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terça-feira, 30 de junho de 2015

"Cena Familiar " - Poema de Affonso Romano de Sant’Anna


Judith Leyster (1609-1660), O Casal Feliz, 1630 
(Museu do Louvre)




Cena Familiar


Densa e doce paz na semiluz da sala. 
Na poltrona, enroscada e absorta, uma filha 
desenha patos e flores. 
Sobre o couro, no chão, a outra viaja silenciosa 
nas artimanhas do espião. 
Ao pé da lareira a mulher se ilumina numa gravura 
flamenga, desenhando, bordando pontos de paz. 
Da mesa as contemplo e anoto a felicidade 
que transborda da moldura do poema. 
A sopa fumegante sobre a mesa, vinhos e queijos, 
relembranças de viagens e a lareira acesa. 
Esta casa na neblina, ancorada entre pinheiros, 
é uma nave iluminada. 
Um oboé de Mozart torna densa a eternidade. 






Serenade por Judith Leyster, 1629 



"Paz e harmonia: eis a verdadeira riqueza de uma família." 





Woman playing a Virginal, de Jan Miense Molenaer
marido da pintora Judith Leyster



"A alegria é a pedra filosofal que tudo converte em ouro."





Jan Miense MolenaerHis Family portrait, 1635.



"Um bom exemplo é o melhor sermão."


(Benjamin Franklin)

quarta-feira, 27 de março de 2013

"A Rosa" - Poema de Manuel Maria Barbosa du Bocage


Ferdinand Georg Waldmüller - Rosas, 1843



A Rosa


Tu, flor de Vénus, 
Corada Rosa, 
Leda, fragrante, 
Pura, mimosa, 

Tu, que envergonhas 
As outras flores, 
Tens menos graça 
Que os meus amores. 

Tanto ao diurno 
Sol coruscante 
Cede a nocturna 
Lua inconstante, 

Quanto a Marília 
Té na pureza 
Tu, que és o mimo 
Da Natureza. 

O buliçoso, 
Cândido Amor 
Pôs-lhe nas faces 
Mais viva cor; 

Tu tens agudos 
Cruéis espinhos, 
Ela suaves 
Brandos carinhos; 

Tu não percebes 
Ternos desejos, 
Em vão Favónio 
Te dá mil beijos. 

Marília bela 
Sente, respira, 
Meus doces versos 
Ouve, e suspira. 

A mãe das flores, 
A Primavera, 
Fica vaidosa 
Quando te gera; 

Porém Marília 
No mago riso 
Traz as delícias 
Do Paraíso. 

Amor que diga 
Qual é mais bela, 
Qual é mais pura, 
Se tu, ou ela; 

Que diga Vénus... 
Ela aí vem... 
Ai! Enganei-me, 
Que é o meu bem. 


Bocage, in 'A Rosa 
(Cançoneta Anacreôntica)'




Manuel Maria Barbosa du Bocage
Portugal
1765 // 1805
Poeta



Ferdinand Georg Waldmüller - Natureza morta - Óleo sobre tela



"Queres viver alegremente? Caminha com dois sacos, um para dares, outro para receberes."

Johann Wolfgang von Goethe



 
Johann Wolfgang von Goethe
Alemanha
1749 // 1832
Escritor, Cientista, Mestre de Poesia, Drama e Novela


Ferdinand Georg Waldmüller - Natureza morta - Óleo sobre tela, 1841 (Kovacek Gallery, Viena)



"A alegria é a pedra filosofal que tudo converte em ouro."

Benjamim Franklin



 
Benjamin Franklin
 Estados Unidos
1706 // 1790
 Escritor, Cientista


Ferdinand Georg Waldmüller - Rosas e castiçal, 1835 - Coleção particular



"A beleza ideal está na simplicidade calma e serena."

Johann Wolfgang von Goethe 



Ferdinand Georg Waldmüller - Frutas, Natureza morta com um papagaio, 1824



"Aos 20 anos, a vontade é soberana; aos 30, o espírito; aos 40, a razão." 

Benjamin Franklin



Ferdinand Georg Waldmüller - Estrada na floresta, com carro de bois - Óleo sobre madeira


"O fracasso quebra as almas pequenas e engrandece as grandes, assim como o vento apaga a vela e atiça o fogo da floresta."

Benjamin Franklin

domingo, 29 de abril de 2012

"Epitáfio para o Século XX" - Poema de Affonso Romano de Sant'Anna






Epitáfio para o Século XX 

1

Aqui jaz um século 
onde houve duas ou três guerras 
mundiais, e milhares 
de outras pequenas, 
e igualmente bestiais.

2

Aqui jaz um século 
onde se acreditou, 
que estar à esquerda 
ou à direita, 
eram questões centrais. 

3

Aqui jaz um século, 
que quase se esvaiu 
na nuvem atómica. 
Salvaram-no o acaso 
e os pacifistas, 
com sua homeopática 
atitude 
-nux-vómica. 

4

Aqui jaz um século 
que um muro dividiu. 
Um século de betão 
armado, canceroso, 
drogado, empestado, 
que enfim sobreviveu 
às bactérias que pariu. 

5

Aqui jaz um século 
que se abismou 
com as estrelas 
nas telas, 
e que o suicídio 
de supernovas 
contemplou. 
Um século filmado, 
que o vento levou. 

6

Aqui jaz um século 
semiótico e despótico, 
que se pensou dialéctico 
e foi patético e aidético. 
Um século que decretou 
a morte de Deus, 
a morte da história, 
a morte do homem, 
em que se pisou na Lua 
e se morreu de fome. 

