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domingo, 3 de maio de 2026

"O Dia das Mães" - Poema de Giuseppe Artidoro Ghiaroni



Norman Rockwell (American painter and illustrator, 1894–1978),
'Home for Thanksgiving - Mother and Son Peeling Potatoes', 1945.
Norman Rockwell Museum

[About this work: Norman Rockwell's milkman, Richard Hagelberg, was back on his dairy farm in Arlington, VT for the first time in five years after serving in the 9th Army Air Corps during WWII. Rockwell requested that he and his mother, Sara, pose for his latest Thanksgiving painting. Initially, the returned soldier declined but later came around and it resulted in this iconic illustration. (daqui)
This painting appeared on the cover of The Saturday Evening Post published November 24, 1945.]


O Dia das Mães


Mãe! Eu volto a te ver na antiga sala
onde uma noite te deixei sem fala
dizendo adeus como quem vai morrer.
E me viste sumir pela neblina,
porque a sina das mães é esta sina:
amar, cuidar, criar, depois… perder.

Perder o filho é como achar a morte.
Perder o filho quando, grande e forte,
já podia ampará-la e compensá-la.
Mas nesse instante uma mulher bonita,
sorrindo, o rouba, e a velha mãe aflita
ainda se volta para abençoá-la…

Assim parti, e me abençoaste.
Fui esquecer o bem que me ensinaste,
fui para o mundo me deseducar.
E tu ficaste num silêncio frio,
olhando o leito que eu deixei vazio,
cantando uma cantiga de ninar.

Hoje volto coberto de poeira
e te encontro quietinha na cadeira,
a cabeça pendida sobre o peito.
Quero beijar-te a fronte, e não me atrevo.
Quero acordar-te, mas não sei se devo,
não sinto que me caiba este direito.

O direito de dar-te este desgosto,
de te mostrar nas rugas do meu rosto
toda a miséria que me aconteceu.
E quando vires e expressão horrível
da minha máscara irreconhecível,
minha voz rouca murmurar: 'Sou eu!'

Eu bebi na taberna dos cretinos,
eu brandi o punhal dos assassinos,
eu andei pelos braços dos canalhas.
Eu fui jogral em todas as comédias,
eu fui vilão em todas as tragédias,
eu fui covarde em todas as batalhas.

Eu te esqueci: as mães são esquecidas.
Vivi a vida, vivi muitas vidas,
e só agora, quando chego ao fim,
traído pela última esperança,
e só agora quando a dor me alcança
lembro quem nunca se esqueceu de mim.

Não! Eu devo voltar, ser esquecido.
Mas que foi? De repente ouço um ruído;
a cadeira rangeu; é tarde agora!
Minha mãe se levanta abrindo os braços
e, me envolvendo num milhão de abraços,
rendendo graças, diz: 'Meu filho!', e chora.

E treme e chora e como fala e ri,
e parece que Deus entrou aqui,
em vez do último dos condenados.
E o seu pranto rolando em minha face
quase como se o Céu me perdoasse,
me limpasse de todos os pecados.

Mãe! Nos teus braços eu me transfiguro.
Lembro que fui criança, que fui puro.
Sim, tenho mãe! E esta ventura é tanta
que eu compreendo o que significa:
o filho é pobre, mas a mãe é rica!
O filho é homem, mas a mãe é santa!

Santa que eu fiz envelhecer sofrendo,
mas que beijas como agradecendo
toda a dor que por mim lhe foi causada.
Dos mundos onde andei nada te trouxe,
mas tu me olhas num olhar tão doce
que, nada tendo, não te falta nada.

Dia das Mães! É o dia da bondade
maior que todo o mal da humanidade
purificada num amor fecundo.
Por mais que o homem seja um ser mesquinho,
enquanto a Mãe cantar junto a um bercinho
cantará a esperança para o mundo!
 (Jornalista e poeta brasileiro, 19192008) 
 

"Obrigado, mamãe!" - Poema de Pedro Bandeira



William J. Glackens (American realist painter, 1870-1938),
'The Artist's Wife and Son', 1911, oil on canvas, 91.4 x 121.9 cm,
Snite Museum of Art.


Obrigado, mamãe!


Hoje é o melhor dia do ano,
É um dia especial.
É mais que aniversário!
Hoje é o Dia das Mães!
É tão bom quanto o Natal!

