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domingo, 7 de agosto de 2022

"Crepúsculo" - Poema de Martins Fontes


Harald Slott-Møller (Danish painter and ceramist, 1864–1937), Midsummer's Eve, 1904
 
 
 
Crepúsculo


Alada, corta o espaço uma estrela cadente.
As folhas fremem. Sopra o vento. A sombra avança.
Paira no ar um langor de mística esperança
E de doçura triste, inexprimivelmente.

À surdina da luz irrompe, de repente,
O coro vesperal das cigarras. E mansa,
E marmórea, no céu, curvo e claro, balança
Entre nuvens de opala, a concha do crescente.

Na alma, como na terra, a noite nasce. É quando,
Da recôndita paz das horas esquecidas,
Vão, ao luar da saudade, os sonhos acordando...

E, na torre do peito, em plácidas batidas,
Melancolicamente, o coração pulsando,
Plange o réquiem de amor das ilusões perdidas.


Martins Fontes
(1884–1937), in Verão, 1917
 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

"Como é bom ser bom!" - Poema de Martins Fontes


Michelangelo, Visão parcial do teto da Capela Sistina


Como é bom ser bom! 


Tu, que vês tudo pelo coração,
Que perdoas e esqueces facilmente,
E és, para todos, sempre complacente,
Bendito sejas, venturoso irmão. 

Possuis a graça como inspiração
Amas, divides, dás, vives contente,
E a bondade que espalhas, não se sente,
Tão natural é a tua compaixão. 

Como o pássaro tem maviosidade,
Tua voz, a cantar, no mesmo tom,
Alivia, consola e persuade. 

E assim, tal qual a flor contém o dom.
De concentrar no aroma a suavidade,
Da mesma forma, tu nasceste bom.


Martins Fontes
(1884–1937)


Michelangelo Buonarroti
(Miguel Ângelo)

'Retrato de Michelangelo' (1475–1564), c. 1520–1525, por
 Sebastiano del Piombo (Italian painter, c. 1485–1547).
 

Escultor, pintor, arquiteto e poeta, Michelangelo Buonarroti, conhecido também por Miguel Ângelo, nasceu em 1475 e iniciou-se na pintura aos 13 anos, como aprendiz de Ghirlandaio, fazendo-se notar pela firmeza e força do seu traço. 
Trabalhou depois numa oficina de escultura patrocinada por Lourenço de Medicis, vindo a frequentar a sua casa e o círculo intelectual de que se fazia rodear. A sua estadia em Roma, de 1496 a 1501, é essencialmente marcada pela primeira obra-prima, Pietà (1500?), um dos trabalhos mais acabados do artista.
Em 1501 regressa a Florença onde, na primavera desse ano, é já acolhido como artista consagrado. Nessa data inicia um dos seus mais famosos trabalhos a estátua de David, que termina em 1504. Outras obras terminadas durante a sua estadia em Florença são a Virgem de Bruges (1506) e A Sagrada Família. 
O papa Júlio II reclama os serviços do escultor para Roma em 1505, mas é o pintor que durante três anos de trabalho intenso vai decorar os tetos da Capela Sistina. O pintor, mas igualmente o arquiteto, que adota uma nova estrutura para a organização de toda a obra. A força das figuras vem de uma eficaz utilização das sombras e da cor que emprestam a todo o conjunto uma solene simplicidade eminentemente clássica. Esta obra exprime exemplarmente as tendências neoplatónicas de que se tinha impregnado na corte dos Medicis. O teto é terminado em 1512 e a reputação de Michelangelo estava confirmada. Era considerado o maior artista desde a época clássica.
Voltou depois ao projeto, iniciado anteriormente, do túmulo de Júlio II, que nunca chegou a ser realizado tal como tinha sido concebido. Para esse projeto executou Moisés e os Escravos. O papa Leão X encomendou-lhe o modelo de uma nova fachada para a Igreja de S. Lourenço de Florença, que não foi possível levar até ao fim. De 1536 a 1541, de novo em Roma, executou o fresco O Juízo Final, um trabalho que se distingue dos frescos anteriores pelo tom geral de pessimismo e de angústia que vai caracterizar igualmente os trabalhos da Capela Paulina.
Muito provavelmente trabalhava na estátua Pietà Rondanini antes de falecer, com oitenta anos, em 1564. Esta obra, complexa na expressão dos sentimentos, atinge quase a abstração, do ponto de vista formal. O estilo de Michelangelo influenciou grandemente as gerações posteriores de artistas italianos. A sua celebridade está patente no facto de, ainda em vida, ter sido objeto de duas biografias.

