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quarta-feira, 20 de outubro de 2021

"Encurralado" - Poema de Charles Bukowski

 
 
Juan Gris, Glass of Beer and Playing Cards, 1914
 


Encurralado


Bem, eles diziam que tudo terminaria
assim: velho
o talento perdido
tateando às cegas em busca
da palavra

ouvindo os passos
na escuridão, volto-me
para olhar atrás de mim…

ainda não, velho cão…
logo em breve.

agora
eles se sentam falando sobre
mim: “sim, acontece, ele já
era… é
triste…”

“ele nunca teve muito, não é
mesmo?”

“bem, não, mas agora…”

agora
eles celebram minha derrocada
em tavernas que há muito já não
frequento.

agora
bebo sozinho
junto a essa máquina que mal
funciona

enquanto as sombras assumem
formas

combato retirando-me
lentamente

agora
minha antiga promessa
definha
definha

agora
acendendo novos cigarros
servido mais
bebidas

tem sido um belo
combate

ainda
é.

Charles Bukowski

(Tradução de Pedro Gonzaga)


terça-feira, 18 de março de 2014

"Hora absurda" - Poema de Fernando Pessoa


Juan Gris (Spanish painter, 1887–1927), El Libro Rojo, 1925
 


Hora absurda


O teu silêncio é uma nau com todas as velas pandas...
Brandas, as brisas brincam nas flâmulas, teu sorriso...
E o teu sorriso no teu silêncio é as escadas e as andas
Com que me finjo mais alto e ao pé de qualquer paraíso...

Meu coração é uma ânfora que cai e que se parte...
O teu silêncio recolhe-o e guarda-o, partido, a um canto...
Minha ideia de ti é um cadáver que o mar traz à praia..., e entanto
Tu és a tela irreal em que erro em cor a minha arte...

Abre todas as portas e que o vento varra a ideia
Que temos de que um fumo perfuma de ócio os salões...
Minha alma é uma caverna enchida pela maré cheia,
E a minha ideia de te sonhar uma caravana de histriões...

Chove ouro baço, mas não no lá-fora... É em mim... Sou a Hora,
E a Hora é de assombros e toda ela escombros dela...
Na minha atenção há uma viúva pobre que nunca chora...
No meu céu interior nunca houve uma única estrela...

Hoje o céu é pesado como a ideia de nunca chegar a um porto...
A chuva miúda é vazia... a Hora sabe a ter sido...
Não haver qualquer coisa como leitos para as naus!... Absorto
Em se alhear de si, teu olhar é uma praga sem sentido...

Todas as minhas horas são feitas de jaspe negro,
Minhas ânsias todas talhadas num mármore que não há,
Não é alegria nem dor esta dor com que me alegro,
E a minha bondade inversa não é nem boa nem má...

Os feixes dos lictores abriram-se à beira dos caminhos...
Os pendões das vitórias medievais nem chegaram às cruzadas...
Puseram in-fólios úteis entre as pedras das barricadas...
E a erva cresceu nas vias férreas com viços daninhos...

Ah, como esta hora é velha!... E todas as naus partiram!
Na praia só um cabo morto e uns restos de vela falam
De Longe, das horas do Sul, de onde os nossos sonhos tiram
Aquela angústia de sonhar mais que até para si calam...

O palácio está em ruínas... Dói ver no parque o abandono
Da fonte sem repuxo... Ninguém ergue o olhar da estrada
E sente saudades de si ante aquele lugar-Outono...
Esta paisagem é um manuscrito com a frase mais bela cortada...

A doida partiu todos os candelabros glabros,
Sujou de humano o lago com cartas rasgadas, muitas...
E a minha alma é aquela luz que não mais haverá nos candelabros...
E que querem ao lado aziago minhas ânsias, brisas fortuitas?...

Porque me aflijo e me enfermo?... Deitam-se nuas ao luar
Todas as ninfas... Veio o sol e já tinham partido...
O teu silêncio que me embala é a ideia de naufragar,
E a ideia de a tua voz soar a lira dum Apolo fingido...

