
Paul Signac (French Neo-Impressionist painter, 1863–1935),
'Capo di Noli', 1898, oil on canvas, 93.5 × 75 cm,
Wallraf–Richartz Museum, Cologne.
Ah, abram-me outra realidade!
Ah, abram-me outra realidade!
Quero ter, como Blake, a contiguidade dos anjos
E ter visões por almoço.
Quero encontrar as fadas na rua!
Quero desimaginar-me deste mundo feito com garras,
Desta civilização feita com pregos.
Quero viver como uma bandeira à brisa,
Símbolo de qualquer coisa no alto de uma coisa qualquer!
Depois encerrem-me onde queiram.
Meu coração verdadeiro continuará velando
Pano brasonado a esfinges,
No alto do mastro das visões
Aos quatro ventos do Mistério.
O Norte — o que todos querem
O Sul — o que todos desejam
O Este — de onde tudo vem
O Oeste — aonde tudo finda
— Os quatro ventos do místico ar da civilização
— Os quatro modos de não ter razão, e de entender o mundo.
04-04-1929
Álvaro de Campos, in 'Livro de Versos' - Fernando Pessoa.
(Edição crítica. Introdução, transcrição, organização e notas de Teresa Rita Lopes.)
Lisboa: Estampa, 1993. - 99.

Paul Signac (French Neo-Impressionist painter, 1863–1935),
'Portrait of Félix Fénéon' (French art critic, gallery director, writer
and anarchist, 1861–1944), 1890, Museum of Modern Art.
Neoimpressionismo
O Neoimpressionismo foi um movimento artístico do final do século XIX, iniciado pelo pintor francês Georges Seurat (1859–1891), que, retomando a atenção dada pelo impressionismo ao tratamento da luz e da cor, introduziu novas técnicas e conceitos, como o Pontilhismo ou o Divisionismo. (daqui)
Pós-impressionismo
O Pós-impressionismo foi um movimento artístico que, entre o final do século XIX e o início do século XX, procurou superar o Impressionismo, contribuindo para o despontar de diferentes vanguardas como o Expressionismo, o Fauvismo, o Cubismo, etc. (daqui)
O movimento pós-impressionista surgiu como uma intelectualização do Impressionismo, entendido pelos artistas que o integraram como um método empírico de perceção da realidade. O pintor Georges Seurat (1859–1891) foi considerado o principal teorizador deste movimento e o primeiro a desenvolver a técnica do pontilhismo. Através da sua "pintura ótica", Seurat apresentou os fundamentos desta nova técnica, posteriormente seguida por outros pintores como Paul Signac (1863–1935).
Ao contrário dos impressionistas que aplicavam e misturavam a tinta sobre a paleta, Seurat colocava-a diretamente sobre a tela em pequenos pontos de concentração variável, correspondentes às cores do objeto visto de perto. Por sua vez, estes pontos eram compostos na retina, através de um processo de mistura ótica. Um maior efeito lumínico e cromático era desta forma conseguido, pelo contraste simultâneo. Dando forma e expressão às formulações no campo da teoria da cor, Seurat tentou racionalizar as sensações causadas pela pintura. Na obra 'Grande Jatte', realizada entre 1884 e 1885, concretiza os fundamentos da sua estética e pesquisa pictórica.
Os seus contemporâneos Vincent van Gogh (1853–1890) e Paul Gauguin (1848–1903) contribuíram igualmente para a definição de uma pintura baseada na simbologia codificada da cor, como meio de expressão de sentimentos e tensões.
Paul Cézanne (1839–1906) desenvolve uma representação objetiva, menos emotiva, que se revela tendência para a geometrização dos elementos formais da composição. (daqui)

Paul Signac, 'In the Time of Harmony: the Golden Age is not in the Past, it is in the Future'
('Au temps d'harmonie'), 1893–95, oil on canvas, 310 x 410 cm.


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