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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

"Somos todos casos excepcionais" - Texto de Albert Camus


Vincent Desiderio, Exodus, 2013


Somos todos casos excepcionais 

 
«Somos todos casos excepcionais. Todos queremos apelar de qualquer coisa! Cada qual exige ser inocente, a todo o custo, mesmo que para isso seja preciso inculpar o género humano e o céu. Contentaremos mediocremente um homem, se lhe dermos parabéns pelos esforços graças aos quais se tornou inteligente ou generoso. Pelo contrário, ele rejubilará, se se admirar a sua generosidade natural. Inversamente, se dissermos a um criminoso que o seu crime nada tem com a sua natureza, nem com o seu carácter, mas com infelizes circunstâncias, ele ficar-nos-à violentamente reconhecido. Durante a defesa, escolherá mesmo este momento para chorar. No entanto, não há mérito nenhum em ser-se honesto, nem inteligente, de nascença! Como se não é certamente mais responsável em ser-se criminoso por natureza que em sê-lo devido às circunstâncias. Mas estes patifes querem a absolvição, isto é, a irresponsabilidade, e tiram, sem vergonha, justificações da natureza ou desculpas das circunstâncias, mesmo que sejam contraditórias. O essencial é que sejam inocentes, que as suas virtudes, pela graça do nascimento, não possam ser postas em dúvida, e que os seus crimes, nascidos de uma infelicidade passageira, nunca sejam senão provisórios. Já lhe disse, trata-se de escapar ao julgamento. Como é difícil escapar e melindroso fazer, ao mesmo tempo, com que se admire e desculpe a própria natureza, todos procuram ser ricos. Porquê? Já o perguntou a si mesmo? Por causa do poder, certamente. Mas sobretudo porque a riqueza nos livra do julgamento imediato, nos retira da turba do metropolitano para nos fechar numa carroçaria niquelada, nos isola em vastos parques guardados, em carruagens-cama, em camarotes de luxo. A riqueza, caro amigo, não é ainda a absolvição, mas a pena suspensa, sempre fácil de conseguir...»

Albert Camus, in 'A Queda'


Albert Camus


Albert Camus (Mondovi, 7 de novembro de 1913 — Villeblevin, 4 de janeiro de 1960) foi um escritor, romancista, ensaísta, dramaturgo e filósofo francês nascido na Argélia. Foi também jornalista militante engajado na Resistência Francesa e nas discussões morais do pós-guerra.

Na sua terra natal viveu sob o signo da guerra, fome e miséria, elementos que, aliados ao sol, formam alguns dos pilares que orientaram o desenvolvimento do pensamento do escritor franco-argelino. De pai francês e mãe de origem espanhola, cedo Camus conheceu o gosto amargo da morte. Seu pai morreu em 1914, na Batalha do Marne durante a Primeira Guerra Mundial. Sua mãe então foi obrigada a mudar-se para Argel, para a casa de sua avó materna, no famoso bairro operário de Belcourt, onde anos mais tarde, durante a guerra de descolonização da Argélia houve um massacre de árabes. 

O período de sua infância, apesar de extremamente pobre é marcada por uma felicidade ligada à natureza, que ele volta a narrar em O Avesso e o Direito, mas também em toda a sua obra. Na casa, moravam além do próprio Camus, seu irmão que era um pouco mais velho, sua mãe, sua avó e um tio um pouco surdo, que era tanoeiro (Tanoeiro ou toneleiro é um artesão dedicado ao fabrico de barris, pipas ou tonéis para embalar, conservar e transportar mercadorias, principalmente líquidos. Os barris podem ser feitos de madeira (carvalho, castanho, mogno, acácio ou eucalipto), profissão que Camus teria seguido se não fosse pelo apoio de um professor da escola primária Louis Germain, que viu naquele pequeno pied-noir um futuro promissor. A princípio, sua família não via com bons olhos o fato de Albert Camus seguir para a escola secundária, sendo pobre, e o próprio Camus diz que tomar essa decisão foi difícil para ele, pois sabia que a família precisava da renda do seu trabalho e, portanto, ele deveria ter uma profissão que logo trouxesse frutos - como a profissão do seu tio. No fundo, Camus também gostava do ambiente da oficina onde o tio trabalhava. Há um conto escrito por ele que tem como cenário a oficina, e no qual a camaradagem entre os trabalhadores é exaltada. 

