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sábado, 26 de maio de 2018

"A um sonho feito em Fumaça" - Poema de Carla Lima Abreu Cruz


Alexander Deineka (1899 -1969), The Future Pilots, 1937



A um sonho feito em Fumaça...


De início, para mim, nada mais que um folguedo...
que despertava o sorrir na menina da mata
como se fossem vós todos aviões de brinquedo
desenhando nos ares perfeição acrobata.

E quando tuas luzes despontavam no céu
numa última pirueta de habilidade e astúcia,
partiam de novo sem querer meu sorrir
deixando minh´alma com tristeza e angústia.

Volteando no além das montanhas sublimes
na minha vida de campo, bem longe dos mares
nutriu o sonho num coração de menina:
de morrer de amor por um homem dos ares!

Louvado conjunto, perfeito, sublime...
De homens de verde, de sonho e de raça.
Legando a esperança que não mais se extingue:
ter de novo em meu céu a Esquadrilha da Fumaça!!!


in“A um sonho feito em Fumaça”


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

"Sem Remédio" - Poema de Florbela Espanca


Alexander Deineka (1899 - 1969), Girl with a book, 1934


Sem Remédio


Aqueles que me têm muito amor 
Não sabem o que sinto e o que sou ... 
Não sabem que passou, um dia, a Dor 
À minha porta e, nesse dia, entrou. 

E é desde então que eu sinto este pavor, 
Este frio que anda em mim, e que gelou 
O que de bom me deu Nosso Senhor! 
Se eu nem sei por onde ando e onde vou! 

Sinto os passos da Dor, essa cadência 
Que é já tortura infinda, que é demência! 
Que é já vontade doida de gritar! 

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio, 
A mesma angústia funda, sem remédio, 
Andando atrás de mim, sem me largar! 




Alexander Deineka, The boredom, 1935 


«Desenganemo-nos da esperança, porque trai, do amor, porque cansa, da vida, porque farta e não sacia, e até da morte, porque traz mais do que se quer e menos do que se espera.»



quinta-feira, 4 de julho de 2013

"Falo de Ti às Pedras das Estradas" - Poema de Florbela Espanca


Alexander Deineka (1899 - 1969), The farmer on a bicycle, 1935
 


Falo de Ti às Pedras das Estradas


Falo de ti às pedras das estradas, 
E ao sol que é louro como o teu olhar, 
Falo ao rio, que desdobra a faiscar, 
Vestidos de princesas e de fadas; 

Falo às gaivotas de asas desdobradas, 
Lembrando lenços brancos a acenar, 
E aos mastros que apunhalam o luar 
Na solidão das noites consteladas; 

Digo os anseios, os sonhos, os desejos 
Donde a tua alma, tonta de vitória, 
Levanta ao céu a torre dos meus beijos! 

E os meus gritos de amor, cruzando o espaço, 
Sobre os brocados fúlgidos da glória, 
São astros que me tombam do regaço! 


in "A Mensageira das Violetas"


Aleksandr Deyneka, The street in Rome, 1935


"Os maiores acontecimentos da minha vida foram alguns pensamentos, leituras, alguns pores-do-sol em Trouville à beira-mar e palestras de cinco a seis horas consecutivas com um amigo que agora é casado e está perdido para mim." - Ernest Renan


Aleksandr Deyneka, Father and son in park,  1935
 

"Uma escola onde os alunos mandassem seria uma escola triste. A luz, a moralidade e a arte serão sempre representadas na humanidade por um conjunto de mestres, uma minoria que guarda a tradição do verdadeiro, do bem e do belo." - Ernest Renan


Aleksandr Deyneka, Roma, The side-street, 1935


"O bom humor é o maior encanto da vida."

(Ernest Renan




Joseph Ernest Renan (Tréguier, 28 de fevereiro de 1823 — Paris, 2 de outubro de 1892) foi um escritor, filósofo, filólogo e historiador francês.