Michelangelo Buonarroti. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-07-22].


Michelangelo, 'Deus criando o Sol e a Lua', Capela Sistina 


Michelangelo, 'Deus criando o Sol e a Lua' (detalhe)


Michelangelo, 'Deus separando a Luz das Trevas'


Michelangelo, 'Prisca'


Michelangelo, 'O sacrifício de Noé'


Michelangelo, 'Dilúvio'


Michelangelo, 'Pecado original'


Michelangelo, 'Dafne'


Michelangelo, 'Judite e Holofernes'


Michelangelo, 'O Juízo Final', Capela Sistina


Michelangelo, 'David', c. 1501–1504,  
Galleria dell'Accademia, Florença


"O amor é a asa rápida que Deus deu à nossa alma para que ela voe até o céu."

(Miguel Ângelo)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

"Inocência" - Poema de Martins Fontes


Edward Henry Potthast (American, 1857-1927), Bernard Blowing Bubbles



Inocência


Criança ingénua, o dia inteiro,
com os meus caniços de taquara,
ficava eu, ao sol de então,
junto dos tanques, no terreiro,
soprando a espuma, leve e clara,
fazendo bolhas de sabão.

Corando a roupa, entre cantigas,
as lavadeiras, que passavam,
interrompiam a canção...
Riam-se as pobres raparigas,
vendo as imagens que brilhavam,
nas minhas bolhas de sabão.

Cresci. Sofri. Sonhando vivo.
E, homem e artista, ainda agora,
me apraz aquela distração...
E fico, às vezes, pensativo,
fazendo versos, como outrora
fazia bolhas de sabão.

E velho, um dia, de repente,
sem ter, de facto, sido nada,
pois tudo é apenas ilusão,
há de extinguir-se a alma inocente
que em mim fulgura, evaporada
como uma bolha de sabão.


(1884 - 1937)


Edward Henry Potthast


Edward Henry Potthast (10 de junho 1857 em Cincinnati, Ohio, † 09 de março 1927 em Nova York ) foi um pintor impressionista americano, conhecido pelas pinturas de pessoas no lazer no Central Park e nas praias de Nova York e Nova Inglaterra. Potthast estudou com Thomas Satterwhite Noble. Mais tarde, estudou na Royal Academy, em Munique com o americano Carl Marr. Depois de voltar para Cincinnati, em 1885, retomou seus estudos com Noble. Em 1886 partiu para Paris, onde estudou com Fernand Cormon. Em 1895 mudou-se para Nova York e lá permaneceu até sua morte. 
Até a idade de 39 Potthast ganhava a vida como um litógrafo. A compra de uma pintura sua do Museu de Arte de Cincinnati pode ter incentivado a abandonar litografia por uma carreira como artista plástico. O seu trabalho está incluído em muitos dos principais museus dos Estados Unidos.


Edward Henry Potthast, A girl 


Edward Potthast, In the Garden


Edward Henry Potthast, Spring Morning


Edward Henry Potthast, The Picnic


Edward Henry Potthast, Boating in Central Park


Edward Henry Potthast, Souvenir of Canada


Edward Henry Potthast, New York City (Night)


Edward Henry Potthast, A Summer`s Night


Edward Henry Potthast, Along the Mystic River


Edward Henry Potthast, Um dia de julho, óleo, 1914.