Já não há caudas de pavões todas olhos nos jardins de outrora...
As próprias sombras estão mais tristes... Ainda
Há rastos de vestes de aias (parece) no chão, e ainda chora
Um como que eco de passos pela alameda que eis finda...

Todos os ocasos fundiram-se na minha alma...
As relvas de todos os prados foram frescas sob meus pés frios...
Secou em teu olhar a ideia de te julgares calma,
E eu ver isso em ti é um porto sem navios...

Ergueram-se a um tempo todos os remos... Pelo ouro das searas
Passou uma saudade de não serem o mar.. Em frente
Ao meu trono de alheamento há gestos com pedras raras...
Minha alma é uma lâmpada que se apagou e ainda está quente...

Ah, e o teu silêncio é um perfil de píncaro ao sol!
Todas as princesas sentiram o seio oprimido...
Da última janela do castelo só um girassol
Se vê, e o sonhar que há outros põe brumas no nosso sentido...

Sermos, e não sermos mais!... Ó leões nascidos na jaula!...
Repique de sinos para além, no Outro Vale... Perto?...
Arde o colégio e uma criança ficou fechada na aula...
Porque não há-de ser o Norte o Sul?... O que está descoberto?...

E eu deliro... De repente pauso no que penso... Fito-te
E o teu silêncio é uma cegueira minha... Fito-te e sonho...
Há coisas rubras e cobras no modo como medito-te,
E a tua ideia sabe à lembrança de um sabor de medonho...

Para que não ter por ti desprezo? Porque não perdê-lo?...
Ah, deixa que eu te ignore... O teu silêncio é um leque —
Um leque fechado, um leque que aberto seria tão belo, tão belo,
Mas mais belo é não o abrir, para que a Hora não peque...

Gelaram todas as mãos cruzadas sobre todos os peitos...
Murcharam mais flores do que as que havia no jardim...
O meu amar-te é uma catedral de silêncios eleitos,
E os meus sonhos uma escada sem princípio mas com fim...

Alguém vai entrar pela porta... Sente-se o ar sorrir...
Tecedeiras viúvas gozam as mortalhas de virgens que tecem...
Ah, o teu tédio é uma estátua de uma mulher que há-de vir,
O perfume que os crisântemos teriam, se o tivessem...

É preciso destruir o propósito de todas as pontes,
Vestir de alheamento as paisagens de todas as terras,
Endireitar à força a curva dos horizontes,
E gemer por ter de viver, como um ruído brusco de serras...

Há tão pouca gente que ame as paisagens que não existem!...
Saber que continuará a haver o mesmo mundo amanhã — como nos desalegra!...
Que o meu ouvir o teu silêncio não seja nuvens que atristem
O teu sorriso, anjo exilado, e o teu tédio, auréola negra...

Suave. como ter mãe e irmãs, a tarde rica desce...
Não chove já, e o vasto céu é um grande sorriso imperfeito...
A minha consciência de ter consciência de ti é uma prece,
E o meu saber-te a sorrir uma flor murcha a meu peito...

Ah, se fôssemos duas figuras num longínquo vitral!...
Ah, se fôssemos as duas cores de uma bandeira de glória!...
Estátua acéfala posta a um canto, poeirenta pia batismal,
Pendão de vencidos tendo escrito ao centro este lema — Vitória!

O que é que me tortura?... Se até a tua face calma
Só me enche de tédios e de ópios de ócios medonhos...
Não sei... Eu sou um doido que estranha a sua própria alma...
Eu fui amado em efígie num país para além dos sonhos...

4-7-1913

Fernando Pessoa
,
Poesias. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.)
Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995). - 21.
[1ª publ. in Exílio, nº 1. Lisboa: Abr. 1916.]

 
Este estupendo poema de Fernando Pessoa: "Hora absurda" foi escrito em 1913, quando o poeta tinha apenas 25 anos. São versos muito longos, distribuídos em 25 quadras rimadas no padrão abab. Aí, Pessoa esbanja em ritmos, aliterações, metáforas delirantes. Até pelo ambiente marítimo, "Hora absurda" lembra um pouco "O barco bêbado", de Arthur Rimbaud. Os versos iniciais são estonteantes: "O teu sorriso é uma nau com todas as velas pandas... / Brandas, as brisas brincam nas flâmulas, teu sorriso..." Usadas sem parcimónia, as reticências, parecem retardar mais ainda o ritmo sonolento e melancólico dos versos. E o que dizer destas duas linhas? "A doida partiu todos os candelabros glabros, / Sujou de humano o lago com cartas rasgadas, muitas..." in "Poesias".


