Mostrar mensagens com a etiqueta Pintores Mexicanos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pintores Mexicanos. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

"Fuga" - Poema de Pedro Homem de Mello

 

 
Pintura de Jesus Helguera
 
 

Fuga 
 
 
O músico procura
Fixar em cada verso
O cântico disperso
Na luz, na água e no vento.

Porém, luz, vento e água
Variam riso e mágoa,
De momento a momento.

E em vão a área dos dedos
Se eleva! Não traduz
Os súbitos segredos
Escondidos no vento,
Nas águas e na luz...
 
 
Pedro Homem de Melo, in "Segredo" 
 
 
 
Galeria de Jesus Helguera  



Jesus Helguera
 
 
"Não se pode ser sábio e amar ao mesmo tempo."
    
(Bob Dylan)
 
 

Jesus Enrique Emilio de la Helguera Espinoza (28 de maio de 1910, Chihuahua, México – 5 de dezembro de 1971, Córdoba, Vera Cruz, México) foi um pintor e ilustrador mexicano, filho de Alvaro García de la Helguera, um imigrante espanhol e de Maria Espinoza Escarzaga. Passou a infância na Cidade do México e mais tarde em Veracruz. Por causa da Revolução Mexicana, sua família deixou o México fixando residência na Espanha, inicialmente em Ciudad Real, depois Madrid, onde estuda na Escola de Artes e Ofícios e, em seguida, na Academia de San Fernando com Marcelino Santamaria, Benedito Manuel e Julio Romero de Torres, entre outros professores.
Com apenas 18 anos, tornou-se professor de artes visuais em Bilbao e trabalhou para revistas como a Estampa.
Casou-se com Julia Gonzalez Llanos, natural de Madrid, que lhe serviu como modelo para muitas de suas pinturas. Tiveram dois filhos.
Forçado a voltar ao estado mexicano de Veracruz, devido à eclosão da Guerra Civil Espanhola e da consequente crise económica, passou a trabalhar na "Cigarrera la Moderna" (uma empresa de tabaco) produzindo calendários. Muitos deles refletem o seu fascínio com a mitologia asteca, o catolicismo e a tão diversa paisagem mexicana. (Daqui)
 
 

sexta-feira, 1 de julho de 2016

"Elogio da Amada" - Poema de Ruy Belo


Frida Kahlo (1907-1954), Tree of Hope, Remain strong, 1946
(Autora de tantas obras fantásticas, quase tão fantásticas como a história da sua vida.
Uma vida cheia de paixão, tragédia, amor, ódio, dor e felicidade.)



Elogio da Amada


Ei-la que vem ubérrima numerosa escolhida 
secreta cheia de pensamentos isenta de cuidados 
Vem sentada na nova primavera 
cercada de sorrisos no regaço lírios 
olhos feitos de sombra de vento e de momento 
alheia a estes dias que eu nunca consigo 
Morde-lhe o tempo na face as raízes do riso 
começa para além dela a ser longe 
A amada é bem a infância que vem ter comigo 
Há pássaros antigos nos límpidos caminhos 
e mortes como antes nunca mais 
Ei-la já que se estende ampla como uma pátria 
no limiar da nossa indiferença 
Os nossos átrios são para os seus pés solitários 
Já todos nós esquecemos a casa dos pais 
ela enche de dias as nossas mãos vazias 
A dor é nela até que deus começa 
eu bem lhe sinto o calcanhar do amor 
Que importa sermos de uma só manhã e não haver em volta 
árvore mais açoitada pelos diversos ventos? 
Que importa partirmos num desmoronar de poentes? 
Mais triste mesmo a vida onde outros passarão 
multiplicando-lhe a ausência que importa 
se onde pomos os pés é primavera? 


Ruy Belo, in "Aquele Grande Rio Eufrates"


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Que é voar? - Poema de Ana Hatherly


Frida Kahlo, Self-portrait with Thorn Necklace and Hummingbird, 
Nikolas Muray Collection 



Que é voar?


