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sábado, 3 de março de 2012

"Aniversário" - Poema Roseana Murray


Nils Blommér, Fadas do prado, 1850.
 


Aniversário 


Para o teu aniversário
o céu se arrumou inteiro:
estrelas escreveram teu nome,
cometas construíram um caminho
com poeira de luz
para que o teu destino,
carruagem carregada de sonhos,
pudesse passar.

Para o teu nascimento
os anjos inventaram palavras
nunca antes pronunciadas,
e os jardins secretos
fabricaram flores desconhecidas.

Para o teu nascimento
o universo inteiro
desfraldou suas velas.


in 'Pêra, uva ou maçã' 


Nils Blommér, Freyja Seeking her Husband, 1852


"Para alcançar o sucesso quatro coisas são necessárias: trabalhar, orar, pensar e acreditar."

(Norman Vincent Peale)


Norman Vincent Peale (31 de maio de 1898, Bowersville, Ohio, EUA — 24 de dezembro de 1993, Pawling, New York, EUA) foi um pastor e escritor americano de teorias sobre o pensamento positivo. 
É considerado nos Estados Unidos, o ministro dos "milhões de ouvintes", o doutor em "terapêutica espiritual". Tornou-se popular através da sua constante colaboração na imprensa, dos seus programas de rádio e de televisão, bem como pelos notáveis volumes em que se tem reunindo o melhor dos seus sermões.


Mafalda Veiga - Um Pouco de Céu


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

"Outra margem de mim" - Poema de Mafalda Veiga


George Cochran Lambdin (1830-1896), Sunset Musings, 1887
 

Outra margem de mim 


É muito tempo a desejar o tempo
De mudar ventos, levantar marés
É muita vida a desejar o alento
Que faz saber ao certo quem és

É funda a toca onde te escondes tanto
Tem a distância entre o silêncio e a voz
A vida rasga bocadinhos gastos do mundo
Vai descascando até chegar a nós

E tu que sabes tanto de mim
Tu que sentes quem eu sou
Dá-me o teu corpo como ponte que me salva
Do que o medo fechou

São muitos dias a perder em vão
Sem nunca entrar dentro do labirinto
É muita vida a não ser o que tu sentes
A planar sobre o que eu sinto

É quase noite, não te escondas mais
Vai desatando até entrar o ar
Dá-me um gesto que me diga o teu fundo
Uma palavra para te tocar

Tu que sabes tanto de mim
Tu que sentes quem eu sou
Dá-me o teu corpo como ponte que me salve
Do que o medo fechou

Tu que sabes tanto do sol
És uma espécie de outra margem de mim
Olha-me dentro como chão que me agarre

Pode ser esta noite quente
A estrada aberta mesmo à nossa frente
E tu e eu a descobrir o ar
Não é preciso correr
Não é urgente chegar
O que é preciso é viver






"Quem de dentro de si não sai, vai morrer sem amar ninguém."