Vou muito bem na escola
E não fiz nada de errado
Pra ter que bajular.
Então deve ser verdade
Isso que eu quero falar:

Obrigado, mamãe,
Pelas noites mal dormidas,
Pelas horas tão sofridas
Que você me dedicou.

Obrigado, mamãe,
Por esse amor tão profundo,
Por me ter posto no mundo,
Por fazer tudo o que eu sou.

Muito obrigado, mamãe!
Obrigado por seu carinho,
Por todo esse amor, todinho,
Que você deu para mim...
Obrigado, mamãe...


Pedro Bandeira,
em "Por enquanto eu sou pequeno",
Editora Moderna


♥♥♥

[O Dia das Mães também designado de Dia da Mãe é uma data comemorativa em que se homenageia a mãe e a maternidade. Em alguns países é comemorado no segundo domingo do mês de maio (como no Brasil). Em Portugal é comemorado no primeiro domingo do mês de maio.]
 

domingo, 5 de maio de 2024

"O que é mãe?" - Poema de Sérgio Capparelli



Auguste Toulmouche
(French painter, 1829 – 1890), A Bedtime Prayer, 1858.
 Private Collection

O que é mãe?


Mãe? O que é mãe?
Pessoa doce?
Tão doce
Que faz passar vergonha
Doce de batata-doce?

Mãe? O que é mãe?
Tão doce
Que se parte
Quando parte,
Melhor seria
Se não fosse.

Mãe? O que é mãe?
Luz muito clara,
Tão clara
Que nos aclara
E, afagando,
nos ampara?

Mãe? O que é mãe?
Tão doce? Tão severa
Se a gente erra!
E que empurra
Se tudo emperra.
Mãe severa?
Mãe doce?
Ou mãe fera?

Nesse teu dia
Te dou jasmim,
Te dou gladíolos,
Te dou beijim,
Assim assado,
Assim, assim.


Sérgio Capparelli,
do livro "111 poemas para crianças"


"111 poemas para crianças" de Sérgio Capparelli,
Ilustrações de Ana Gruszynski, 
L&PM Editores, 2003.

 
RESUMO

Em comemoração ao aniversário de 20 anos de publicação de Boi da cara preta, seu primeiro livro de poemas infantis, Sérgio Capparelli fez um apanhado de suas melhores poesias, espalhadas em mais de uma dezena de livros, que formam este 111 poemas para crianças

O livro é composto por dez capítulos: Coisas que eu sei, Esses animais divertidos, Na minha casa, Ah, a cidade!, Quero ser eu mesmo, Nonsense, Jogos e adivinhas, Música de ouvido, Poemas visuais, A natureza, os dias e as noites. Os mais diversos assuntos do mundo infantil são abordados no livro. Do mesmo modo, a seleção de poesias permite às crianças a compreensão de como é vasto do domínio da arte poética, que pode cativar tanto pela emoção, quanto pela esperteza de jogos de palavras e de sons, como por sublinhar fenómenos especiais ou mostrar acontecimentos diários e quotidianos da nossa vida. Com projeto gráfico da designer Ana Cláudia Gruszynski, 111 poemas para crianças é inteiramente ilustrado.

O trabalho da artista gráfica que mantém com Capparelli um site de ciberpoesia interage com a obra textual e brinca com as poesias, tornando a leitura mais atrativa para os pequenos leitores. 111 poemas para crianças reúne o melhor da produção poética de toda a carreira de Capparelli, um dos autores infanto-juvenis de maior renome nacional.

O livro foi premiado com:
- Prémio Açorianos de Literatura 2004, categoria Infantil
- Selo Altamente recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) 2004. (daqui) 
 

Auguste Toulmouche, The New Arrival, 1861. Private Collection.


"O paraíso das mães é junto ao berço dos filhos."

Coelho Neto, citado em "Dicionário de citações: pensamentos, frases, máximas, aforismos, reflexões ...",
de Arcy Tenório Albuquerque - Publicado por Conquista, 1957, Página 941.

domingo, 3 de maio de 2020

"De Mãe" - Poema de Conceição Evaristo

    
Georgios Jakobides (1853–1932), Reversal of Roles, 1892



De mãe


O cuidado de minha poesia
aprendi foi de mãe,
mulher de pôr reparo nas coisas,
e de assuntar a vida.