Edward Henry Potthast, A Summer Vacation


Impressionismo

Impressionismo foi um movimento artístico que surgiu na pintura europeia do século XIX. O nome do movimento é derivado da obra Impressão, nascer do sol (1872), de Claude Monet. Tudo começou com um grupo de jovens pintores que rompeu com as regras da pintura vigentes até então.
Os autores impressionistas não mais se preocupavam com os preceitos do Realismo ou da academia. A busca pelos elementos fundamentais de cada arte levou os pintores impressionistas a pesquisar a produção pictórica não mais interessados em temáticas nobres ou no retrato fiel da realidade, mas em ver o quadro como obra em si mesma. A luz e o movimento utilizando pinceladas soltas tornam-se o principal elemento da pintura, sendo que geralmente as telas eram pintadas ao ar livre para que o pintor pudesse capturar melhor as variações de cores da natureza.
A emergente arte visual do impressionismo foi logo seguida por movimentos análogos em outros meios quais ficaram conhecidos como, música impressionista e literatura impressionista.


Orientações gerais que caracterizam a pintura impressionista:
  • a pintura deve mostrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz do sol num determinado momento, pois as cores da natureza mudam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol;
  • é também com isto uma pintura instantânea (captar o momento), recorrendo, inclusivamente à fotografia;
  • as figuras não devem ter contornos nítidos pois o desenho deixa de ser o principal meio estrutural do quadro passando a ser a mancha/cor;
  • as sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam. O preto jamais é usado em uma obra impressionista plena;
  • os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares. Assim um amarelo próximo a um violeta produz um efeito mais real do que um claro-escuro muito utilizado pelos academicistas no passado. Essa orientação viria dar mais tarde origem ao pontilhismo;
  • as cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura de pigmentos. Pelo contrário,devem ser puras e dissociadas no quadro em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para se tornar óptica;
  • preferência pelos pintores em representar uma natureza morta do que um objeto;
  • Uso de efeitos de sombras coloridas e luminosas;
  • Valorização de decomposição das cores;
  • As sombras devem ser luminosas e coloridas;
Entre os principais expoentes do Impressionismo estão Claude Monet, Edouard Manet, Edgar Degas, Auguste Renoir e Camille Pissarro. Podemos dizer ainda que Claude Monet foi um dos maiores artistas da pintura impressionista da época.


Edward Potthast, Looking out to Sea


sábado, 9 de junho de 2012

"Se eu fosse Deus seria a vida um sonho" - Soneto de Martins Fontes


George Cochran Lambdin, June Morning, 1878
(Chromolithograph based on Lambdin's painting)
 


Soneto


Se eu fosse Deus seria a vida um sonho,
Nossa existência um júbilo perene!
Nenhum pesar que o espírito envenene
Empanaria a luz do céu risonho!

Não haveria mais: o adeus solene,
A vingança, a maldade, o ódio medonho,
E o maior mal, que a todos anteponho,
A sede, a fome da cobiça infrene!

Eu exterminaria a enfermidade,
Todas as dores da senilidade,
E os pecados mortais seriam dez...

A criação inteira alteraria,
Porém, se eu fosse Deus, te deixaria
Exatamente a mesma que tu és!


Martins Fontes


José Martins Fontes


José Martins Fontes (Santos, 23 de junho de 1884 — Santos, 25 de junho de 1937) foi um médico, poeta e tradutor brasileiro. É considerado o melhor poeta de sua geração na lusofonia, e um dos dez melhores na língua portuguesa; os outros nove são Camões, Bocage, António Nobre, Guerra Junqueiro, Fernando Pessoa, Castro Alves, Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira (o brasileiro). (Daqui)




"O amor que sente no seu coração, na sua essência, é suficientemente real. Esse amor é o seu verdadeiro Eu e não se trata de uma fantasia nem de um ideal. Essa convicção profunda servirá de base para a relação afetuosa que deseja quando chegar a altura. Não precisa de transformar esta relação em algo grandioso. Respeite os desejos do seu coração e deixe que o amor floresça a seu tempo."
Deepak Chopra


