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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

"Fim de Verão" - Poema de Eugénio de Andrade


Martim-pescador (Megaceryle torquata)



Fim de Verão 


Talvez nem seja um tordo. Um pássaro
cantava. Seria o último
desse verão. A própria luz
não ajudava: não era barco
de manhã nem brisa ao fim da tarde.
Talvez o anjo do poema
pudesse em seu lugar subir aos ramos
e cantar. Mas os anjos
são tão distraídos! Deles não há
nada a esperar, a não ser fogo
de palha. Talvez nem seja um tordo.
O seu canto, só vibração do ar.


Eugénio de Andrade, 
in Poesia, Fundação Eugénio de Andrade, 2000


Manuelzinho-da-Crôa (Charadrius collaris)

Azulêjo (Molothrus bonariensis)


A Rola-vaqueira (Uropelia campestris)


Coruja Suindara (Tyto alba)


Nhauma (Anhima cornuta)


Sabiá-ponga (Turdus rufiventris)


Pintassilgo (Carduelis magellanica)


Coró coró, Green Ibis (Mesembrinibis cayennensis)


Sabiá-preto (Turdus flavipes)


Graúna ou Pássaro-preto (Gnorimopsar chopi)


Socó-boi (Tigrisoma lineatum)


Japuíra, João-congo, ou Tecelão (Cacicus solitarius)


Japuíra, João-congo, ou Tecelão (Cacicus solitarius), pássaro de coloração preta com parte amarelada em sua cauda e asas, bico amarelo esbranquiçado, emite sons maviosos nas matas; vivem em bandos e seus ninhos são longos, chegando perto de um metro.


João-pobre (Serpophaga nigricans)


Jesus-meu-deus (Arremon flavirostris)

Suiriri ou Tiriri (Tyrannus melancholicus)


Quem-quem (Cyanocorax cyanopogon)


Gaturamo-verdadeiro (Euphonia violacea), macho


O gaturamo-verdadeiro (Euphonia violacea) é uma ave passeriforme que habita uma larga região na América do Sul. É uma bela ave que habita partes das Guianas, Suriname, Venezuela, Brasil até a Argentina. São conhecidos em algumas regiões pelos nomes de: bonito-lindo, gaturamo-imitador, gaturamo-itê, guiratã-de-coqueiro, tem-tem-de-estrela e tem-tem-verdadeiro. O macho costuma imitar as vocalizações de uma grande variedade de espécies.
Tem tamanho aproximado de 12 cm de comprimento quando adultos, a espécie apresenta dimorfismo sexual bastante acentuado, os machos são coloridos de preto e amarelo brilhante, enquanto que as fêmeas e as aves juvenis têm cor olivácea.
São bastante sociáveis e alimentam-se basicamente de frutos, eventualmente também comem insetos. Os gaturamos possuem moela degenerada, ou seja, tem baixa capacidade de processamento mecânico dos alimentos ingeridos, o alimento é pouco aproveitado sendo eliminado poucos minutos após a ingestão, o que os leve a uma procura constante de alimentos.
Habitam bordas de floresta, clareiras, floresta secundária e plantações, e são encontrados também em áreas urbanas, arborizadas, evitando áreas abertas mais áridas, vive aos pares ou em pequenos grupos, junta-se com freqüência a bandos mistos de aves.
Atingem a maturidade sexual por volta de um ano de idade constroem os ninhos em cavidades de troncos, cada postura tem em média quatro ovos brancos que são incubados apenas pela fêmea por um período de 15 dias.


Gaturamo-verdadeiro (Euphonia violacea), fêmea 


"Tudo que os livros me ensinassem 
os espinheiros já me ensinaram. 
Tudo que nos livros 
eu aprendesse 
nas fontes eu aprendera. 
O saber não vem das fontes?"


Manoel de Barros,
 Cantigas por um passarinho à toa


domingo, 19 de agosto de 2012

"Desejar Ser" - Poema de Manoel de Barros


Surucuá-de-Barriga-Vermelha



DESEJAR SER – 10

Mosca dependurada na beira de um ralo
– Acho mais importante do que uma jóia pendente.

Os pequenos invólucros para múmias de passarinhos
que os antigos egípcios faziam
– Acho mais importante do que o sarcófago de Tutancâmon.

O homem que deixou a vida por se sentir um esgoto
– Acho mais importante do que uma Usina Nuclear.
Aliás, o cu de uma formiga é também muito mais
importante do que uma Usina Nuclear.

As coisas que não têm dimensões são muito importantes.
Assim, o pássaro tu-you-you é mais importante por seus
pronomes do que por seu tamanho de crescer.

É no ínfimo que eu vejo a exuberância.


MANOEL DE BARROS, Compêndio para uso dos pássaros
 (Poesia reunida 1937-2004), Quasi Edições, 2007



Algumas aves do Pantanal

A garça-branca-grande 

A garça-branca-grande (Casmerodius albus, sin. Ardea alba), também conhecida apenas como garça-branca, é uma ave da ordem Pelecaniformes.


Jaburu

O jaburu (Jabiru mycteria), também conhecido como tuiuiú, tuiuguaçu, tuiú-quarteleiro, tuiupara, rei-dos-tuinins, tuim-de-papo-vermelho (no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), cauauá (no Amazonas) e jabiru (na Região Sul do Brasil), é uma ave ciconiforme da família Ciconiidae. É considerada a ave-símbolo do Pantanal. Pode ser encontrada desde o México até o Uruguai, sendo que as maiores populações estão no Pantanal e no Chaco oriental, no Paraguai.