A brandura de minha fala
na violência de meus ditos
ganhei de mãe,
mulher prenhe de dizeres,
fecundados na boca do mundo.

Foi de mãe todo o meu tesouro
veio dela todo o meu ganho
mulher sapiência, yabá,
do fogo tirava água
do pranto criava consolo.

Foi de mãe esse meio riso
dado para esconder
alegria inteira
e essa fé desconfiada,
pois, quando se anda descalço
cada dedo olha a estrada.

Foi mãe que me descegou
para os cantos milagreiros da vida
apontando-me o fogo disfarçado
em cinzas e a agulha do
tempo movendo no palheiro.

Foi mãe que me fez sentir
as flores amassadas
debaixo das pedras
os corpos vazios
rente às calçadas
e me ensinou,
insisto, foi ela
a fazer da palavra
artifício
arte e ofício
do meu canto
da minha fala.


Conceição Evaristo,
no livroPoemas da recordação e outros movimentos”.
Belo Horizonte: Nandyala, 2008.



domingo, 3 de maio de 2015

"Ser Mãe é Aceitar. Tudo." - Texto de José Luís Nunes Martins



Ilustração de Carlos Ribeiro


Ser Mãe é Aceitar. Tudo.


Ser mãe é receber em si um outro que lhe vem de fora e acolhê-lo em vista de um futuro que pressente mas que, de maneira nenhuma, sabe explicar. Ser mãe é, antes de mais, aceitar. Tudo. Tudo.

É aceitar em si um outro para o qual ela se torna o mundo: gerando-o, alimentando-o, comendo, bebendo e respirando com ele... ele dentro de si, ela em volta dele.

É deixar esse outro ir embora e voltar a recebê-lo em cada dia, quando ele volta, quando ele se revolta e, também, quando ele não volta...

Ser mãe é acolher o que o outro lhe dá. Mas não como quem se alimenta do que lhe vem de fora, transformando-o em vida, que acolhe em si, e devolvendo ao mundo, já morto, aquilo que sobra. Ser é mãe é dar-se como alimento, transformando-se na vida daquele a quem se dá para depois... voltar depois ao mundo, gasta, apenas com o que lhe sobra. 
Ser mãe é dar-se. Aceitando sempre qualquer resultado e resposta.

Uma mãe, mais do que dar um filho ao mundo, deve dar um mundo ao filho. Um melhor que este, cheio de esperança e sonhos, com formas e forças para o concretizar. Dando-se. Abdicando de si. Amando da forma mais sublime e real, pura e concreta. Humana e divina. Acolhendo como sua esta obrigação absoluta de amar quem nem sempre se dá conta do seu valor.

É experimentar uma vida em que a alegria se conjuga com a tristeza, a graça com a desgraça, a esperança com o desespero. Como se as emoções tivessem uma amplitude gigantesca mas onde, ainda assim, importa garantir que todas as tempestades interiores não se veem do exterior... uma mãe dá a paz que tantas vezes não tem.

Talvez a família seja uma casa com paredes duplas. A mãe é a parede interior que inspira e orienta a interioridade. O pai é a parede exterior que protege e garante a sobrevivência... no entanto, perante a falta do outro, uma mãe é capaz de quase tudo; um pai, também.

Uma boa mãe é um mistério com três dons: a simplicidade, a presença e o silêncio.

Está sempre presente, quase sempre atenta e em silêncio, e é a partir daí que nos chegam as mais sábias perguntas e respostas. De forma simples: ama-nos.

Ser mãe já é ser perfeito. Nenhuma mãe tem em si todas as qualidades humanas e, menos ainda, vive sem erros, mas, apesar de tudo, abraça os filhos tal como são, por poucas qualidades que tenham, por maiores que sejam os seus erros... ser mãe, assim, é quanto basta para ser perfeito.

Uma mãe perdoa sempre. Ainda que de coração sacrificado, prefere pensar que a culpa é sua e não de quem assim a crucifica. Aceita tudo. Sem exigir nada. Afinal, uma mãe é Deus connosco.

