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segunda-feira, 13 de outubro de 2025

"O ABC da Vida" - Texto de Berenice Gehlen Adams


Rafał Olbiński (Polish illustrator, painter, and educator, living in the 
United States, b. 1943), Revenge of the Interpretation, 2013.
 

O ABC da Vida


Devemos amar e respeitar…

Á RVORE que dá sombra, que dá frutos.
A  B ALEIA que vive a nadar pelo mar.
A  C ACHOEIRA que vive a vida a correr.
D INOSSAURO que viveu há milhões de anos atrás…
E COLOGIA que é a ciência que estuda a vida.
A  F IGUEIRA que é uma árvore frondosa e faceira.
A  G IRAFA que é pescoçuda como uma garrafa.
H IPOPÓTAMO que é pesado e gosta de água.
Í NDIO que vive em aldeias na mata.
J ACARÉ que rasteja devagar e sabe nadar.
A  L ARANJA que guarda um suco saboroso.
M AR que é imenso e tem água salgada.
A  N ATUREZA que nos encanta com sua beleza.
O ZÓNIO que protege a Terra.
P LANETA que vive a vida a girar.
Q UATI que tem a cauda comprida com anéis de pelos pretos.
R IO que corre para o mar como quem vai se atrasar.
A  S ELVA que é um lugar habitado por animais selvagens.
A  T ERRA que é o planeta em que vivemos.
U NIVERSO que é onde existem planetas, estrelas, asteróides.
V ENTO que é o ar em movimento.
X AXIM que é planta que tem o tronco formado por raízes.
E Z ELAR pelo nosso amado Planeta Terra.

(Professora, escritora, artista plástica, ilustradora, editora de revista, 
educadora e ativista ambiental brasileira, n. 1961), 
"De quase tudo um pouco - Poemas infantis".
 


Rafał Olbiński, Superficial Analogy, 2020.
 

"O ideal, como a árvore, deve ter suas raízes na terra."

Arturo Graf, in "Ecce Homo: aforismi e parabole", 1908.
Citado in "Los hombres y las cosas: antología de pensamientos" - Página 142,
Hernán del Solar - Zig-Zag, 1959.
 

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

"Pesquisar" - Poema de Berenice Gehlen Adams


Rafał Olbiński (Polish illustrator, painter, and educator, living in the 
United States, b. 1943), New York Earth Day II, 2007. 


Pesquisar


Pesquisar é entrar 
Na vida dos livros, 
Em vidas vividas 
Por reis e rainhas, 
Em vidas vividas 
Por bichos e plantas...

Pesquisar é entrar 
Na vida real, 
Na vida vivida 
Por todos nós.

E quanto mais pesquisamos, 
Mais curiosos ficamos, 
Porque a pesquisa 
Nos encanta e nos fascina, 
Porque é da vida real 
Que se criam os sonhos...

Pesquisar é entrar 
Na vida dos bichos, 
Na vida das plantas, 
Na vida de rios e mares, 
Procurando em cada canto 
Um pequeno encanto.

E quanto mais pesquisamos 
Mais percebemos que a vida 
É cheia de cantos 
E encantos secretos. 

Na verdade é pesquisando 
Que aprendemos 
O quão imenso é 
o nosso universo.


Berenice Gehlen Adams, 
"De quase tudo um pouco - Poemas infantis".
(Professora, escritora, artista plástica, ilustradora, editora de revista,
educadora e ativista ambiental brasileira, n. 1961)
 

segunda-feira, 28 de julho de 2025

"Em cada coisa, um encanto" - Poema de Berenice Gehlen Adams

 

 
Rafał Olbiński (Polish illustrator, painter, and educator, living in the United States, b. 1943),
Convincing Impossibility, 2012.
 


Em cada coisa, um encanto... 


O mundo é cheio de coisas.
É coisa que não acaba mais, ou será que acaba?

Tem de tudo um pouco...
Tem coisas que estão dentro:
Peixe dentro da água,
Tartaruga dentro do casco,
Semente dentro da fruta...

Tem coisas que estão fora:
Coelho fora da toca,
Menino fora da casa,
Chuva fora da nuvem...

Tem coisas que estão em cima:
Vaso em cima da mesa,
Telhado em cima da casa,
Boneca em cima da cama...

Tem coisas que estão embaixo:
Chinelo embaixo da cama,
Tapete embaixo da mesa,
Minhoca embaixo da terra...

Tem coisas que são grandes:
O edifício, o parque, a cidade,
O elefante, o hipopótamo, a montanha...

Tem coisas que são pequenas:
O fósforo, a borracha, o prego.
A formiga, a agulha, o grão de areia...