Que é voar?
É só subir no ar,
levantar da terra o corpo, os pés?
Isso é que é voar?
Não.

Voar é libertar-me,
é parar no espaço inconsistente
é ser livre, leve, independente
é ter a alma separada de toda a existência
é não viver senão em não-vivência.
E isso é voar?
Não.

Voar é humano
é transitório, momentâneo...
Aquele que voa tem de poisar em algum lugar:
isso é partir
e não voltar. 
 

Ana Hatherly


Frida Kahlo


"Eu pinto autorretratos porque estou muitas vezes sozinha, 
porque eu sou a pessoa que eu conheço melhor."
 
(Frida Kahlo)


Frida Kahlo, What the water gave me, 1938 


“É preciso ter força para rir, relaxar e ser leve. A tragédia é ridícula.”

(Frida Kahlo)


Frida Kahlo, Autorretrato com cabelo solto, 1947


Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón, conhecida por  Frida Kahlo, nascida em Coyoacán  no dia 6 de julho de 1907, na casa de seus pais, conhecida como La Casa Azul  (A Casa Azul),  e falecida em Coyoacán  a 13 de julho de 1954,  foi uma pintora mexicana.
 

Frida Kahlo, com a família, em 1926.
 

Seu pai, Guillermo Kahlo (1871-1941), nasceu Carl Wilhelm Kahlo, em Pforzheim Alemanha, filho de Henriette Kaufmann e Jakob Heinrich Kahlo. A própria Frida afirmava que seu pai era de ascendência judaico-húngara, mas pesquisadores demonstraram que os pais dela não eram judeus, mas luteranos alemães. Guillermo Kahlo chegou ao México em 1891, aos 19 anos de idade, e logo mudou seu nome alemão, Wilhelm, para o equivalente em espanhol, "Guillermo". 
 
A mãe de Frida, Matilde Gonzalez y Calderón, era uma católica devota de origem indígena e espanhola. Os pais de Frida casaram-se logo após a morte da primeira esposa de Guillermo, durante o nascimento do seu segundo filho. Embora o casamento tenha sido muito infeliz, Guillermo e Matilde tiveram quatro filhas, sendo Frida a terceira. 
 

Frida Kahlo, Meu Nascimento
 

Frida tinha duas meio-irmãs mais velhas. Ela ressaltava que cresceu num mundo cheio de mulheres. Durante a maior parte de sua vida, no entanto, Frida manteve-se próxima do pai.


Frida Kahlo is shown at far right, with sister Cristina 
and best friend Isabel Campos. The photo was taken 
by Frida's father, Guillermo Kahlo, in 1919,
when Frida was about 12.


Sua história de vida é dramática. Em 1913, com seis anos, Frida contraiu poliomielite e ficou acamada por nove meses. Foi a primeira de uma série de doenças, acidentes, lesões e operações que sofreu ao longo da vida.
A poliomielite deixou uma lesão na sua perna direita, de onde saiu atrofiada e manca, pelo que ganhou o apelido de Frida pata de palo (ou seja, Frida perna de pau). Passou a usar calças, depois longas e exóticas saias, que se tornaram uma de suas marcas pessoais. 


Retrato de Frida
 
 
Ao contrário de muitos artistas, Frida não começou a pintar cedo. Embora o seu pai tivesse a pintura como um passatempo, Frida não estava particularmente interessada na arte como uma carreira. 
Entre 1922 e 1925 frequenta a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México e assiste a aulas de desenho e modelagem.


Frida Kahlo pintando o retrato de seu pai, 1951.


"Meu pai foi para mim um grande exemplo de ternura, de trabalho... 
e acima de tudo de compreensão de todos os meus problemas.''

(Frida Kahlo)
 

Em 1925, aos 18 anos, aprende a técnica da gravura com Fernando Fernandez. Nessa altura sofreu um grave acidente de viação. O pára-choque de um dos veículos envolvidos perfurou-lhe as costas, atravessou sua pélvis e saiu pela vagina, causando uma grave hemorragia.