Ensina-nos a ser mais fortes que os medos, não através de discursos inspirados, mas pela grandeza e humildade do seu exemplo. É capaz de nos oferecer o mar com um só sorriso e a vida inteira com uma só lágrima... que não será mais que uma gota do imenso mar do seu amor.

Longe da nossa mãe, não serão tanto as carícias e ternuras que nos fazem falta, mas a sua generosa e bondosa forma de nos aceitar assim, tal como somos...

Uma mãe vê-nos a alma só de nos admirar o olhar.

Há poucas mães. Muitas mulheres têm filhos mas não são mães, porque há poucas que sejam mais fortes que os egoísmos... há quem julgue que ser mãe é ter filhos. Mas ser mãe não é ter, é ser. Ser só. Ser-se quem se é nos filhos e pelos filhos. É viver em pleno entre dois corações. É ser mais... por ser menos.


José Luís Nunes Martins, in 'Amor, Silêncios e Tempestades' 
 
 

sábado, 3 de maio de 2014

"Palavras para a minha mãe" - Poema de José Luís Peixoto


Paula Rego, O Amor, 1995, Pastel sobre papel montado em alumínio, 120 x 160 cm



Palavras para a minha mãe 


mãe, tenho pena. esperei sempre que entendesses
as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz.
sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente.

pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste
tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te
desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente.

às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo,
a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia
mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz.

lê isto: mãe, amo-te.

eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não
escrevi estas palavras, sim, mãe, hei de fingir que
não escrevi estas palavras, e tu hás de fingir que não
as leste, somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes.


José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"


Paula Rego, Noiva, 1994



Escritor português, José Luís Peixoto nascido em setembro de 1974, em Galveias, Portalegre, notabilizou-se a partir de 2001, ano em que ganhou o Prémio Literário José Saramago graças ao romance Nenhum Olhar.
José Luís Peixoto licenciou-se, na Universidade Nova de Lisboa, em Línguas e Literaturas Modernas, na variante de Inglês e Alemão. Mais tarde, veio a ser professor de Inglês.
Aos 23 anos, o escritor ganhou o Prémio Jovens Criadores 97 da área de literatura, atribuído pelo Instituto Português da Juventude, com a obra de ficção Morreste-me, dedicada ao seu pai. Esta obra, de pequeno formato, viria a ser publicada no ano 2000 em edição de autor. Ainda neste ano, José Luís Peixoto lançou o romance Nenhum Olhar, com o qual ganhou o prestigiado Prémio Literário Saramago 2001, da Fundação Círculo de Leitores, destinado a jovens autores. Entretanto voltou a conquistar o Prémio Jovens Criadores em 1998 e 2000.
O escritor tanto se dedica à prosa como à poesia e nesta ultima área teve a sua primeira obra publicada em 2001, com o título A Criança em Ruínas. No ano seguinte, conjugou a nível criativo as duas áreas e lançou, em simultâneo, o romance Uma Casa na Escuridão e o livro de poesia A Casa, a Escuridão.
No ano seguinte, explorou uma nova área ao colaborar num projeto com o grupo português de heavy-metal Moonspell. Enquanto a banda lançava o álbum Antidote, o escritor apresentava o livro de contos Antídoto, inspirado nas músicas do disco.
Em 2006, regressou ao romance, com a edição de Cemitério de Pianos.
A obra literária de José Luís Peixoto já foi publicada em países como Bielorrússia, Brasil, Bulgária, Croácia, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Itália, República Checa e Turquia.
José Luís Peixoto escreve regularmente para diversos órgãos de comunicação social estrangeiros e portugueses, nomeadamente para o Jornal de Letras, Artes e Ideias.
Paralelamente à criação literária também experimentou outras áreas, tendo escrito em 2005 as peças de teatro Anathema, que estreou em França no Theatre de la Bastille, de Paris, e À Manhã, estreada no Teatro São Luís. Dois anos mais tarde, de novo no São Luís, estreou a peça Quando o Inverno Chegar.

José Luís Peixoto. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-05-03]. 


Paula Rego, A Prova, 1989


Dia das Mães

Mãe é o ser do sexo feminino que gera uma vida em seu útero como consequência de fertilização ou que adota uma criança ou filhote, que por alguma razão não pode ficar com seus pais. É também o equivalente feminino do pai. A fertilização de óvulos humanos femininos ocorrida in vitro, em laboratórios ou hospitais, na modernidade, estendeu as considerações milenares sobre a maternidade.