Sua mãe trabalhava lavando roupa para fora, a fim de ajudar no sustento da casa. Durante o segundo grau, ele quase abandonou os estudos devido aos problemas financeiros da família. Foi neste ponto que um outro professor foi fundamental para que o ganhador do prémio Nobel de 1957 seguisse estudando e se graduasse em filosofia: Jean Grenier. Tanto Grenier quanto o velho mestre Germain serão lembrados, posteriormente, pelo escritor. 

Seu primeiro livro "O Avesso e o Direito" assim como "Bodas em Tipasa" foram publicados quando ele ainda residia na Argélia. Mas durante o tempo da ocupação além de trabalhar em jornais e editar o jornal clandestino, Camus se dedicou a outra de suas paixões: o Teatro. Ele já havia participado de um grupo de teatro ligado ao partido comunista quando ainda morava na Argélia, e ao sair do partido comunista montou um outro grupo que apresentava peças clássicas de teatro aos trabalhadores. 

Conhece Sartre em 1942 e tornam-se bons amigos no tempo de pós-guerra. Conheceram-se devido ao livro "O Estrangeiro" sobre o qual Sartre escreveu elogiosamente, dizendo que o autor seria uma pessoa que ele gostaria de conhecer. Um dia em uma festa em que os dois estavam, Camus se apresentou a Sartre, dizendo-se o autor do livro. A amizade durou até 1952, quando a publicação de "O Homem Revoltado" provocou um desentendimento público entre Sartre e Camus. 

Camus morreu em 1960 vítima de um acidente de automóvel. Em sua maleta estava contido o manuscrito de "O Primeiro Homem", um romance autobiográfico. Por uma ironia do destino, nas notas ao texto ele escreve que aquele romance deveria terminar inacabado. Ao receber a notícia da morte de seu filho, Catherine Hélène Camus apenas pode dizer: "Jovem demais." Coincidentemente ela também morreu no mesmo ano que seu filho: 1960.


Vincent Desiderio, Cockaigne, 1993-2003, Óleo sobre tela, 112 x 153 


"Qualquer um pode tomar o leme quando o mar está calmo."

(Públio Siro)

Públio Siro (85 a.C. - 43 a.C.) foi um escritor latino da Roma antiga. Era nativo na Síria e foi feito escravo e enviado para a Itália, mas graças ao seu talento, ganhou o favor de seu senhor, que o libertou e o educou.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

"Na Aldeia" - Poema de Gonçalves Crespo



Giuseppe De Nittis
, Breakfast in the Garden, 1883, Barletta De Nittis Art Gallery.
 


Na Aldeia

A Cristóvão Aires

Duas horas da tarde. Um sol ardente
Nos colmos dardejando, e nos eirados.
Sobreleva aos sussurros abafados
O grito das bigornas estridente.

A taberna é vazia; mansamente
Treme o loureiro nos umbrais pintados;
Zumbem à porta insetos variegados,
Envolvidos do sol na luz tremente.

Fia à soleira uma velhinha: o filho
No céu mal acordou da aurora o brilho
Saiu para os cansaços da lavoura.

A nora lava na ribeira, e os netos
Ao longe correm seminus, inquietos,
No mar ondeante da seara loura.


Gonçalves Crespo, in 'Nocturnos'

 
 
Gonçalves Crespo
(1846-1883)


Poeta, tradutor e deputado, considerado o iniciador do Parnasianismo português, António Cândido Gonçalves Crespo nasceu no Rio de Janeiro, filho de mãe mestiça, vindo para Portugal aos catorze anos, por razões de saúde.
Depois de estudar no Porto, cidade onde o seu pai exercia a magistratura judicial, ingressa na Universidade de Coimbra, formando-se em Direito em 1875.
Colabora na revista A Folha (1868-1873), de João Penha, órgão do Parnasianismo português, mas também em muitos outros jornais e revistas como a República das Letras (1875), A Renascença (1878-1881), Artes e Letras (1872-1875), Ocidente (1878-1891) e O Cenáculo (1875).
Em Lisboa, frequenta o salão literário da poetisa Maria Amália Vaz de Carvalho (1847-1921), com quem virá a casar.
Os seus dois volumes de poesias, Miniaturas e Noturnos, publicados em 1871 e 1882, revelam influências variadas, que vão de Gautier a Leconte de Lisle, de Verlaine a Mallarmé, passando por Baudelaire. 