Frida Kahlo, A Coluna Partida, 1944
 
 
Frida ficou muitos meses entre a vida e a morte tendo sido operada diversas vezes e obrigada a usar coletes ortopédicos de diversos materiais.
Durante a sua longa convalescença, começou a pintar, usando a caixa de tintas de seu pai e um cavalete adaptado à cama. Pintou algumas telas com coletes de gesso como por exemplo a tela intitulada "A Coluna Partida".

''Não estou doente. Estou partida. Mas me sinto feliz por continuar viva enquanto puder pintar.''

(Frida Kahlo)


Frida Kahlo aos 19 anos


Em 1928, entrou no Partido comunista mexicano e conheceu o muralista Diego Rivera, com quem se casa no ano seguinte.

Frida Kahlo, O Sonho
 

Sob a influência da obra do marido, adotou o emprego de cores amplas e simples, num estilo propositadamente reconhecido como ingénuo. Procurou na sua arte afirmar a identidade nacional mexicana, por isso adotava com muita frequência temas do folclore e da arte popular do México.




Entre 1930 e 1933, Frida passa a maior parte do tempo em Nova Iorque e Detroit, com Diego Rivera. 
 
Entre 1937 e 1939, recebeu Leon Trotski em sua casa de Coyoacán.
 

Frida Kahlo sentada na frente de seu trabalho, 1935
 

Frida Kahlo, Grandparents, My Parents, and I
 (Family Tree), 1936


Self-portrait dedicated to Leon Trotsky, 1937


Em 1938 André Breton qualifica sua obra de surrealista num ensaio que escreveu para a exposição de Kahlo na galeria Julien Levy de Nova Iorque. Não obstante, ela mesma declarou mais tarde: "Pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade."
 

As duas Fridas, 1939


''Origem das duas Fridas. Recordação. Devia ter 6 anos quando vivi intensamente a amizade imaginária com uma menina de minha idade. (...) Não me lembro de sua imagem, nem de sua cor. Porém sei que era alegre e ria muito. Sem sons. Era ágil e dançava como se não tivesse nenhum peso. Eu a seguia em todos os seus movimentos e contava para ela, enquanto ela dançava, meus problemas secretos. Quais? Não me lembro. Porém ela sabia, por minha voz, de todas as minhas coisas...'' - Diário de Kahlo, sobre a tela As Duas Fridas
 

Em 1939 expõe em Paris na galeria Renón et Colle. A partir de 1943 dá aulas na escola La Esmeralda, no D.F. (México). 
Em 1953 a Galeria de Arte Contemporânea desta mesma cidade organiza uma importante exposição em sua honra. Alguns de seus primeiros trabalhos incluem o Autorretrato num vestido de veludo (1926), Retrato de Miguel N. Lira (1927), Retrato de Alicia Galant (1927) e Retrato de minha irmã Cristina (1928).
 

"O casamento de Frida Kahlo" 

Frida Kahlo, Retrato  do casal, 1931 
 (Diego Rivera e Frida) 


Frida Kahlo tinha 22 anos em 1929 quando se casou com Diego Rivera, um casamento tumultuado, visto que ambos tinham temperamentos fortes e casos extraconjugais. Diego aceitava abertamente os relacionamentos de Frida que era bissexual, com mulheres, mesmo sendo casados, mas não aceitava os casos da esposa com homens. 

 


Frida descobre que Rivera mantinha um relacionamento com sua irmã mais nova, Cristina, há muitos anos e num ato de revolta e fúria, ao flagrá-los na cama, corta os seus longos cabelos em frente ao espelho.
 
 
Frida Kahlo pintou o retrato de sua irmã
 Cristina em 1928.


Sua irmã  Cristina teve 6 filhos com Diego e Frida nunca a perdoou. Separa-se do marido e vive novos amores com homens e mulheres. Frida Kahlo, que era bissexual, teve um caso com Leon Trotski.


Frida Kahlo greets Leon Trotsky and his wife Ruth 
and provides safe harbor for the exiled communist leader 
at her blue house in Mexico.
 

