pintura não é nada - a ideia é tudo. Traços largos, sombras indicadas, tons sóbrios, que deem a impressão exata da realidade. Pif, paf - e dava grandes pinceladas no ar - a expressão! A expressão é tudo! Com três borrões de tinta pinto-te um agiota». 

 Eça de Queirós, in Tragédia da Rua das Flores, c. 1878 (ed. 1980).


Vida e Obra de Frederick Leighton
Frederic Leighton, Self-Portrait, 1880


Frederic Leighton, (03 de dezembro de 1830 - 25 de Janeiro de 1896), conhecido como Sir Frederic Leighton, foi um famoso pintor e escultor Inglês que retratou obras bíblicas, temas históricos e grandes clássicos, entre outros.
Frederic Leighton nasceu em Scarborough e foi educado na University College School, de Londres. Aos 24 anos foi estudar para a Accademia di Belle Arti na Florença. Entre 1855 e 1859, em Paris, conheceu Ingres, Delacroix, Corot e Millet. Em 1860 mudou-se para Londres, associando-se aos pré-rafaelitas. Em 1864 tornou-se um associado da Royal Academy e em 1878 tornou-se seu presidente. Em 1896, Frederic Leighton foi o primeiro pintor a receber um título de nobreza  tornando-o Barão de Stretton em Shropshire, mas no dia seguinte morreu de angina de peito.
Frederic Leighton, além de ser a principal figura na arte Inglesa, na segunda metade do século XIX, foi um dos maiores ingleses do seu tempo. Ele era um homem de princípios, inteligente, com grande capacidade para o trabalho, amigo solidário com a comunidade judaica na Inglaterra, um excelente pianista e cantor. Ele era um homem elegante, um linguista, que falou pelo menos cinco línguas fluentemente. Sua generosidade de espírito foi amplamente reconhecida. Suas pinturas representaram a Grã-Bretanha na grande Exposição de Paris de 1900.
Sua casa em Holland Park, em Londres, foi transformada num museu, a Leighton House Museum.


 Frederick Leighton, Mrs James Guthrie, 1864–1865
 
 
Frederic Leighton, Golden Hours, 1864


Frederic Leighton, Flaming June, 1895, Museo de Arte de Ponce

"Flaming June", uma das obras mais famosas de Leighton, foi exibida 
na Royal Academy em 1895, apenas um ano antes de sua morte.



Frederick Leighton, Idyll, 1880


Frederic Leighton, Odalisque, 1862



Frederick Leighton, Lady Adelaide Chetwynd-Talbot,
 Countess Brownlow (1844–1917), c. 1879


Frederick Leighton, Perseus and Andromeda, 1891
 
 

Frederick Leighton, Jonathans token to David, c. 1868
 
 
Frederick Leighton, Daedalus and Icarus, c. 1869


 Frederick Leighton, The Fisherman and the Siren, 1856–1858 


Frederick Leighton, Psamathe, 1880

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

"As minhas asas" - Poema de Almeida Garrett



Charles Edward Perugini (British painter, 1839–1918), 'Young lovers on a beach'.


As minhas asas 


Eu tinha umas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Que, em me eu cansando da terra,
Batia-as, voava ao céu. 
- Eram brancas, brancas, brancas,
Como as do anjo que mas deu:
Eu inocente como elas,
Por isso voava ao céu.

Veio a cobiça da terra,
Vinha para me tentar;
Por seus montes de tesouros
Minhas asas não quis dar.
- Veio a ambição, co' as grandezas,
Vinham para mas cortar,
Davam-me poder e glória;
Por nenhum preço as quis dar.

Porque as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Em me eu cansando da terra,
Batia-as, voava ao céu. 

Mas uma noite sem lua
Que eu contemplava as estrelas,
E já suspenso da terra,
Ia voar para elas,
- Deixei descair os olhos
Do céu alto e das estrelas...
Vi entre a névoa da terra,
Outra luz mais bela que elas.

E as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Para a terra me pesavam,
Já não erguiam ao céu. 

Cegou-me essa luz funesta
De enfeitiçados amores...
Fatal amor, negra hora
Foi aquela hora de dores! 
- Tudo perdi nessa hora
Que provei nos seus amores
O doce fel do deleite,
O acre prazer das dores.