Juan Gris, Retrato de Pablo Picasso, (1912)

Juan Gris, pseudónimo de Juan José Victoriano González (Madrid, 23 de março de 1887 - Boulogne-Sur-Seine, 11 de maio de 1927), foi um dos mais famosos e versáteis pintores e escultores cubistas espanhóis. Apesar de ter falecido jovem, Juan Gris representa o expoente máximo do cubismo sintético.

O cubismo sintético


O cubismo sintético
(1913 - 1914) é a última fase do cubismo.Também conhecido como cubismo de colagens.
Qualquer aspeto decorativo e/ou acessório ao objeto representado era extraído. A representação de objetos do quotidiano também ajuda à compreensão das obras, pois do hábito, reconhecem-se mais facilmente através de um ou outro pormenor, como por exemplo um cachimbo que remete a representação de um fumante. Os planos são mais redutores e esquemáticos em relação ao cubismo analítico, isto é, sobrepoem-se e a sua relativa transparência dá um novo aspeto à obra. A cor volta aqui a tomar importância depois de ter sido desvalorizada na fase analítica.
O cubismo sintético buscou recuperar um pouco a imagem real do objeto tornando as cores mais fortes e as formas mais decorativas.
Desta fase decorrem dois movimentos que adotam esta nova interpretação e utilização da cor e quebram o imobilismo que até então era patente nas obras cubistas já apontando para o futurismo, podendo de certa forma considerar estas obras futuro-cubistas: o Orfismo e a Secção de Ouro.
É interessante notar que o texto considerado uma espécie de manifesto do Cubismo seja, na realidade, um texto chamado de "A anti-tradição futurista", escrito pelo poeta Guillaume Apollinaire, e que houve na Rússia um grupo de poetas chamados de cubo-futuristas, do qual era membro mais eminente Vladimir Maiakóvski.
A própria poesia, em seus aspetos mas inovadores, de Apollinaire, um dos mais influentes nomes das vanguardas literárias, nasce desta estética, assim como o texto referido iria definir o caráter estético da poesia futurista de aí em diante.

sábado, 11 de agosto de 2012

"A lucidez perigosa" - Texto Clarice Lispector


Still Life with Checked Tablecloth, Juan Gris, 1915
 
 

A lucidez perigosa 


"Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar? Assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto, não se precise. Estou por assim dizer vendo claramente o vazio. E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior que eu mesma, e não me alcanço. Além do que: que faço dessa lucidez? Sei também que esta minha lucidez pode-se tornar o inferno humano - já me aconteceu antes. Pois sei que - em termos de nossa diária e permanente acomodação resignada à irrealidade - essa clareza de realidade é um risco. Apagai, pois, minha flama, Deus, porque ela não me serve para viver os dias. Ajudai-me a de novo consistir dos modos possíveis. Eu consisto, eu consisto, amém."

(Clarice Lispector, 1920-1977) 


Galeria de Juan Gris
Guitar and clarinet, Juan Gris


 Fantômas, Juan Gris, 1915


 Still Life before an Open Window - Place Ravignan, Juan Gris, 1915
 
 
Le Lavabo, Juan Gris


Arlequín, Juan Gris


El violín, Juan Gris


Retrato de un hombre, Juan Gris


Pierrot, Juan Gris


Cubismo

 
Cubismo é um movimento artístico que surgiu no século XX, nas artes plásticas, tendo como principais fundadores Pablo Picasso e Georges Braque e tendo se expandido para a literatura e a poesia pela influência de escritores como Guillaume Apollinaire, John dos Passos e Vladimir Maiakovski
 
O quadro "Les demoiselles d'Avignon", de Picasso, 1907 é conhecido como marco inicial do Cubismo. Nele ficam evidentes as referências a máscaras africanas, que inspiraram a fase inicial do cubismo, juntamente com a obra de Paul Cézanne
 
O Cubismo tratava as formas da natureza por meio de figuras geométricas, representando todas as partes de um objeto no mesmo plano. A representação do mundo passava a não ter nenhum compromisso com a aparência real das coisas. 
 
Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas. 
 
O pintor cubista tenta representar os objetos em três dimensões, numa superfície plana, sob formas geométricas, com o predomínio de linhas retas. Não representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. Representa-os como se movimentassem em torno deles, vendo-os sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendo todos os planos e volumes.


Evolução do movimento 

  • Fase analítica ou hermética - 1909 a 1912 caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus elementos. Decompondo a obra em partes, o artista regista todos os seus elementos em planos sucessivos e sobrepostos, procurando a visão total da figura, examinado-a em todos os ângulos no mesmo instante, através da fragmentação dela. Essa fragmentação dos seres foi tão grande, que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas. A cor se reduz aos tons de castanho, cinza e bege.
  • Cubismo Sintético - 1911 reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. Basicamente, essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. Também chamado de Colagem porque introduz letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas. Essa inovação pode ser explicada pela intenção dos artistas em criar efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis. 
 
Desta última fase decorrem dois movimentos:

Principais características 

Geometrização das formas e volumes; Renúncia à perspectiva; O claro-escuro perde sua função; Representação do volume colorido sobre superfícies planas; Sensação de pintura escultórica; Cores austeras, do branco ao negro passando pelo cinza, por um ocre apagado ou um castanho suave. Cores fechadas.

Cubistas e artistas com obras cubistas 

Artes plásticas:

Literatura e poesia:

Com influência cubista (uso de técnicas)


Newspaper and Fruit Dish, Juan Gris, 1916

 
"Ler um livro é para o bom leitor conhecer a pessoa e o modo de pensar de alguém que lhe é estranho. É procurar compreendê-lo e, sempre que possível, fazer dele um amigo. - Hermann Hesse
 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

"Veio ter comigo hoje a Poesia" - Poema de Vergílio Ferreira


Juan Gris, The Open Book, 1925, Museum of Fine Arts Bern


Veio ter comigo hoje a Poesia 


Há quantos anos? Desde a juventude.
Veio num raio de sol, num murmúrio de vento.
E a ilusão que me trouxe de uma antiga alegria
reinventou-me a antiga plenitude
que já não invento.

Fazia-lhe outrora poemas verdadeiros
em fornicações rápidas de galo.
Hoje não sou eu nunca por inteiro
e há sempre no que faço um intervalo.

Estamos ambos tão velhos — que vens fazer?
— a cama entre nós da nossa antiga função.
Nublado o olhar só de a ver.
E tomo-lhe em silêncio a mão. 
 in «Conta-Corrente 1» 
 

Juan Gris 

Juan Gris, pseudónimo de Juan José Victoriano González (Madrid, 23 de março de 1887 - Boulogne-Sur-Seine, 11 de maio de 1927), foi um dos mais famosos e versáteis pintores e escultores cubistas espanhóis.
Apesar de ter falecido jovem, Juan Gris representa o expoente máximo do cubismo sintético
Iniciou a sua formação ingressando na Real Academia de Belas-Artes de São Fernando. Após este período tornou-se aluno do pintor José Moreno Carbonero, começando também a ilustrar algumas revistas modernistas de poesia da época. 
No ano de 1906, mudou-se para Paris, a "cidade-luz", centro mundial das artes. Ali conhece artistas como Guillaume Apollinaire, André Salmon, Max Jacob e, o que mais o marcou e influenciou, Pablo Picasso. Através deste último, conhece também Georges Braque
Em 1911, apresentou suas primeiras obras cubistas, que, pela vontade de geometrização das formas patenteada, pela multiplicação dos pontos de vista e pela incorporação de elementos tipográficos, se distanciaram tanto do estilo de Picasso como do de Braque. 
Em 1912, passou, finalmente, a integrar o movimento cubista, tornando-se assim, conhecido em todo o mundo. Celebrou também, a sua primeira exposição individual, realizada na Galeria Sagot. 
A partir de 1912, Juan Gris interessou-se pela técnica da colagem, que lhe permitiu criar um jogo de ambigüidades entre o que é real e o que é pintado e, desse modo, entre o verdadeiro e o falso. A este período criativo pertencem naturezas-mortas como Copos e Jornal (1914), O Pequeno-Almoço (1915), Jarra e Copo (1916), A Garrafa de Vinho (1918) e Garrafa e Fruteira (1919). 
É evidente sua tendência à simplificação, tanto no número de objetos representados como nos aspectos envolvidos. Em sua evolução, o artista escolheu partir cada vez mais das formas geométricas mais simples para construir os objetos que pintaria, numa procura das estruturas mais elementares, enquanto seu cromatismo manteve uma luminosidade abstrata. O Livro de Música, 1922, e A Guitarra Frente ao Mar, 1925, são dois de seus últimos trabalhos mais destacados.
Continuou a expor nas melhores galerias de arte, até 1927, ano em que faleceu, com 40 anos de idade. 