Gonçalves Crespo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-07-17].


 

Parnasianismo

Corrente literária surgida em França, com a publicação em 1866 da revista Parnasse Contemporain, que se propunha valorizar a componente estética da poesia (o chamado ideal de arte pela arte) e reagir contra o sentimentalismo da poesia romântica, e cujos principais representantes foram Théophile Gautier, Leconte de Lisle e Théodore Banville.

Em Portugal, podemos relacionar com o Parnasianismo um grupo de poetas aglutinados em torno da revista A Folha, publicada entre 1868 e 1873, dos quais se destacaram João Penha (1838-1919), diretor desse órgão, António Feijó (1859-1917) e Gonçalves Crespo (1846-1883), havendo, contudo, laivos de Parnasianismo em muitos outros poetas como Gomes Leal (1848-1921) e Cesário Verde (1855-1886). 
Os parnasianos propunham uma poesia descritiva, pictural, plástica, com uma versificação perfeita e musical.

Parnasianismo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-07-18


Galeria de Giuseppe de Nittis
Giuseppe De Nittis, Self-Portrait, 1884


Giuseppe de Nittis, Siesta


Giuseppe de Nittis, Rue de Paris with Carriages 


Giuseppe de Nittis, Woman on the Beach


Giuseppe de Nittis, Poplars


Giuseppe de Nittis, Siesta


Giuseppe de Nittis, Westminster, 1878


“Quando o acusador é também o juiz triunfa a força, não o direito”.

Públio Siro
 (85a.C. - 43a.C.),
 escritor latino da Roma antiga

quinta-feira, 17 de julho de 2014

"O Amolecimento pela Sociedade de Consumo" - Texto de Urbano Tavares Rodrigues


Giuseppe De Nittis (1846 –1884, pintor italiano), Place des Pyramides (1876)


O Amolecimento pela Sociedade de Consumo


"Nos países subdesenvolvidos, a arte (literatura, pintura, escultura) entra quase sempre em conflito com as classes possidentes, com o poder instituído, com as normas de vida estabelecidas. Em revolta aberta, o artista, originário por via de regra da média e da pequena burguesia ou mais raramente das classes proletárias, contesta o statu quo, propõe soluções revolucionárias ou, quando estas não podem sequer divisar-se, limita-se a derruir (ou a tentar fazê-lo pela crítica, violenta ou irónica) o baluarte dos preconceitos, das defesas que os beneficiários do sistema de produção ergueram contra as aspirações da maioria. Nas sociedades industriais mais adiantadas, o artista pode permanecer numa atitude idêntica de inconformismo; porém, os resultados da sua actividade de criação e reflexão tornam-se matéria vendável e, nalguns casos, matéria integrável. O consumo do objecto artístico, seja ele o livro, o quadro ou o disco, quando feito sob uma tutela de opinião, que os meios de comunicação de massa, em escala larguíssima , exercem, torna-se, senão totalmente inócuo, pelo menos parcialmente esvaziado do seu conteúdo crítico. Despotencializa-se. Amolece. É o que se verifica, por exemplo, em boa parte, nos Estados Unidos. A ideologia repressiva da liberdade no mundo capitalista monopolista torna-se tanto mais perigosa quanto absorve, ou procura absorver, as próprias formas políticas de exercício das liberdades ditas essenciais, quando aceita no seu seio o escritor, acusador iconoclasta por natureza, recuperando-o em banho asséptico, limando-lhe os dentes. Mas, entendamo-nos, nem sempre o artista se dá conta dessa operação, até porque nem sempre, de facto, é ele próprio o paciente da operação que lhe reduz a perigosidade, senão que o é, sim, a sua obra, a qual, pelo poder diminutivo de uma dada comercialização, se rectifica. "

Urbano Tavares Rodrigues, in "Ensaios de Escreviver" 
 
 
Urbano Tavares Rodrigues (1923-2013)
 
