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domingo, 3 de maio de 2026

"Obrigado, mamãe!" - Poema de Pedro Bandeira



William J. Glackens (American realist painter, 1870-1938),
'The Artist's Wife and Son', 1911, oil on canvas, 91.4 x 121.9 cm,
Snite Museum of Art.


Obrigado, mamãe!


Hoje é o melhor dia do ano,
É um dia especial.
É mais que aniversário!
Hoje é o Dia das Mães!
É tão bom quanto o Natal!

Vou muito bem na escola
E não fiz nada de errado
Pra ter que bajular.
Então deve ser verdade
Isso que eu quero falar:

Obrigado, mamãe,
Pelas noites mal dormidas,
Pelas horas tão sofridas
Que você me dedicou.

Obrigado, mamãe,
Por esse amor tão profundo,
Por me ter posto no mundo,
Por fazer tudo o que eu sou.

Muito obrigado, mamãe!
Obrigado por seu carinho,
Por todo esse amor, todinho,
Que você deu para mim...
Obrigado, mamãe...


Pedro Bandeira,
em "Por enquanto eu sou pequeno",
Editora Moderna


♥♥♥

[O Dia das Mães também designado de Dia da Mãe é uma data comemorativa em que se homenageia a mãe e a maternidade. Em alguns países é comemorado no segundo domingo do mês de maio (como no Brasil). Em Portugal é comemorado no primeiro domingo do mês de maio.]
 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

"Adivinhe quem eu sou!" - Poema de Pedro Bandeira

 


Albrecht Dürer (German painter, printmaker, and theorist
of the German Renaissance, 1471–1528), 'Praying Hands'
('Mãos que Oram')
, c. 1508, Albertina, Vienna.



Adivinhe quem eu sou!


Eu tenho cinco pontinhas,
cada uma de um tamanho.
Eu coço a cabeça,
mas não tenho cabeça.
Eu tenho costas,
mas não tenho peito.
Eu tenho uma irmãzinha,
que é igualzinha a mim.
Mas, se você gosta de festa
e de cantar "parabéns",
eu bato na minha irmã
e a minha irmã bate em mim!

Pedro Bandeira,
em "Por enquanto eu sou pequeno"
Editora Moderna


♥♥♥

terça-feira, 7 de abril de 2026

"Pontinho de vista" - Poema de Pedro Bandeira



Thalia Flora-Karavia (Greek artist and member of the Munich School, 1871–1960)
 
 

Pontinho de vista


Eu sou pequeno, me dizem,
e eu fico muito zangado.
Tenho de olhar todo mundo
com o queixo levantado.

Mas, se formiga falasse
e me visse lá do chão,
ia dizer, com certeza:
- Minha nossa, que grandão!


Pedro Bandeira
em "Por enquanto eu sou pequeno"
 
 
 
"Por enquanto eu sou pequeno" de Pedro Bandeira
Ilustração: Attílio 
 
 
RESUMO
 
"É um livro que eu escrevi com imenso prazer. Criei cada um destes poeminhas pensando na minha própria infância, nos divertidos versinhos tipo "Batatinha quando nasce" que a gente tinha de decorar para exibir-se para as visitas. Mas, principalmente, escrevi cada verso lembrando dos sonhos da infância, quando a gente descobre que um dia virará "gente grande". Que tempo gostoso! E o mais gostoso de tudo é virar gente grande sem nunca esquecer como foi bom ter sido criança!" (daqui)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

"Meus errinhos" - Poema de Pedro Bandeira



Jacques-Laurent Agasse
(Animal and landscape painter from Switzerland, 1767–1849),
The Hard Word (Le mot difficile), c. 1820.



Meus errinhos

 
Está bem, eu confesso que errei.
Eu errei, está bem, me dê zero!
Me dê bronca, castigo, conselho.
Mas eu tenho o direito de errar.

Só o que eu peço é que saibam
Que eu necessito errar.
Se eu não errar vez por outra
Como é que eu vou aprender
Como se faz pra acertar?

Pais, professores, adultos
Também já erraram à vontade,
Já fizeram sujeira e borrão.
Ou vai dizer que a borracha
Surgiu só nesta geração?

Vocês que errando aprenderam,
Ouçam o que eu tenho a falar:
Se até hoje cometem seus erros,
Só as crianças não podem errar?

Concordem, eu estou aprendendo.
Comparem meus erros com os seus,
Se já cometeram os seus erros,
Deixem-me agora com os meus!


Pedro Bandeira
,
"Mais respeito, eu sou criança!"
Ed. Moderna
 
 

Pedro Bandeira, "Mais respeito, eu sou criança!"
Ilustração: Odilon Moraes
Editora: Moderna 
 
 
 RESUMO

Mais respeito, eu sou criança é a reunião de poeminhas que eu gostaria de ter escrito quando tinha oito anos, por aí. Isso porque estes versos são uma espécie de desforra de tudo o que eu queria palpitar na infância e que os adultos não me deixavam falar ou não quiseram ouvir. Explico: todo mundo diz que as crianças devem respeitar os adultos. E os adultos? Não têm de respeitar as crianças? Este é um assunto sério mesmo... E, toda vez que um assunto é sério mesmo, o jeito é pensar nele através da poesia. Por meio dela, a gente consegue dizer melhor o que sente, o que sonha e o que nos incomoda. A poesia é uma maneira gostosa de tirar o retrato dos nossos sentimentos. Por isso, com essa estranha câmara fotográfica nas mãos, escrevi este livro para você, lembrando-me do tempo em que eu só ouvia: "Cala a boca, menino!", "Pare quieto, menino!", "Vá pro seu quarto, menino, que isso não é conversa pra criança!". E coisas do tipo... Ah, que desforra gostosa! (daqui)
  

sexta-feira, 18 de julho de 2025

"O nome da gente" - Poema de Pedro Bandeira

 


Clodoaldo Martins (Artista plástico brasileiro, n. 1985), 'Hora da leitura', 70x70cm.



O nome da gente


Por que é que eu me chamo isso
E não me chamo aquilo?
Por que é que o jacaré
Não se chama crocodilo?

Eu não gosto
do meu nome,
não fui eu
quem escolheu.
Eu não sei porque se metem
com um nome que é só meu!

O nenê
que vai nascer
vai chamar
como o padrinho,
vai chamar
como o vovô,
mas ninguém vai perguntar
o que pensa
o coitadinho.

Foi meu pai quem decidiu
que o meu nome fosse aquele.
Isso só seria justo
se eu escolhesse
o nome dele.

Quando eu tiver um filho,
não vou pôr nome nenhum.
Quando ele for bem grande,
ele que escolha um! 


Pedro Bandeira
, em "Cavalgando o arco-íris",
São Paulo, Moderna: 1984.
 


'Cavalgando o arco-íris' de Pedro Bandeira
Ilustrações Michio - Série Risos e Rimas
 
 
 SINOPSE

Amizade, medo do escuro, namoro, escola, a chegada do irmãozinho, a perda do animal de estimação, são alguns dos temas que Pedro Bandeira transformou em poesia. Cavalgando o arco-íris é um livro divertido, que, com muita ternura e simplicidade, fala sobre o quotidiano das crianças, suas experiências, alegrias e expectativas. Na verdade, Cavalgando o arco-íris é um livro para todas as idades. O poema "Nana, mamãe" era uma antiga canção de ninar que a mãe do autor cantava para ele dormir e que continua embalando várias gerações. O livro é um convite à poesia, feito por quem entende de crianças.