Abel Manta (Pintor e professor português,1888–1982),
'O Violinista René Bohet', 1930
Autorretrato
Provinciano que nunca soube
Escolher bem uma gravata;
Pernambucano a quem repugna
A faca do pernambucano;
Poeta ruim na arte da prosa
Envelheceu na infância da arte,
E até mesmo escrevendo crónicas
Ficou cronista de província;
Arquiteto falhado, músico
Falhado (engoliu um dia
Um piano, mas o teclado
Ficou de fora); sem família,
Religião ou filosofia;
Mal tendo a inquietação de espírito
Que vem do sobrenatural,
E em matéria de profissão
Um tísico profissional.
Obras de Abel Manta
Abel Manta, 'Barcos da Nazaré', 1936
Abel Manta, 'Natureza Morta com Safio'
Abel Manta, 'Roque Gameiro', 1935
Abel Manta, 'Aquilino Ribeiro', 1936
Abel Manta, 'As Maçãs ou Retrato da Deolinda e do Júlio'
Abel Manta, 'Vista de Viseu', 1949
Abel Manta, "Silvinha', 1953
Abel Manta, 'Grupo do Consultório ou A Leitura', 1955
Abel Manta, 'Praça Luís de Camões', 1964
Abel Manta, 'Último Autorretrato', 1975
Foto de Abel Manta e Clementina Carneiro de Moura, Lisboa, 1973
"A pessoa mais necessária é aquela que o momento presente nos faz encontrar; e a coisa mais importante é fazer-lhe bem. Foi por isso que fomos lançados na vida." - Liev Tolstoi











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