E as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Pena a pena me caíram...
Nunca mais voei ao céu. 


Almeida Garrett,
in "Folhas Caídas e outros poemas",
Clássica Editora, 3.ª edição, 1970.
 

Vida e Obra de Charles Edward Perugini
 

Charles Edward Perugini (Nápoles, 1 de setembro de 1839 - Londres, 22 Dezembro 1918), originalmente Carlo Perugini, foi um pintor neoclássico da era vitoriana. 
Passou a infância em Inglaterra (dos 6 anos aos 17 anos de idade) e adquiriu a nacionalidade Inglesa. Retornou a Itália aos 17 anos para estudar arte com Giuseppe Bonolis e Mancinelli Giuseppe. Em 1854 parte para Paris e estuda com o pintor Ary Scheffer. 
Foi apadrinhado pelo grande artista neoclássico inglês Lord Frederic Leighton, de quem se tornou amigo e, que o levou de volta para Inglaterra em 1863, onde, inicialmente, trabalhou como seu assistente de estúdio. 
Sob a influência de Leighton, Perugini começou a sua arte como pintor de cenas clássicas e, em seguida, virou-se para a pintura de retratos e quadros de crianças e mulheres bonitas. 
Em 1863 – ano em que exibiu o seu primeiro trabalho na Royal Academy – montou seu próprio atelier. Perugini viveu o apogeu de sua arte na Inglaterra.
Em 1874 casou com a pintora Kate Dickens, (1839-1929), a filha mais nova do romancista Charles Dickens, que era viúva do pintor histórico Charles Allston Collins. 
Perugini e sua esposa Kate tiveram um filho que morreu em 24 de Julho de 1876, com a idade de sete meses. O casal manteve o casamento até ao fim, com uma vida social ativa nos círculos artísticos de sua época.


 Charles Edward Perugini, Kate Dickens Perugini


Charles Edward Perugini, Oh for the touch of a vanished hand, 1900


Charles Edward Perugini, - But, oh, for the touch of a vanished hand,
and the sound of a voice that is still! (detail), 1900


Charles Edward Perugini, The Goldfish Bowl


Charles Edward Perugini, The Goldfish Bowl (detail)


Charles Edward Perugini, Sílvia


Charles Edward Perugini, Girl Reading


Charles Edward Perugini, Girl Reading or a Fair Student, 1878 (detail)


Charles Edward Perugini, Fair Reflection


Charles Edward Perugini, Sílvia


Charles Edward Perugini, Girl Reading


Charles Edward Perugini, Sophie Gray


Charles Edward Perugini, A Backward Glance


Charles Edward Perugini, Miss Helen Lindsay


Charles Edward Perugini, A Capri Girl


Charles Edward Perugini, At Play


Charles Edward Perugini, Labour of Love


Charles Edward Perugini, Peonies


Charles Edward Perugini, Faithful


Charles Edward Perugini, He Loves Me, He Loves Me Not


Charles Edward Perugini, Reading
 

Charles Edward Perugini, Dolce far niente


Charles Edward Perugini, Ramparts



Charles Edward Perugini,  The Green Lizard
, 1902


Charles Edward Perugini, Playing at Work


Charles Edward Perugini, Girl Reading




Pinturas de Kate Dickens Perugini

Kate Perugini, batizada Catherine Elizabeth Macready Dickens (29 de outubro de 1839 - 9 de Maio de 1929), filha do escritor Charles Dickens, foi uma pintora inglesa da era vitoriana. 
"Kate Perugini" é a forma mais usada de seu nome, o sobrenome de seu segundo marido Charles Edward Perugini.


 Kate Perugini, Dora


Kate Perugini, Lilla's A Lady


Kate Perugini, A young girl with her doll


Kate Perugini, A half-length portrait of Guy Colin, son of Sir Guy Campbell


Kate Perugini, Feeding the Rabbit


Kate Perugini, Flossie


"A verdadeira coragem é ir atrás de seus sonhos mesmo quando todos dizem que é impossível."

Cora Coralina
[Poetisa e contista brasileira, 1889–1985]