7

Aqui jaz um século 
que opondo classe a classe 
quase se desclassificou. 
Século cheio de anátemas 
e antenas, sibérias e gestapos 
e ideologias safenas; 
século tecnicolor, 
que tudo transplantou 
e o branco, do negro, 
a custo aproximou. 

8

Aqui jaz um século 
que se deitou no divã. 
Século narciso e esquizo, 
que não pode computar os 
seus neologismos. 
Século vanguardista, 
marxista, guerrilheiro, 
terrorista, freudiano, 
proustiano, joyciano, 
borges-kafkiano. 
Século de utopias e hippies 
que caberiam num chip. 

9

Aqui jaz um século 
que se chamou moderno, 
e olhando presunçoso, 
o passado e o futuro 
julgou-se eterno; 
século que de si 
fez alarde 
e, no entanto 
- já vai tarde. 

10

Foi duro atravessá-lo.
Muitas vezes morri, outras
quis regressar ao 18
ou 16, pular ao 21,
sair daqui
para o lugar nenhum.

11

Tende piedade de nós, ó vós
que em outros tempos nos julgais
da confortável galáxia
em que irónico estais.
Tende piedade de nós
-modernos medievais-
tende piedade como Villon
e Brecht por minha voz
de novo imploram. Piedade
dos que viveram neste século
per seculae seculorum.





Gustav Klimt


"Educar é semear com sabedoria e colher com paciência". 

(Augusto Cury)


Gustav Klimt


"Não há saber mais ou saber menos. Há saberes diferentes". 



Gustav Klimt, Judith-I


"Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre". 

(Paulo Freire) 


Gustav Klimt


"Não se pode falar de educação sem amor". 

(Paulo Freire)


Gustav Klimt


"O vento é o mesmo, mas sua resposta é diferente em cada folha".

(Cecília Meireles) 


Gustav Klimt


“O homem que não lê não tem mais mérito que o homem que não sabe ler.”

(Mark Twain)


Gustav Klimt


"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina" 

(Cora Coralina)


Gustav Klimt


"A tarefa essencial do professor é despertar a alegria de trabalhar e de conhecer". 

(Albert Einstein)


Gustav Klimt


"Amigo, antes da morte vir, nasce de vez para a vida." 

(Manuel da Fonseca) 


Gustav Klimt


"Investir em conhecimentos rende sempre melhores juros."

(Benjamin Franklin)


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

"Retomo ao Ponto de Partida" - Poema de Vergílio Ferreira


Pintura de Gerrit Dou (1613-1675)



Retomo ao Ponto de Partida 


Retomo, pois, ao ponto de partida
como um presente, o ponto de chegada.
Entre um começo e outro não há nada
Excepto o nada da vida vivida.

Desgaste, corrosão do que de novo
em velho se mudou antes de o ser,...


Vergílio Ferreira, 
in 'Conta-Corrente'


Gerrit Dou, Painter in his Studio, 1647



Eu...


Eu não sou eu nem sou o outro, 
Sou qualquer coisa de intermédio: 
Pilar da ponte de tédio 
Que vai de mim para o Outro.


Mário de Sá-Carneiro, in 'Indícios de Oiro' 



Pintura de Gerrit Dou


"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida. Ninguém, exceto tu, só tu. Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o!"


(Friedrich Nietzsche, Filósofo alemão do século XIX, nascido em Röcken, Alemanha)



Gerrit Dou, Still Life with Young Boy blowing Soap Bubbles, c. 1635-36



"O menino que sofre e se indigne diante dos maus tratos infligidos aos animais, será bom e generoso com os homens."

(Benjamin Franklin)



Gerrit Dou, Sleeping Dog, 1650. Oil on panel


"Ao estudar as características e a índole dos animais, e contrastando-as com os traços e disposições do homem encontrei um resultado humilhante para mim."




Samuel Langhorne Clemens (Florida, Missouri, 30 de novembro de 1835 — Redding, Connecticut, 21 de abril de 1910), mais conhecido pelo pseudónimo Mark Twain, foi um escritor e humorista norte-americano. É mais conhecido pelos romances The Adventures of Tom Sawyer (1876) e sua sequência Adventures of Huckleberry Finn (1885), este último frequentemente chamado de "O Maior Romance Americano".
Twain cresceu em Hannibal, Missouri, que mais tarde serviria de inspiração e cenário para Huckleberry Finn e Tom Sawyer. Após laborar como tipógrafo em diversas cidades, ajudou Orion, seu irmão mais velho, na administração de um jornal. Na ocasião, exerceu diferentes funções, como impressor, tipógrafo e colunista. Tornou-se em seguida piloto de barcos a vapor no Rio Mississippi, antes de se dirigir ao oeste para juntar-se a Orion em diligências a serviço do governo. A jornada com o irmão terminou quando Twain decidiu trabalhar como mineiro na extração de prata. Frustrado em mais esse intento, experimentou posteriormente carreira no jornalismo. Enquanto repórter, escreveu o conto humorístico The Celebrated Jumping Frog of Calaveras County, que alcançou imensa popularidade e atraiu para seu autor atenção nacional. Seus diários de viagem, lançados depois, também foram um sucesso. Twain encontrara sua aptidão.
Ele obteve grande êxito como escritor e palestrante. Seu raciocínio perspicaz e suas sátiras incisivas renderam-lhe a admiração de seus pares e o enaltecimento dos críticos, e Twain manteve boas relações com presidentes, artistas, industriais e a realeza europeia. Ele foi laureado como o "maior humorista americano de sua época", sendo definido por William Faulkner como o "pai da literatura americana".


The Beauty of life - from Goro Fujita

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