Thomas Mann
Escritor de língua alemã, Thomas Mann nasceu em Lübeck, em 1875, numa família burguesa opulenta, domiciliada naquela cidade do Schleswig-Holstein. Era irmão do notável escritor
Heinrich Mann e o pai de
Klaus,
Erika,
Golo Mann (aliás Angelus Gottfried Thomas),
Monika,
Elisabeth e
Michael Thomas Mann.
Os desejos de liberdade plena cedo o levaram a manifestar-se em favor do regime republicano e da democracia, dando provas claras desse seu liberalismo no romance
Os Buddenbrook, uma análise psico-realista da burguesia decadente, que publicou em 1901, quando tinha apenas vinte e cinco anos, e que lhe conferiu considerável notoriedade no mundo da literatura. Neste romance aflora já claramente o jogo das antíteses, traço característico das suas análises psicológicas e psicossociais, como burguês e artista, vida e espírito, doença e génio, coletivo e individual, que vieram a tornar-se evidentes nos romances
Tristão (1903),
Tónio Kröger (1903) e
Morte em Veneza (1912).
Tendo sofrido influência da filosofia de Nietzsche (1844-1900) e de Schopenhauer (1788-1860), Thomas Mann revela-se, de modo especial, como romancista de caracteres doentios e decadentes, e passa a ser considerado como mestre do romance psicológico e da novela psicológica.
No romance
Montanha Mágica (1924) faz uma análise exaustiva do tempo que precedeu a 1.a Grande Guerra, numa Europa doente.
No romance
Doutor Fausto (1947) volta-se para o tema da discórdia entre o espírito e a vida e leva a ação a desembocar na catástrofe do herói, em paralelo com a calamidade que pouco antes se abatera sobre o povo alemão.
Nas
Confissões do Intrujão Félix Krull (1954) Thomas Mann expõe a sua velha dúvida relativamente à arte e revela a existência de traços comuns à arte e à intrujice.
Thomas Mann viveu em Munique, com pequenas interrupções de 1893 a 1933; saiu da Alemanha para a Suíça após a subida ao poder de Adolfo Hitler (1889-1945) e transferiu-se da Suíça para os Estados Unidos da América em 1938, passando, em 1944, a ter nacionalidade americana.
Recebeu o
Prémio Nobel da Literatura em 1929 e o
Prémio Goethe em 1949.
Morreu em Kilchberg (Zurique) em 1955, aos oitenta anos.
Thomas Mann é autor de uma obra literária vasta e rica, da qual fazem parte, além das já citadas, as seguintes obras:
O Pequeno Senhor Friedemann (1898);
Florença (1906);
Alteza Real (1909);
Senhor e Cão (1919);
Mário e o Feiticeiro (1930);
Da Próxima Vitória da Democracia (1938);
Carlota em Weimar (1939);
Esta Guerra (1940);
A Alemanha e os Alemães (1947);
O Eleito (1951); A Simplória (1953), entre outras.
Thomas Mann. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-05-06].