 
Ficcionista e ensaísta, nascido em 1923, formado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa Urbano Augusto Tavares Rodrigues foi leitor de Português nas universidades francesas de Montpellier e Sorbonne e, entre 1949 e 1955, foi professor nas áreas de Língua, Literatura e Cultura Portuguesas em Montpellier, Aix-en-Provence e Paris (Sorbonne). 
De regresso a Portugal, em 1955, foi nomeado assistente da Faculdade de Letras de Lisboa, cargo que seria obrigado a abandonar, desenvolvendo, entre meados dos anos 60 e até à Revolução de abril, uma intensa atividade como tradutor e como jornalista em periódicos como o Diário de Notícias.
 Em 1974, seria convidado a reintegrar os quadros da Faculdade de Letras de Lisboa, onde exerceu a atividade docente até 1993. A sua vivência durante o regime salazarista foi marcada por sucessivos envolvimentos em ações de resistência (integrou atos de rebelião estudantil; apoiou a candidatura do general Humberto Delgado à Presidência da República, em 1958; filiou-se, em 1969, no Partido Comunista Português; efetuou viagens clandestinas à Checoslováquia e a Cuba), mercê das quais foi por diversas vezes detido, viu algumas obras apreendidas e foi proibido de lecionar. 
No período pós-revolucionário, participou ativamente na vida política nacional, tendo integrado as listas do PCP nas eleições legislativas de 1975. Colaborou em publicações periódicas como Colóquio, Gazeta Musical e de Todas as Artes, Vértice, JL, tendo sido codiretor de Europa e integrado o corpo redatorial de Letras e Artes e de O Século. Foi diretor da extinta Sociedade Portuguesa de Autores e, em 1980, nomeado presidente da Associação Portuguesa de Escritores, tendo ainda integrado vários júris de prémios literários. 
No domínio do ensaio, em publicações ou como conferencista, destacam-se como temas de preferência as relações literárias luso-francesas e estudos capitais sobre autores como Manuel Teixeira Gomes, sobre quem redigiu a sua tese de licenciatura (sob orientação de Jacinto do Prado Coelho), e sobre quem defenderia a tese de doutoramento: Manuel Teixeira-Gomes - O Discurso do Desejo.
 A sua obra literária foi várias vezes distinguida, tendo recebido o Prémio Ricardo Malheiros para Uma Pedra no Charco, em 1958; o Prémio da Imprensa Cultural, em 1966, para Imitação da Felicidade; o Prémio Aquilino Ribeiro da Academia de Ciências para Fuga Imóvel, em 1982; o Prémio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários, em 1987, para Vaga de Calor; o Prémio Fernando Namora para Violeta e a Noite, em 1991; e o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, da Associação Portuguesa de Escritores, para A Estação Dourada
Como ficcionista, o escritor, que viveu em França durante a primeira metade dos anos 50, inscreve-se numa segunda geração neorrealista que, repensando o legado marxista, à luz do existencialismo e de um pessimismo com determinações históricas internacionais, no período do pós-guerra, e, mais concretamente, em Portugal, num período de reforço dos mecanismos de repressão fascista, irá sendo permeável a uma intrusão da imaginação e do irreal no registo socialmente datado. 
Em entrevista inserta no número de Letras e Letras que lhe é consagrado, confessa ter sempre oscilado entre "o realismo e o fantástico": "a pressão da realidade envolvente, que era política e socialmente sórdida, empurrava-me com frequência, com o imperativo das grandes obrigações morais, para o testemunho, mas nunca esse testemunho-denúncia, tão marcado, parece-me, em Uma Pedrada no Charco ou em Os Insubmissos, se alheou da experimentação estética ou da infinita curiosidade pelos recessos e pelas contradições da alma humana. Por tudo isso nunca tive propriamente escola. Sinto-me devedor do simbolismo. Do realismo e naturalmente do neorrealismo, mas também do surrealismo, que desde o início terá deixado sedimentos no meu estilo." (Cf. entrevista conduzida por José Manuel Mendes a Urbano Tavares Rodrigues, in Letras e Letras, n.º 18, 5 de junho de 1989.)
Em fevereiro de 2002 recebeu o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores.
Urbano Tavares Rodrigues foi casado com a também escritora Maria Judite de Carvalho.

Urbano Tavares Rodrigues. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-07-17].
 

Giuseppe De Nittis, Self-portrait 
 

"Nenhum homem de bem se torna rico de repente." 
 
Públio Siro 
Roma Antiga
-85 // -43 
Escritor, Poeta 
 
 
Giuseppe De Nittis, The Victoria Embankment, London, 1875 
 

domingo, 12 de janeiro de 2014

"Menino e Moço" - Poema de António Nobre


 
Fritz Zuber-Buhler (Suíça, 1822 – França, 1896), Distant Thoughts



Menino e Moço


Tombou da haste a flor da minha infância alada,
Murchou na jarra de oiro o púdico jasmim:
Voou aos altos Céus a pomba enamorada 
Que dantes estendia as asas sobre mim.

