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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

"Poema da buganvília" - de António Gedeão


Gloria Lima, Buganvília



Poema da buganvília 


Algum dia o poema será a buganvília 
pendente deste muro da Calçada da Graça. 
Produz uma semente que faz esquecer os jornais, o emprego e a família, 
e além disso tudo atapeta o passeio alegrando quem passa. 

Mas antes desse dia há de secar a buganvília 
e o varredor há de levar as flores secas para o monturo. 
Depois cairá o muro. 
E como o tempo passa 
mesmo contra a vontade, 
também há de acabar a Calçada da Graça 
e o resto da cidade. 

Então, quando nada restar, nem o pó de um sorriso 
que é o mais leve de tudo que se pode supor, 
será esse o momento de o poema ser flor, 
mas já não é preciso. 


Obra Poética 
Edições João Sá da Costa, 2001



Gloria Lima, Casa do Campo (Buganvília)


Buganvília  é uma trepadeira comum em Portugal, cujas flores no Verão atraem a atenção de quem passa onde quer que se encontre. A mais comum é a de cor roxa, mas nos anos mais recentes podem facilmente encontrar-se outras cores em qualquer viveiro. O seu nome provém de Louis Antoine de Bougainville, capitão de navio, advogado, matemático e explorador, que se juntou à armada francesa por volta de 1767 no Canadá, onde viria a conhecer e a fazer amizade com Philibert Commerson, viajante e botânico francês que em 1760 viajava ao serviço de Sua Majestade e veio a descobrir esta planta no Brasil, de onde é originária. Daí o nome de Bougainvillea.



The Gift - Fácil de Entender


"O sorriso é o arco-íris do rosto." 



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