Deepak Chopra
 

Deepak Chopra, (Nova Deli, 22 de Outubro de 1946) um médico indiano radicado nos Estados Unidos. É formado em medicina pela Universidade de Nova Deli. É também um escritor e professor de Ayurveda, espiritualidade e medicina corpo–mente.
Chopra é especialista em endocrinologia, exerce a profissão desde 1971, e chefiou a equipe do New England Memorial Hospital. Em 1985, fundou a Associação Americana de Medicina Védica. Em 1993 mudou-se para San Diego e abriu o "The Chopra Center For Well Being", onde desenvolve os seus próprios programas e cursos para o desenvolvimento pessoal. 
Deepak Chopra é autor de mais de 25 livros de auto-ajuda, traduzidos em 35 línguas, tais como "A Cura Quântica", "As Sete Leis Espirituais do Sucesso", "Criando Saúde", incluíndo cinco programas para a televisão pública dos EUA e proponente de outras ideias místicas. Sua proposta de auto-ajuda é centrada na afirmação "se compreendermos a nossa verdadeira natureza e soubermos viver em harmonia com as leis naturais, a sensação de bem-estar, de entusiasmo pela vida e a abundância material surgirão facilmente". 
Em 1999, a revista Time incluía-o na sua lista das 100 personalidades do século, chamando-lhe "poeta e profeta das medicinas alternativas."


domingo, 6 de maio de 2012

"Minha Mãe" - Poema de Martins Fontes





Minha Mãe 


Beijo-te a mão, que sobre mim se espalma
Para me abençoar e proteger,
Teu puro amor o coração me acalma;
Provo a doçura do teu bem-querer.

Porque a mão te beijei, a minha palma
Olho, analiso, linha a linha, a ver
Se em mim descubro um traço de tua alma,
Se existe em mim a graça do teu ser.

E o M, gravado sobre a mão aberta,
Pela sua clareza, me desperta
Um grato enlevo, que jamais senti:

Quer dizer — Mãe! este M tão perfeito,
E, com certeza, em minha mão foi feito
Para, quando eu for bom, pensar em ti.


Martins Fontes
(Médico, poeta e tradutor brasileiro, 1884–1937)


 
David Parry (British wildlife artist, b. 1942)


"Tudo o que vejo me ensina a acreditar no Criador de tudo aquilo que nunca vi."

Ralph Waldo Emerson


David Parry


"O objetivo da vida não é ser feliz. É ser útil, honrado, compassivo, fazendo com que nossa vida, 
bem vivida, faça alguma diferença."

Ralph Waldo Emerson



David Parry


"Rir muito e com frequência; ganhar o respeito de pessoas inteligentes e o afeto das crianças; merecer a consideração de críticos honestos e suportar a traição de falsos amigos; apreciar a beleza, encontrar o melhor nos outros; deixar o mundo um pouco melhor, seja por uma saudável criança, um canteiro de jardim ou uma redimida condição social; saber que ao menos uma vida respirou mais fácil porque você viveu. Isso é ter tido sucesso."
 
Ralph Waldo Emerson
 
Ralph Waldo Emerson

Ralph Waldo Emerson (25 de maio de 1803, Boston - 27 de abril de 1882, Concord, Massachusetts) foi um famoso escritor, filósofo e poeta estado-unidense.
Emerson fez seus estudos em Harvard para se tornar, como seu pai, ministro religioso. Foi pastor em Boston mas interrompeu essa atividade por divergências doutrinárias sobre a eucaristia.
Em 1833 viaja pela Europa e encontra Mill, Coleridge, Wordsworth e Carlyle, cultivando uma profunda amizade com este último.
De volta aos Estados Unidos, começou a desenvolver sua filosofia "transcendentalista", exposta em obras como Natureza, Ensaios e Sociedade e solidão.
O transcendentalismo é, para Emerson, um esforço de introspeção metódica para se chegar além do "eu" superficial ao "eu" profundo, o espírito universal comum a toda a espécie humana.
O clube transcendentalista de Concord, ao qual pertenciam entre outros Thoreau e Margareth Füller, e cujo órgão oficial era a revista The Dial, exercia grande influência sobre a vida intelectual americana do século XIX.


