Ferdinand Georg Waldmüller (Austrian painter and writer, 1793–1865),
"Grandma's Birthday", 1856.
A velhice
O neto:
Vovó, por que não tem dentes?
Por que anda rezando só.
E treme, como os doentes
Quando têm febre, vovó?
Por que é branco o seu cabelo?
Por que se apoia a um bordão?
Vovó, porque, como o gelo,
É tão fria a sua mão?
Por que é tão triste o seu rosto?
Tão trémula a sua voz?
Vovó, qual é seu desgosto?
Por que não ri como nós?
A Avó:
Meu neto, que és meu encanto,
Tu acabas de nascer…
E eu, tenho vivido tanto
Que estou farta de viver!
Os anos, que vão passando,
Vão nos matando sem dó:
Só tu consegues, falando,
Dar-me alegria, tu só!
O teu sorriso, criança,
Cai sobre os martírios meus,
Como um clarão de esperança,
Como uma bênção de Deus!
Olavo Bilac, in Poesias Infantis
Gaetano Bellei (Italian painter, 1857–1922), "The welcome one", 1882
"Uma velhice ditosa é o fruto de uma mocidade regrada."
(Provérbio)

Sem comentários:
Enviar um comentário