Self-portrait, Juan Gris, 1912

Three Lamps, Juan Gris, 1910

Bottles and Knife, Juan Gris, 1911

Man in the Cafe, Juan Gris, 1912

Guitar and Pipe, Juan Gris, 1913

Pears and grapes on a table, Juan Gris, 1913

Landscape at Ceret, Juan Gris, 1913

Landscape with Houses at Ceret, Juan Gris, 1913

Violin and Checkerboard, Juan Gris, 1913

Glass of Beer and Playing Cards, Juan Gris, 1913

A man in a cafe, Juan Gris, 1914

The Breakfast, Juan Gris, 1915

Portrait of Josette Gris, Juan Gris, 1916

The Guitar, Juan Gris, 1918

Harlequin with Guitar, Juan Gris, 1919

Still Life with Fruit Dish and Mandolin, Juan Gris, 1919

The Open Window, Juan Gris, 1921

Le Canigou, Juan Gris, 1921
 
The Painter's Window, Juan Gris, 1925

Woman with a Basket, Juan Gris, 1927
 

"O aspeto mais triste da vida de hoje é que a ciência ganha em conhecimento mais rapidamente que a sociedade em sabedoria." - Isaac Asimov


Isaac Asimov em 1965

Isaac Asimov (Isaak Yudovich Ozimov); Petrovichi, c. 2 de janeiro de 1920 — Nova Iorque, 6 de abril de 1992), foi um escritor e bioquímico estadunidense, nascido na Rússia, autor de obras de ficção científica e divulgação científica
A obra mais famosa de Asimov é a série da Fundação, também conhecida como Trilogia da Fundação, que faz parte da série do Império Galáctico e que logo combinou com sua outra grande série dos Robots. 
Também escreveu obras de mistério e fantasia, assim como uma grande quantidade de não-ficção. No total, escreveu ou editou mais de 500 volumes, aproximadamente 90 000 cartas ou postais, e tem obras em cada categoria importante do sistema de classificação bibliográfica de Dewey, exceto em filosofia.
Asimov foi reconhecido como mestre do género da ficção científica e, junto com Robert A. Heinlein e Arthur C. Clarke, foi considerado em vida como um dos "Três Grandes" escritores da ficção científica.
Asimov foi membro e vice-presidente por muito tempo da Mensa, ainda que com falta: ele os descrevia como "intelectualmente combalidos". Exercia, com mais frequência e assiduidade, a presidência da American Humanist Association (Associação Humanista Americana).
Em 1981, um asteróide recebeu seu nome em sua homenagem, o 5020 Asimov. O robô humanóide "ASIMO" da Honda, também pode ser considerada uma homenagem indireta a Asimov, pois o nome do robô significa, em inglês, Advanced Step in Innovative Mobility, além de também significar, em japonês, "também com pernas" (ashi mo), em um trocadilho linguístico em relação à propriedade inovadora de movimentação deste robô.


Isaac Asimov


"Apenas uma guerra é permitida à espécie humana: a guerra contra a extinção." - Isaac Asimov