Chora-chuva-preto

Chora-chuva-preto (Monasa nigrifrons), é conhecido também como Tanguru-pará e Bico-de-brasa. Apresenta 2 subespécies:
-Monasa nigrifrons nigrifrons.
-Monasa nigrifrons canescens.


Periquito-rei, Pantanal

O periquito-rei (Aratinga aurea) é uma ave psittaciforme, das mais conhecidas e abundantes representantes da família Psittacidae no Brasil. Conhecido também como periquito-estrela, jandaia-estrela, aratinga-estrela, coquinho-de-ouro, jandaia, ararinha e maracanã-de-testa-amarela (Amapá). 

Não é considerada ameaçada. Embora seja comum e muito abundante, já desapareceu de extensões grandes da Argentina, não obstante, em outras áreas a população delas aumentou, possivelmente devido ao cultivo. É frequente em cativeiro e amplamente comercializada.


Inhambu-chororó, Pantanal

O Inhambu-chororó (Crypturellus parvirostris), como todo tinamídeo, possui capacidade limitada de voar pela pequena envergadura das asas, mas é uma ave muito arisca. Do tupi vem o nome popular “Inhambú: de o que levanta o voo rumorejando”, devido ao comportamento de levantar voo somente em último caso, numa aproximação.


Tucano

Tucano (Ramphastos toco), ave da família Ramphastidae, vive nas florestas da América Central e América do Sul


O ferreirinho-relógio 

O ferreirinho-relógio (Todirostrum cinereum) é uma ave passeriforme da família Rhynchocyclidae que recebe este nome vulgar devido ao seu canto que lembra o ato de dar corda a um relógio.


Gralha Picaça (Cyanocorax chrysops) 

A gralha-picaça é uma ave passeriforme da família Corvidae. Também conhecida como acaé, cancã, gralha, gralha-de-crista-negra, gralha-do-mato e uraca. 


Papagaio-galego

O papagaio-galego (Alipiopsitta xanthops) é uma espécie de papagaio sul-americana, actualmente em risco crítico de extinção
O papagaio-galego é endémico do Brasil e habita o cerrado, caatinga arbórea e zonas secas do estado de Minas Gerais e bacia do Rio São Francisco
O adulto caracteriza-se pela plumagem verde-clara, com barriga e cabeça de cor amarela, e bico rosado. Estes papagaios medem entre 25-27 cm de comprimento e pesam em torno de 300 gramas. A sua alimentação é baseada em frutas locais e sementes. Na época de reprodução, o casal constrói um ninho num tronco oco onde a fêmea põe 1-2 ovos incubados ao longo de cerca de 28 dias. 
O papagaio-galego não é timido e aprende a falar.


Gavião-do-banhado 

O gavião-do-banhado ou tartaranhão-do-brejo (Circus buffoni) é é um gavião paludícola da família Accipitridae. Também conhecida como gavião-do-alagado, gavião-do-mangue e tartaranhão-do-brejo.


Ema (Rhea americana) com seus filhotes


NOME COMUM: Ema
NOME CIENTÍFICO: Rhea americana
CLASSE: Aves
ORDEM: Rheiformes
FAMÍLIA: Rheidae 

CARACTERÍSTICAS:
Comprimento: até 2m
Envergadura: 1,50m
Peso: até 36 kg
Plumagem: cinzento e castanho
Período de incubação: 39 a 42 dias
Número de filhotes: até 15 ovos (por fêmea) 



A ema é uma ave corredora que vive nas planícies da América do Sul, do Brasil até o sul da Argentina, vive nas regiões campestres e cerrados. Embora possua grandes asas, ela não voa. Usa as asas para equilibrar-se e mudar de direção na corrida. Se faz muito calor, a ema dorme durante o dia e sai à noite para alimentar-se de insetos, roedores, répteis, capim e sementes. Bebe pouca água. Suas penas são usadas para decoração. Sua carne, embora muito mole, é comestível. É considerada a maior ave brasileira. 
Em outubro, no começo da época de acasalamento, o macho reúne um harém de 5 ou 6 fêmeas, ecolhe um território e faz o ninho. 
Em liberdade, as emas vivem em grupos mais ou menos grande. Na época do acasalamento, os noivos abrem as asas e dão os seus passos de dança. Também cantam à moda deles para as noivas (as notas do canto parecem roncos). 
Quando o ninho está cheio de ovos, cerca de uma dúzia ou mais, ele afasta as fêmeas e começa a chocá-los. Os filhotes saem seis semanas depois e são cuidados pelo pai. Em dois anos estão adultos. Os ovos são brancos e pesam 600 gramas. Os que não vingam são colocados para fora do ninho e, ao quebrarem, atraem muitas moscas, cujas larvas, posteriormente, irão alimentar os filhotes. 
Esta espécie é omnívora, ou seja, come de tudo: sementes, folhas, frutos, insetos, roedores, moluscos, terrestres e outros pequenos animais. Além disso, a Ema come muitas pedrinhas, que servem para facilitar a trituração dos alimentos. E, devido a este hábito, ela não resiste à tentação de engolir também outros objetos miúdos. 
A ema está na lista dos animais que estão em perigo de extinção.


Arara-Azul 

A arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), também chamada arara-jacinto, araraúna, arara-preta, araruna, ou simplesmente arara-azul é uma ave da família Psittacidae que vive nos biomas da Floresta Amazônica e principalmente no Cerrado e Pantanal.


“Eu via a natureza como quem a veste. Eu me fechava com espumas.”

(Manoel de Barros)