In As Primaveras, 1859 Mary Cassatt, Children on the Beach, 1884
"Importa dar aos outros o amor de os ouvir. A criança ama quem for capaz de se partilhar com ela. De lhe dar o que é, sem cuidar de exigir nada em troca. Os nossos melhores amigos são sempre crianças."
"A educação é o maior e mais difícil problema imposto ao homem."
(Immanuel Kant)
Immanuel Kant (Königsberg, 22 de abril de 1724 — Königsberg, 12 de fevereiro de 1804) foi um filósofo prussiano, geralmente considerado como o último grande filósofo dos princípios da era moderna, indiscutivelmente um dos pensadores mais influentes. Depois de um longo período como professor secundário de geografia, começou em 1755 a carreira universitária ensinando Ciências Naturais. Em 1770 foi nomeado professor catedrático da Universidade de Königsberg, cidade da qual nunca saiu, levando uma vida monotonamente pontual e só dedicada aos estudos filosóficos. Realizou numerosos trabalhos sobre ciência, física, matemática, etc. Kant operou, na epistemologia, uma síntese entre o racionalismo continental (de René Descartes e Gottfried Leibniz, onde impera a forma de raciocínio dedutivo), e a tradição empírica inglesa (de David Hume, John Locke, ou George Berkeley, que valoriza a indução). Kant é famoso sobretudo pela elaboração do denominado idealismo transcendental: todos nós trazemos formas e conceitos a priori (aqueles que não vêm da experiência) para a experiência concreta do mundo, os quais seriam de outra forma impossíveis de determinar. A filosofia da natureza e da natureza humana de Kant é historicamente uma das mais determinantes fontes do relativismo conceptual que dominou a vida intelectual do século XX. No entanto, é muito provável que Kant rejeitasse o relativismo nas formas contemporâneas, como por exemplo o Pós-modernismo. Kant é também conhecido pela filosofia moral e pela proposta, a primeira moderna, de uma teoria da formação do sistema solar, conhecida como a hipótese Kant-Laplace.
Frédéric Soulacroix
"Duas coisas que me enchem a alma de crescente admiração e respeito, quanto mais intensa e frequentemente o pensamento dela se ocupa: o céu estrelado sobre mim e a lei moral dentro de mim."
"Se não tivéssemos inverno, a primavera não seria tão agradável: se não experimentássemos algumas vezes o sabor da adversidade, a prosperidade não seria tão bem-vinda."
Poetisa norte-americana [cuja nacionalidade se convencionou ser norte-americana], Anne Bradstreet nasceu no ano de 1612 em Northampton, na Inglaterra. O pai, funcionário do Conde de Lincoln, havia participado no movimento da Reforma, acabando por se tornar impopular pelas suas convicções religiosas.
A família foi posta aos cuidados do filho de um sacerdote puritano, Simon Bradstreet, assistente na recém-criada companhia de navegação Massachusetts Bay Company, e com quem Anne casou, quando contava apenas dezasseis anos de idade. Em 1630 emigrou com a família para a América a bordo do Arbella, embarcação lendária por ter sido uma das primeiras a prestar serviço no êxodo puritano.
Chegados à Nova Inglaterra após três meses de tribulações, procuraram instalar-se: o pai de Anne conseguiu ser nomeado Vice-Governador de Boston e o marido Administrador-Principal da mesma cidade.
Não obstante, Anne não teve a mesma sorte: à dureza da viagem acresceram as dificuldades de adaptação ao clima e ao processo de estabelecimento. Assim, após ter contraído papeira, foi vítima de uma paralísia progressiva que lhe afetou as articulações, o que não a impediu de dar à luz oito crianças.
Restringida ao domínio das tarefas domésticas, Anne procurou sublimar as longas e continuadas ausências do marido, sempre tratando dos assuntos de estado e da fixação dos pioneiros, lendo e escrevendo versos.
Em 1649, um dos seus irmãos levou consigo um manuscrito contendo os seus poemas, que publicou com o título The Tenth Muse (1649). O livro seria reeditado no ano seguinte como The Tenth Muse Lately Sprung Up In America (1650), desta feita em Boston. Escrevendo sobre a vida quotidiana dos colonos britânicos na América, a obra de Bradstreet, embora demonstrando uma certa vivacidade, foi esquecida, pela abundância de lugares-comuns e estética puritana, por constituir um exercício de estilo imitativo da poesia da época. Foi no entanto redescoberta pelas feministas do século XX, que afirmaram encontrar nos poemas de Bradstreet qualidades artísticas significativas.
A sua saúde periclitante foi seriamente abalada quando contraiu tuberculose, que veio eventualmente a causar-lhe a morte, ocorrida a 16 de setembro de 1672, em Andover, Massachusetts.(Daqui)
“As bibliotecas são fascinantes: às vezes parece-nos estar sob a marquise de uma estação ferroviária e, consultando livros sobre terras exóticas, tem-se a impressão de viajar a paragens longínquas”.
Casimiro José Marques de Abreu (1839-1860), poeta romântico brasileiro. Dono de rimas cantantes, ao gosto do público, Casimiro de Abreu publicou apenas um livro, As Primaveras (1859). Filho de um rico comerciante, Casimiro de Abreu nasceu em Barra de São João (Rio de Janeiro) e cresceu no Rio, então capital do Império e centro cultural do país. Entre 1853 e 1857, estudou em Portugal. A vocação literária, porém, suplantou a vida académica. Em Lisboa, iniciou-se como poeta e dramaturgo. A peça Camões e Jaú estreou no teatro D. Fernando e, nela, o autor proclama sua brasilidade, as saudades dos trópicos e refere-se a Portugal como "velho e caduco". De volta ao Brasil, dedicou-se à atividade comercial, com o apoio paterno. Mas definia este trabalho como uma "vida prosaica…que enfraquece e mata a inteligência". Morreu aos 21 anos, de tuberculose, em Nova Friburgo, estado do Rio de Janeiro. Seu poema mais famoso é Meus Oito Anos. Da segunda geração romântica brasileira, Casimiro de Abreu cultivava um lirismo de expressão simples e ingénua. Seus temas dominantes foram o amor e a saudade. Embora criticado por deslizes de linguagem e falta de embasamento filosófico, Casimiro de Abreu é admirado, justamente, pela simplicidade. Alguns versos acabaram se incorporando à linguagem corrente como, por exemplo, simpatia é quase amor, hoje nome de um famoso bloco do carnaval carioca.
É pequena a obra poética de Casimiro de Abreu. Porém, deixou-nos de forma marcante, a poesia da saudade: "Canção do exílio" ("Meu lar") em que partia da aceitação premonitória, "Se eu tenho de morrer na flor dos anos", para a formulação de um desejo que se realizou plenamente: "Quero morrer cercado dos perfumes / Dum clima tropical.”“Meus Oito Anos, Minha Terra” - poemas escritos em Portugal, onde adquiriu sua educação literária. (Daqui)
Casimiro José Marques de Abreu (Capivary, 4 de janeiro de 1839 — Nova Friburgo, 18 de outubro de 1860) foi um poeta brasileiro da segunda geração romântica. Dono de rimas cantantes, ao gosto do público, Casimiro de Abreu publicou apenas um livro, As Primaveras (1859). Morreu aos 21 anos, de tuberculose, em Nova Friburgo, estado do Rio de Janeiro. Seu poema mais famoso é Meus Oito Anos. Da segunda geração romântica brasileira, Casimiro de Abreu cultivava um lirismo de expressão simples e ingénua. Seus temas dominantes foram o amor e a saudade.