Portrait of Friedrich Gottlieb Klopstock, c. 1779 by Jens Juel (Danish painter, 1745–1802).
Friedrich Gottlieb Klopstock foi um poeta alemão (Quedlinburg, 2 de Julho de 1724 - Hamburgo, 14 de Março de 1803).
Antigo aluno da escola de Schulpforta, estudou teologia nas universidades de Jena e Leipzig. Discípulo de Johann Jakob Bodmer e da escola suíça, descobriu com entusiasmo a obra de John Milton. Decidiu escrever uma epopeia religiosa intitulada Der Messias, acerca da vida de Cristo, à qual se dedicou durante vinte anos (1748/68). Com esta obra em vinte cantos, Klopstock tornou-se o poeta mais admirado da jovem geração. Antes de publicá-la, já se consagrara com suas primeiras odes An Meine Freund, de 1747.
Dedicou-se também ao teatro. Escreveu inicialmente tragédias: A morte de Adão, de 1757 e Salomão, de 1763. No entanto, destacou-se com o teatro patriótico, representado pela trilogia centralizada na personagem Hermann, herói da resistência da velha Germânia aos romanos. É considerado como um precursor do Romantismo, antecipando-se na escolha de temas patrióticos para as suas odes.
Embora tivesse passado grande parte da sua vida na Dinamarca, onde recebia um pensão do rei Frederico V, foi um dos precursores do movimento nacional na Alemanha. Saudou com entusiasmo as revoluções americana e francesa. Porém, quando a República Francesa quis torná-lo cidadão honorário, Klopstock recusou em sinal de protesto contra os excessos da revolução na França. Contribuiu ainda nos campos da filologia e da história da literatura.
“Cultura opõe-se a natura ou natureza, isto é, abrange todos aqueles objetos ou operações que a natureza não produz e que lhe são acrescentados pelo espírito (...). A religião, a arte, o desporto, o luxo, a ciência e a tecnologia são produtos da cultura.”
António José Saraiva, em "Cultura", colecção “O QUE É”, Difusão Cultural, 1993.
(António José Saraiva (Leiria, 31 de Dezembro de 1917 — Lisboa, 17 de Março de 1993) foi um professor e historiador de Literaturaportuguesa.)
"(...) a história é infinita. Podemos interceptá-la em qualquer ponto. Era uma vez uma cidade onde os habitantes sabiam tanto do sofrimento humano que quando acordavam deitavam-se logo."
“Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles foram meus, não são seus. Se o criador o tivesse querido juntar muito a mim não teríamos talvez dois corpos distintos ou duas cabeças também distintas. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição, venha a pensar o mesmo que eu; mas, nessa altura já o pensamento lhe pertence. São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.”
[George Agostinho Baptista da Silva, filósofo, poeta e ensaísta português, nasceu no Porto em 13 de Fevereiro de 1906 e morreu em Lisboa no Hospital de S. Francisco de Xavier num domingo de Páscoa, a 3 de Abril de 1994.]