Mas a paixão entre Frida e Diego continuava tão forte, que em 1940, unem-se novamente. Contudo, optaram por viver em casas separadas. Frida construiu uma casa igual à dele do lado da que ambos tinham vivido, ligada por uma ponte. Assim, Diego e Frida viviam como marido e mulher, sem morarem juntos de novo, encontrando-se ora na casa dela ora na dele.


Frida Kahlo, Autorretrato de 1943,
"Diego no meu pensamento"


''Diego está na minha urina, na minha boca, no meu coração, na minha loucura, no meu sono,
 nas paisagens, na comida, no metal, na doença, na imaginação.''

(Frida Kahlo)




 
"E o que mais dói, é viver num corpo que é um sepulcro que nos aprisiona,
(segundo Platão) do mesmo modo como a concha aprisiona a ostra.''

(Frida Kahlo)


Hospital Henry Ford, 1932, Aborto


Embora tenha engravidado mais que uma vez, Frida nunca teve filhos, pois o acidente deixou-lhe graves sequelas no útero, impossibilitando-a de levar uma gestação até o final.




''Pintar completou minha vida. Perdi três filhos e uma série de outras coisas, que teriam preenchido minha vida pavorosa. Minha pintura tomou o lugar de tudo isso. Creio que trabalhar é o melhor.'' - Frida Kahlo


Frida Kahlo et ses chiens, Cidade do México, 1948
 

Este segundo casamento foi tão tempestuoso quanto o primeiro, marcado por brigas violentas. Devido à sua vida extremamente dolorosa e infeliz, Frida tentou diversas vezes o suicídio.


"E a sensação nunca mais me deixou, de que meu corpo carrega em si todas as chagas do mundo.'' 

(Frida Kahlo)


Frida Kahlo - Sem Esperança, 1945
 

''Amputaram-me a perna há 6 meses, deram-me séculos de tortura e há momentos em que quase perco a razão. Continuo a querer me matar. O Diego é que me impede de o fazer, pois a minha vaidade faz-me pensar que sentiria a minha falta. Ele disse-me isso e eu acreditei. Mas nunca sofri tanto em toda a minha vida. Vou esperar mais um pouco...'' - Frida Kahlo


Frida Kahlo, Em casa pintando, 1952


''Estive doente durante um ano: 1950-1951. Sete operações na coluna. O Dr. Farill salvou-me. Restituiu-me a alegria de viver. Ainda estou numa cadeira de rodas e não sei quando poderei voltar a andar de novo. Tenho um colete de gesso que, em vez de ser horrivelmente 'maçador', me ajuda a suportar melhor a coluna. Não sinto dores, só um grande cansaço... e, como é natural, por vezes desespero. Um desespero indescritível. No entanto quero viver. Já comecei o pequeno quadro que vou dar ao Dr. Farill e que estou fazendo com todo meu carinho por ele.'' - Frida Kahlo


Apesar do sofrimento, Frida nunca deixou de pintar, recebendo reconhecimento por sua obra.
Em 27 de julho de 1953, Frida tem a perna direita amputada até a altura do joelho. Em seu diário, encontra-se o desenho da perna amputada como uma coluna rodeada de espinhos, com a legenda: ''Piés para qué los quiero si tengo alas pa' volar''.


Morreu em 1954, não se sabe ao certo se por pneumonia,
 envenenamento ou suicídio.


Em 13 de julho de 1954, Frida Kahlo, que havia contraído uma forte pneumonia, foi encontrada morta. Seu atestado de óbito regista embolia pulmonar como a causa da morte. Mas não se descarta a hipótese que ela tenha morrido de overdose, devido ao grande número de remédios que tomava, que pode ter sido acidental ou não. 
 
A última anotação em seu diário, que diz ''Espero a partida com alegria... e espero nunca mais voltar... Frida'', permite a hipótese de suicídio.
 
Pesquisadores com base na autópsia de Frida acreditam que ela pode ter sido envenenada por uma das amantes de seu marido, que  lhe tinham raiva  por ela ser a esposa.
 
