Victor Gabriel Gilbert (French social realist painter, 1847 - 1935),
'In the Park with Grandmother'
Sabedoria Infantil
esta cheia de meandros, meios, caminhos, pântanos, voltas e volteios,
a verdade, enfim, que conhecemos clara
como se vista através de um biombo disfarçando intimidades.
Para falar a verdade
nua, crua, transparente e limpa
nada mais próprio que um sonho de menina.
Carlos Vogt, in Metalurgia,
Companhia das Letras, 1991.

Victor Gabriel Gilbert, 'Time for Lunch'
Infância
Um gosto de amora
comida com sol. A vida
chamava-se «Agora».
Guilherme de Almeida,
in "Os Melhores Poemas de Guilherme de Almeida",
São Paulo, 1993
Guilherme de Almeida (Campinas, SP, 1890 – São Paulo, SP, 1969) viveu uma longa fase da história da poesia brasileira, que se estende do período crepuscular que antecedeu o modernismo ao surgimento e consolidação de movimentos como o concretismo ou a poesia praxis, chocantes à sua sensibilidade educada nos velhos clássicos. Foi mais de meio século de atividade, em que o poeta exibiu um raro virtuosismo e domínio da língua, compondo poemas de sabor camoniano (Camoniana, 1956), recriando a atmosfera de velhos romances populares portugueses (Pequeno Romanceiro, 1957), parodiando a poesia grega clássica (A Frauta que eu Perdi, 1924), cultivando o verso parnasiano, simbolista, modernista (Meu, Raça, Encantamento, todos de 1925), mas sem nunca abandonar a nota romântica, predominante ao longo de toda a sua vasta obra.



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