Julguei que fosse eterna a luz dessa alvorada 
E que era sempre dia, e nunca tinha fim 
Essa visão de luar que vivia encantada, 
Num castelo de prata embutido a marfim!

Mas, hoje, as pombas de oiro, aves da minha infância, 
Que me enchiam de Lua o coração, outrora 
Partiram e no Céu evolam-se, a distância! 

Debalde clamo e choro, erguendo aos Céus meus ais: 
Voltam na asa do Vento os ais que a alma chora, 
Elas, porém, Senhor! elas não voltam mais... 


António Nobre, in 'Só'


Fritz Zuber-Buhler, Daydreaming


Fritz Zuber-Buhler, Poesie


Fritz Zuber-Buhler, Young Girl By The Lake


Fritz Zuber-Buhler, Portrait of a Young Girl 


Fritz Zuber-Buhler, The Flower Gatherer


Fritz Zuber-Buhler, Jeune fille au bouquet de fleurs des champs


Fritz Zuber-Buhler, A Young Beauty Holding a Bouquet of Flowers


Fritz Zuber-Buhler, Innocence


Fritz Zuber-Buhler, Admiration


Fritz Zuber-Buhler, The Lesson


Fritz Zuber-Buhler, The Granary Loft – Kittens


Fritz Zuber-Buhler, The First Cherries


Fritz Zuber-Buhler, Dressing Up


Fritz Zuber-Buhler, A Young Girl With A Bichon Frise 



Fritz Zuber-Buhler, A Little Rouge 


Fritz Zuber-Buhler, Girl With Wreath 


Fritz Zuber-Buhler, Penitence


Fritz Zuber-Buhler, Young Girl Holding A Doll


Fritz Zuber-Buhler, Girl Feeding Her Doll


Fritz Zuber-Buhler, Birth of Venus


Fritz Zuber-Buhler, nasceu em 1822, em Le Locle, Suiça, mas mudou-se para Paris, à busca de projeção artística, com a idade de dezasseis anos. Morreu em 23 de novembro de 1896, em Paris. 

Zuber-Buhler começou sua aprendizagem com Louis-Aimé Grosclaude antes de entrar oficialmente na “École des Beaux-Arts” e no ateliê de François-Édouard Picot, que seguiu a mesma linhagem de artistas contemporâneos, treinados no estilo e na tradição académica como Léon Perrault, Bouguereau, e Alexandre Cabane.

Aos dezanove anos Zuber-Buhler deixou Paris para viajar e estudar na Itália. Esteve ausente por um período de cinco anos. Entretanto, consta que ele estudou também na Berlin Academy entre 1843 e 1844. Zuber-Buhler deve ter despendido algum tempo em Itália antes de assumir esses estudos na Alemanha, enriquecendo sua Arte com experiências dentro e fora do ambiente do estúdio. Depois de trabalhar e estudar em Paris, Itália, e talvez Berlim, ele voltou a Paris para consolidar sua carreira como artista. 

Zuber-Buhler começou exibindo seus quadros no "Salon" anual, estreando em 1850 com The Childhood of Bacchus, The Madonna and the Child Jesus, Portrait of Madame Marquise e com Dust Returns to Dust and the Spirit Rises up to the God who Gave it. Dentro da sua obra começou a exibir desenhos, composições a pastel e aquarelas, que eram também apresentadas nos "Salons". Em 1867 ele expôs nos Estados Unidos, na  Pennsylvania Academy of the Fine Arts, exibindo The Pet Kitten, participando também da exposição de 1877, na qual recebeu um prémio. 

Seu interesse era realizar encomendas de retratos e trabalhos com temas mitológicos e religiosos. As pinturas inspiradas nesses temas foram da maior expressão nos "Salons" anuais e dignas da maior admiração. Zuber-Buhler continuou a apresentar-se no "Salon" até 1891. Seus trabalhos encontram-se hoje em museus em Bern, Le Locle e Neuchatel, na Suiça, e em Montpellier, na França.


Fritz Zuber-Buhler, The Cherry Thieves


"Não há uma felicidade tal, que te sintas sempre satisfeito."
 
Públio Siro  
Roma Antiga
-85 // -43
Poeta