Diego Rivera descreveu em sua autobiografia que o dia da morte de Frida foi o mais trágico de sua vida.


Diário de Frida Kahlo


"In Diário de Frida Kahlo"


Diego, princípio.
Diego, construtor.
Diego, meu bebê.
Diego, meu noivo.
Diego, pintor.
Diego, meu amante.
Diego, meu marido.
Diego, meu amigo.
Diego, meu pai.
Diego, minha mãe.
Diego, meu filho.
Diego, eu.
Diego, universo.
Diversidade na unidade.
Por que é que lhe chamo Meu Diego?
Ele nunca foi e nem será meu.
Ele pertence a si próprio.
 

Frida Kahlo



 
"Sozinha com a minha grande felicidade e a lembrança viva da menina. Passaram-se 34 anos desde que vivi esta amizade mágica e cada vez que a recordo, mais ela se aviva e mais cresce dentro do meu mundo." - Frida Kahlo, PINZÓN 1950




''Algum tempo atrás, talvez uns dias, eu era uma moça caminhando por um mundo de cores, com formas claras e tangíveis. Tudo era misterioso e havia algo oculto; adivinhar-lhe a natureza era um jogo para mim. Se você soubesse como é terrível obter o conhecimento de repente - como um relâmpago iluminado a Terra! Agora, vivo num planeta dolorido, transparente como gelo. É como se houvesse aprendido tudo de uma vez, numa questão de segundos. Minhas amigas e colegas tornaram-se mulheres lentamente. Eu envelheci em instantes e agora tudo está embotado e plano. Sei que não há nada escondido; se houvesse, eu veria.'' - Frida Kahlo, 1926


 
 
 
"Pés para que os quero se tenho asas para voar." 
 
Frida Kahlo, 1953


 
 
 
"Apoio número 1. Apoio número 2" 
"A pomba se enganou. Se enganou.." 
 
(Frida Kahlo) 





"Eu sou a DESINTEGRAÇÃO"

(Frida Kahlo)





"Já vai?
NÃO. ASAS ROTAS" 
 
(Frida Kahlo) 
 
 

"A Casa Azul" - Museu Frida Kahlo 
 
“Casa Azul”, Museu Frida Kahlo
 

"La Casa Azul" era a casa dos pais de Frida Kahlo, no bairro de Cocoyacán, Cidade do México. Mais tarde, virou a residência de Frida Kahlo e de seu marido, o muralista e pintor Diego Rivera. Eles viveram lá de 1929 a 1954.


“Casa Azul”, Museu Frida Kahlo
 

Quatro anos após a morte de Frida, sua casa familiar conhecida como “Casa Azul” transforma-se no Museu Frida Kahlo,  e é um dos pontos mais visitados do México.


“Casa Azul”, Museu Frida Kahlo


A Casa Azul foi mantida exatamente como foi deixada pelo casal. Organizada e bem cuidada, o seu acesso revela-nos a vida de Frida e Diego. Está tudo intacto, as tintas, as cartas de amor, os livros, os quartos, o escritório onde pintavam, a cadeira de rodas de Frida, etc.
 
No quarto de Frida, depois do acidente que a deixou imóvel durante anos, pode-se ver o espelho que foi colocado em cima da cama da pintora para que ela pudesse pintar deitada. Frida nunca parou de pintar.

Tudo pela casa tem uma pintura, um desenho, uma foto, um poema, uma cor. Sente-se o ar artístico em cada cantinho, literalmente.

O azul  na fachada da casa e em todas as paredes, é chamado de “Azul Frida Kahlo”, pois essa cor exata é de propriedade da artista.



 
No Museu Frida Kahlo, pode-se ver o documentário contando toda a história da vida do casal, principalmente a de Frida, com entrevistas exclusivas com a filha de Diego e a sobrinha de Frida, que viveram pelos corredores da casa durante muitos anos, além de depoimentos de curadores e amigos do casal.
Todas as polémicas estão retratadas no video: os amantes de ambos, as idas e vindas, a bissexualidade de Frida, o envolvimento com a política...