Tem coisas que são novas,
Tem coisas que são velhas...
Tem coisas que são secas,
Tem coisas que são molhadas...

O mundo é cheio de coisas,
De coisas diferentes,
E dentro de cada coisa
Existe um segredo,
Existe um encanto,
Que a gente vai descobrindo
Brincando, cantando e estudando...


"De quase tudo um pouco - Poemas infantis".
(Professora, escritora, artista plástica, ilustradora, editora de revista,
educadora e ativista ambiental brasileira, n. 1961)
 

 
Rafał Olbiński, Compelling Sense of Dislocation, 2003.


"A inteligência da criança observa amando e não com indiferença - isso é o que faz ver o invisível."

Maria Montessori, Pensamentos sobre Pedagogia


 
Maria Montessori in a portrait by Alexander Akopov


Maria Montessori

 
Pedagoga e médica italiana, Maria Montessori nasceu em 1870, em Chiaravalle, perto de Ancona.
Filha única de um militar italiano, Maria Montessori recebeu um educação muito severa durante a infância e quando tinha cinco anos foi viver para Roma, onde iniciou os seus estudos. Dada a sua vocação para matemáticas, Maria Montessori entrou com dezasseis anos para a escola técnica com a intenção de seguir engenharia. Contudo, mudou rapidamente de ideias e decidiu que queria ser médica, uma opção inédita que a família não aceitou. Para além de ter de enfrentar a oposição dos seus pais, Montessori teve ainda que lutar contra os preconceitos da época que não admitiam que uma mulher pudesse seguir esta carreira. No entanto, apesar das diversas contrariedades, Maria acabou por entrar para a escola médica e em 1896, com 26 anos, cometeu a proeza de ter sido a primeira mulher italiana a licenciar-se em Medicina.

Terminado o curso, começou por trabalhar na área da Psiquiatria e muito concretamente junto de crianças com problemas de atraso de desenvolvimento, recusando-se a aceitar que estas crianças não pudessem aprender. Posteriormente iniciou a sua carreira de docente, tendo passado por várias instituições e ocupado diversos cargos. Entre outros, foi regente da cadeira de higiene no Colégio das Mulheres de Roma e professora de Antropologia na Universidade de Roma, cargo que ocupou durante 4 anos, desde 1904 até 1908.
 
Maria Montessori não concordava com o ensino da época, muito baseado na memorização e na disciplina, aspetos que cortavam a criatividade das crianças. Montessori defendia que os métodos que se utilizavam não eram adequados para a aprendizagem e que as escolas eram monótonas e pouco apelativas. Deste modo, partindo das ideias de autores como Itard e Froebel, mas sobretudo de Edouard Seguin, um médico francês que tinha criado e desenvolvido um sistema de educação para crianças deficientes, Montessori desenvolveu um método pedagógico junto de crianças mentalmente diminuídas e generalizou a todas as crianças saudáveis.

Este método baseava-se em princípios como a auto-atividade, a espontaneidade e criatividade, e ajudava o desenvolvimento mental da criança, fomentando as condições necessárias para que as crianças pudessem ter total liberdade de expressão. Montessori sustentava que a criança, ao contrário do adulto, encontra-se continuamente em crescimento e mutação e que por esse motivo era fundamental que o educador conhecesse os períodos sensíveis do desenvolvimento da criança para que a pudesse ajudar. Por outro lado, defendia ainda que as crianças deveriam trabalhar individualmente de acordo com o seu próprio ritmo e utilizando os métodos de acordo com as suas necessidades. 
 
Os métodos empregues por Maria Montessori tiveram um enorme sucesso e rapidamente começaram a aparecer por toda a Itália escolas que os adotavam. A primeira "Casa dei Bambini" ("Casa de Crianças") foi inaugurada em 1907, em Roma, no bairro de San Lorenzo.
Em 1934, Maria Montessori saiu da Itália para fugir do fascismo e após o fim da Segunda Guerra Mundial, depois de ter vivido em Espanha e na Índia, foi viver para a Holanda, onde prosseguiu os seus trabalhos até morrer em 1952.

Obras principais de Montessori:

1904, Sui caratteri antropometrici in relazione alle gerarchie intellettuali dei fanciulli nelle scuole
1904, Influenza delle condizioni di famiglia sul livello intelletuale degli scolari
1907, La Casa dei bambini dell'Istituto dei beni stabili
1909, Il metodo della pedagogia scientifica
(O método Montessori)
1910, Antropologia pedagogica
1911, La Moralé sessuale dell'educazione tra madre e figlio
1916, L'autoeducazione nelle scuole elementari
1935, Manual della pedagogia scientifica
(daqui)