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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A arte de Ben Heine: Circulismo Digital


Marilyn Monroe - Circlism Digital by Ben Heine


Elvis Presley -  Circlism Digital by Ben Heine


Lady Gaga - Circlism Digital by Ben Heine


Bob Marley - Circlism Digital by Ben Heine 


Mad Hatter, Johnny Depp - Circlism Digital by Ben Heine


Steve Jobs - Circlism Digital by Ben Heine


Freddie Mercury -  Circlism Digital by Ben Heine  


She is My Mona Lisa - Circlism Digital by Ben Heine


Eminem - Circlism Digital by Ben Heine




Remembering What I Am - Circlism Digital by Ben Heine


Ben Heine, Self-Portrait


 Ben Heine,  Self-Portrait


Ben Heine, nascido em 12 de junho de 1983 em Abidjan, Costa do Marfim, é um artista belga multidisciplinar. Começou como pintor e cartunista político, mas tornou-se mais conhecido em 2011 devido aos seus projetos, "Lápis Vs Câmera" e "Digital Circlism
Ben Heine cria retratos detalhados de celebridades como Marilyn Monroe, Steve Jobs, Eminem, Bob Marley, Elvis Presley, etc., usando milhares de círculos. Essa técnica original que mistura o pontilhismo com a Pop Art chama-se "Digital Circlism" 
Usando o Photoshop CS4, Ben Heine aplica milhares de círculos num fundo preto, até criar um retrato colorido, realista. Cada círculo tem um tom, uma cor e tamanho diferente, o que torna demorada a criação de uma única obra de arte. 
  Para saber mais: benheine.com
 
 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

"Autorretrato" - Poema de Manuel Bandeira



Abel Manta (Pintor e professor português,1888–1982),
'O Violinista René Bohet', 1930


Autorretrato


Provinciano que nunca soube 
Escolher bem uma gravata; 
Pernambucano a quem repugna 
A faca do pernambucano; 
Poeta ruim na arte da prosa 
Envelheceu na infância da arte,
E até mesmo escrevendo crónicas 
Ficou cronista de província; 
Arquiteto falhado, músico 
Falhado (engoliu um dia
Um piano, mas o teclado 
Ficou de fora); sem família, 
Religião ou filosofia;
Mal tendo a inquietação de espírito 
Que vem do sobrenatural,
E em matéria de profissão 
Um tísico profissional.


 
Obras de Abel Manta
Abel Manta, 'Barcos da Nazaré', 1936


Abel Manta, 'Natureza Morta com Safio'


Abel Manta, 'Roque Gameiro', 1935


Abel Manta, 'Aquilino Ribeiro', 1936


Abel Manta, 'As Maçãs ou Retrato da Deolinda e do Júlio'


Abel Manta, 'Vista de Viseu', 1949


Abel Manta, "Silvinha', 1953


Abel Manta, 'Grupo do Consultório ou A Leitura', 1955


Abel Manta, 'Praça Luís de Camões', 1964


Abel Manta, 'Último Autorretrato', 1975


 
Foto de Abel Manta e Clementina Carneiro de Moura, Lisboa, 1973


"A pessoa mais necessária é aquela que o momento presente nos faz encontrar; e a coisa mais importante é fazer-lhe bem. Foi por isso que fomos lançados na vida." - Liev Tolstoi

terça-feira, 10 de julho de 2012

"Perdão se pelos meus olhos" - Poema de Pablo Neruda




Gustave Courbet
(French painter, 1819–1877), 'Seacoast', 1865



Perdão se pelos meus olhos


Perdão se pelos meus olhos não chegou
mais claridade que a espuma marinha,
perdão porque meu espaço
se estende sem amparo
e não termina:

- monótono é meu canto,
minha palavra é um pássaro sombrio,
fauna de pedra e mar, o desconsolo
de um planeta invernal, incorruptível.
Perdão por esta sucessão de água,
da rocha, a espuma, o delírio da maré

- assim é minha solidão -
saltos bruscos de sal contra os muros
de meu ser secreto, de tal maneira
que eu sou uma parte do inverno,
da mesma extensão que se repete
de sino em sino em tantas ondas
e de um silêncio como cabeleira,
silêncio de alga, canto submergido.