David Parry, Kingfisher (Watercolour)
(Imagens retiradas da net)


"Nunca é cedo para uma gentileza, porque nunca se sabe quando poderá ser tarde demais."

Ralph Waldo Emerson

sábado, 5 de maio de 2012

"Gota d'água" - Poema de Martins Fontes





Gota d'água


Despertar. O dilúculo termina.
A alba rufa os tambores pelos montes...
Afã. A claridade matutina
Rasga os céus, abre novos horizontes.

Outra ilusão os ares ilumina.
Fulvo, jorrando das perpétuas fontes,
O dilúvio do sol enche a campina,
Inunda estâncias, recobrindo pontes...

Perturba o coração este epicínio!
Mas, julgando improfícuo o sacrifício,
Nestas horas de ação, formidolosas,

Gota d'água no mar da Humanidade,
Continuo a rimar na soledade,
Ouvindo estrelas, cultivando rosas.


Martins Fontes


Martins Fontes

José Martins Fontes (Santos SP, 1884 - idem 1937). Forma-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1906. No período, colabora nos jornais Gazeta de Notícias e O País, e nas revistas Careta e Kosmos, entre outros periódicos; é ainda diretor da Revista do Hospital Nacional. Trabalha no Hospital dos Alienados, no Rio de Janeiro, e integra, como médico, a Comissão de Obras que viaja ao Acre sob a direção de Bueno de Andrade. 
Em 1910 auxilia Oswaldo Cruz na campanha de saneamento do Rio de Janeiro, além de chefe da Assistência Escolar da Prefeitura. Muda-se para Paris (França) em 1914, e lá funda, com Olavo Bilac (1865 - 1918), uma Agência Americana para serviços de propaganda dos produtos brasileiros na Europa e em outros países. 
Seu primeiro livro de poesia, Verão, é publicado em 1917. Seguiram-se Marabá (1921), Arlequinada (1922), Rosicler (1928), A Flauta Encantada (1931), Paulistânia (1934), Canções do Meu Vergel (1937) e Calendário Positivista (1938), entre muitos outros. 
Sua poesia filia-se ao Parnasianismo. Segundo o poeta Cassiano Ricardo (1895 - 1974), "Martins Fontes, não obstante sua confessada obediência à técnica vigente, era um incontido, tremendamente irrequieto, curioso, novidadeiro; não aceitou a língua comum, tentou uma linguagem caracteristicamente sua, uma espécie de dialeto poético e, neste ponto, antecipou, de algum modo, a pesquisa de hoje sob o aspecto da renovação ou invenção vocabular".

Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural, Literatura brasileira




Gota de água

"Eu, quando choro,
não choro eu.
Chora aquilo que nos homens
em todo o tempo sofreu.
As lágrimas são as minhas
mas o choro não é meu. "


António Gedeão, in Movimento Perpétuo
Rómulo de Carvalho (pseudónimo  António Gedeão)




"Nada no universo é insignificante."

(Friedrich Schiller) 




"As palavras ditas sem reflexão, inspiradas pela cólera, não deitam raízes em parte alguma; porém quando sugeridas pelo ciúme alastram-se quais plantas parasitas, crescem e deitam ramagem sobre a árvore que é o coração, ensombrecendo-o." - Friedrich Schiller 


Friedrich Schiller

Johann Christoph Friedrich von Schiller (Marbach am Neckar, 10 de novembro de 1759 — Weimar, 9 de maio de 1805), mais conhecido como Friedrich Schiller, foi um poeta, filósofo e historiador alemão. Schiller foi um dos grandes homens de letras da Alemanha do século XVIII, e juntamente com Goethe, Wieland e Herder é representante do Romantismo alemão e do Classicismo de Weimar. Sua amizade com Goethe rendeu uma longa troca de cartas que se tornou famosa na literatura alemã.