Mãe também é, para todos os efeitos, aquela pessoa do sexo feminino que adota, cria, e cuida de uma criança gerada por outrem. Encontra-se com frequência casos em que uma mãe desempenha o papel de mãe e de pai em simultâneo, e outros casos (mais raros) em que o pai cumpre o papel de pai e de mãe. Já outras famílias são compostas por duas mães ou por dois pais. Em certos casos a comunidade, o Estado, ou até mesmo outras crianças procuram fazer o papel de mãe na vida de certas crianças ou adolescentes.

Em sua homenagem, todos os anos, no segundo domingo do mês de maio (no Brasil) ou no primeiro domingo de Maio (em Portugal), é celebrada uma homenagem às mães, conhecida por Dia das mães.

O Dia das Mães também designado de Dia da Mãe é uma data comemorativa em que se homenageia a mãe e a maternidade. Em alguns países é comemorado no segundo domingo do mês de maio (como no Brasil). Em Portugal é comemorado no primeiro domingo do mês de maio.


Proclamação do Dia das Mães 
(Thomas Woodrow Wilson, 09.05.1914)


Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada pela ativista Ann Maria Reeves Jarvis que organizou em 1865 os Mother's Friendship Days (dias de amizade para as mães) para melhorar as condições dos feridos na Guerra de Secessão que assolou os Estados Unidos no período. Mais cedo, em 1858, Jarvis fundou os Mothers Days Works Clubs com o objetivo de diminuir a mortalidade de crianças em famílias de trabalhadores. Em 1870 a escritora Julia Ward Howe (autora de O Hino de Batalha da República) publicou o manifesto Mother's Day Proclamation pedindo paz e desarmamento depois da Guerra de Secessão.

Mas reconhecida como idealizadora do Dia das Mães na sua forma atual é a metodista Anna Jarvis, filha de Ann Maria Reeves Jarvis, que em 12 de maio de 1907, dois anos após a morte de sua mãe, criou um memorial à sua mãe e iniciou um campanha para que o Dia das Mães fosse um feriado reconhecido. Ela obteve sucesso ao torná-lo reconhecido nos Estados Unidos em 8 de maio de 1914 quando a resolução Joint Resolution Designating the Second Sunday in May as Mother's Day foi aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos instalando o segundo domingo do mês de maio como Dia das Mães. No âmbito desta resolução o Presidente dos Estados Unidos Thomas Woodrow Wilson proclamou no dia seguinte que no Dia das Mães os edifícios públicos devem ser decorados com bandeiras. Assim, o Dia das Mães foi celebrado pela primeira vez em 9 de maio de 1914.

Com a crescente difusão e comercialização do Dia das Mães, Anna Jarvis afastou-se do movimento, lamentou a criação e lutou para a abolição do feriado.

No Brasil, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.

Em Portugal, o Dia da Mãe é celebrado no primeiro domingo de Maio, embora durante muitos anos tivesse sido comemorado no dia 8 de Dezembro, dia da Nossa Senhora da Conceição.


Paula RegoA Família, 1988

domingo, 5 de maio de 2013

"MÃE" - Poema de Mário Quintana





MÃE


Mãe... São três letras apenas
As desse nome bendito
Também o céu tem três letras
E nelas cabe o infinito

Para louvar a nossa mãe,
Todo bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do CÉU
E apenas menor que Deus!


Mário Quintana
(Poema para o dia da mãe)



Tulipas rosa
(Tulipa)


Goiveiro rosa
(Matthiola Incana)


Azaléia ou Rododendro  
(Rhododendron)


Clematis ou Clemátide
(Clematis Flammula)


Dália rosa
(Dahlia)


Peonía rosa
(Paeonia suffruticosa)


Gerânio rosa
(Pelargonium x hortorum)


Nenúfar rosa
(Nymphaea)


Gladíolo rosa
(Gladiolus)


Jacinto rosa
(Hyacinthus)


Hortênsia  rosa
(Hydrangea Macrophylla)


Narciso branco e rosa
(Narcissus)


Orquídea
(Orchidaceae)


Cravo rosa
(Dianthus Caryophyllus)