Gustave Moreau, pintor francês, filho de um arquiteto nasceu no ano de 1826, em Paris.
Estudou na École de Beaux Arts da mesma cidade, tendo sido aluno de
Picot e de Théodore Chassériau.
Lecionou posteriormente na dita escola,
entre 1892 e 1898, devido à morte do seu amigo Élie Delaunay, procurando
enquanto mestre incentivar a originalidade dos alunos. Entre estes
últimos contam-se figuras tão relevantes como Georges Rouault e Henri Matisse.
O seu estilo é marcado pelo misticismo, por uma preferência por temas relacionados com a Antiguidade e por obras renascentistas italianas (que não é estranha à sua estadia em Itália enquanto estudante, mais propriamente na cidade de Roma,
entre 1857 e 1859 e na companhia de Degas e Puvis de Chavannes), temas
estes dotados de potencial emocional, expressivo e narrativo. É também
patente na sua obra a influência do tratamento de paisagem de Leonardo da Vinci
e das figuras de Ingres.
A envolvência presente nos seus quadros,
conseguida através da ocupação intensa da superfície por técnicas
pictóricas tão variadas como o empastamento e o arranhar, aliada à
liberdade imaginativa que proporcionavam temas como Hércules e a Hidra (1876), Édipo e a Esfinge (1864) e Salomé (c. 1876).
As suas obras foram expostas em eventos como o Salon de 1876 e, em 1886, na Goupil Gallery, em Paris.
Esta foi a última exposição dos seus trabalhos, onde apresentou
sessenta e cinco ilustrações das fábulas de La Fontaine.
Pela fuga aos
temas quotidianos preferidos pelos impressionistas, por exemplo, e pelo
intenso apelo à imaginação, à emoção e aos sentidos presente nas suas
pinturas, tornou-se uma das figuras de inspiração para os simbolistas,
juntamente com Mallarmé e Odilon Redon,
chegando inclusivamente a fazer parte de alguns grupos desta tendência
enquanto membro honorífico.
Grande parte do acervo das suas obras e dos
objetos que lhe pertenceram encontram-se no Musée Gustave Moreau, em Paris.
(daqui)