Pablo Neruda (1904–1973)


Vida e obra de Gustave Courbet 

Gustave Courbet, c. 1866, por Nadar (1820–1910)
 
 
Gustave Courbet (Ornans, 10 de Junho de 1819 — La Tour-de-Peilz, 31 de Dezembro de 1877) foi um pintor anarquista francês pertencente à escola realista. 
Foi acima de tudo um pintor de paisagens campestres e marítimas onde o romantismo e idealização da altura são substituídos por uma representação da realidade fruto de observação direta. Esta busca da verdade é transposta para a tela em pinceladas espontâneas que não deixam de lado os aspetos menos estéticos do que é observado.
Courbet nasceu numa família de milionários na França. Depois de frequentar um colégio na mesma cidade, começou a ter aulas de pintura e iniciou seus estudos de direito em Paris. 
Finalmente decidiu estudar desenho e pintura por iniciativa própria, copiando os grandes mestres no Louvre, principalmente Hals e Velázquez. Suas primeiras obras foram uma série de auto-retratos. 
Em 1844 expôs pela primeira vez no Salão de Paris e dois anos mais tarde apresentou os quadros Enterro em Ornans e O Ateliê do Artista, que lhe custaram críticas severas e a recusa do Salão de Paris devido aos seus temas demasiadamente prosaicos. Courbet não se deu por vencido e construiu um pavilhão perto do Salão, onde expôs quarenta e quatro de suas obras, que chamou de realista, fundando assim esse movimento.
O público não viu com satisfação essa nova estética das classes trabalhadoras. Courbet, enquanto isso, reunia-se para compartilhar opiniões com seus amigos, entre eles o pintor e notável teórico anarquista Proudhon, o escritor Baudelaire e o irónico caricaturista Daumier.
Já se discutiu muito sobre os motivos que teriam levado Courbet a escolher os trabalhadores como tema. De facto, os homens de seus quadros não expressam nenhuma emoção e mais parecem parte de uma paisagem do que seus personagens. Courbet  manteve-se, nesta etapa realista, muito longe do colorismo romântico, aproximando-se, em compensação, do realismo tenebroso espanhol do barroco, com uma profusão de pretos, ocres e marrons, banhados por uma pátina cinza. Comprova-se isto no seu quadro mais importante, O Ateliê do Artista (1855), em que manifestou sua desaprovação em relação à sociedade.
Por volta de 1850, o realismo de Courbet foi se apagando e deu lugar a uma pintura de formas voluptuosas e conteúdo erótico, de figuras femininas no estilo de Ingres, mas mais descarnadas. A elas seguiu-se uma série de naturezas-mortas, quadros de caça e paisagens marinhas que confirmaram sua capacidade criativa e técnica impecável. 
Por volta de 1870, Courbet foi acusado de ter destruído uma coluna da praça Vendôme, o que levou o pintor a  mudar-se para Viena. Em Paris, suas obras foram rejeitadas, e o ateliê do artista foi leiloado para pagar a restauração da coluna.
 

 
Gustave Courbet, 'Self-Portrait', 'Le Désespéré', 1843–1845
 
 
 
Gustave Courbet, 'Self-Portrait'
 


Gustave Courbet, Marine 'Les Equilleurs'

 
Gustave Courbet, Marine  'Saint Aubin'
 
 
Gustave Courbet, 'The Stormy Sea'
 

Gustave Courbet, 'After the Storm'
 

Gustave Courbet, 'Seascape'
 
 
Gustave Courbet, 'Bonjour Monsieur Courbet'
 
 
Gustave Courbet, 'The Painter's Studio; A Real Allegory'
 
 
'Gustave Courbet, 'A Burial at Ornans'
 
 
Gustave Courbet, 'A Thicket of Deer at the Stream of Plaisir-Fontaine'
 
 
Gustave Courbet, 'Count de Choiseul's Greyhounds'
 
 
Gustave Courbet, 'Château of Chillon'