Lila Downs canta Paloma negra


Ana Lila Downs Sánchez, mais conhecida como Lila Downs (19 de setembro de 1968, TlaxiacoOaxacaMéxico) é uma cantora, intérprete, compositora, produtora musical e atriz mexicana do género world music, que canta em diversos idiomas, principalmente em espanhol e muito poucas vezes em inglês. 
Em seu estilo musical reivindica suas raízes mexicanas bem como outras com origem no folclore de várias culturas mesoamericanas, interpretando melodias em diversas línguas entre as que se destacam sobretudo a mixtecozapoteca, maia, purépecha e nahua, além das músicas regionais do México baseando-se nos sons do estado de Oaxaca.
Lila Downs ganhou fama depois do lançamento de seu primeiro álbum de estúdio, La sandunga, em 1999, que obteve uma recepção crítica positiva, mas sua estreia comercial no mercado discográfico hispano-americano aconteceu em 2000 com o álbum Árbol de la vida/Tree of life e o sucesso internacional veio de forma definitiva em 2001 com o disco La línea/Border. 
É ganhadora de um prémio Grammy e de dois prêmios Grammy Latino
Inspirada por cantores de trova como Mercedes Sosa e Chabuca Granada, assim como artistas de música folclórica como Totó la Momposina e Susana Baca, Lila é conhecida por seu sentido estético em relação à música, seu peculiar estilo moderno e alternativo, as apresentações ao vivo e os vídeos musicais nos que sempre se ressalta sua presença marcante. 
Sua contribuição para a indústria musical já lhe rendeu numeroso reconhecimentos Atualmente Lila Downs é considerada uma das artistas mais importante do seu género por seu impacto global claramente consolidado.


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

"A verdadeira mão" - Poema de Ana Hatherly


Diego Rivera, A Noite dos Pobres


A verdadeira mão


A verdadeira mão que o poeta estende
não tem dedos:
é um gesto que se perde
no próprio ato de dar-se 

O poeta desaparece
na verdade da sua ausência
dissolve-se no biombo da escrita 

O poema é
a única
a verdadeira mão que o poeta estende

E quando o poema é bom
não te aperta a mão:
aperta-te a garganta


O Pavão Negro
Assírio & Alvim
(2003)




Galeria de Diego Rivera

Ao longo de sua vida, Diego Rivera criou mais de dois mil quadros, cinco mil desenhos e cerca de quatro mil metros quadrados de pintura mural. Foi um pintor revolucionário que queria levar a arte ao grande público, nas ruas e edifícios, manejando uma linguagem precisa e direta com um estilo realista, pleno de conteúdo social.


Diego Rivera, Retrato de Ignácio Sanchez, 1927


Diego Rivera, Woman Grinding Maiz, 1924 (La molendera)


Diego Rivera, Vendedora de Flores, 1926


Diego Rivera, The Flower Carrier, 1935


Diego Rivera, A vendedora de jarros


Diego Rivera, The Flower Carrier


Diego Rivera, Flower Seller


Diego Rivera, Flower Seller


Diego Rivera, Festival, Feast of Santa Anita, 1931


Diego Rivera,"Retrato de Mujer" (1944) 


 Diego Rivera,  Nude with Call Lilies, 1944


Diego Rivera, Portrait of Natasha Gelman


 
Diego Rivera, Retrato de Ruth Rivera, 1949


“Agora eu sei que quem quer criar um trabalho que tenha apelo universal tem que plantar em sua própria terra. Grandes obras são como uma árvore, que só cresce num certo tipo de solo. Quanto mais nativo for o trabalho, mais pertence ao mundo todo porque gosto está intimamente ligado à natureza. Quando dá certo, arte está enraizada na natureza. Este é o segredo da arte primitiva e também da arte dos mestres — Michelangelo, Cezanne, Seurat e Renoir. O meu melhor trabalho dá certo porque sou mexicano.” - Diego Rivera


Diego Rivera, Baile Tehunatepec (1928)


Diego Rivera La Civilización Tarasca (1950)