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domingo, 13 de abril de 2014

"Diz Toda a Verdade" - Poema de Emily Dickinson


Pedro Batista, Sem Título, 2012


Diz Toda a Verdade 


Diz toda a Verdade mas di-la tendenciosamente -
O êxito está no Circuito
É demasiado brilhante para o nosso enfermo Prazer
A esplêndida surpresa da Verdade

Como o Relâmpago se torna mais fácil para as Crianças
Com uma amável explicação
A Verdade deve ofuscar gradualmente
Ou cada homem ficará cego.


Emily Dickinson, in "Poemas e Cartas"
Tradução de  Nuno Júdice


Pedro Batista, Throwing rocks, 2012

"A não violência absoluta é a ausência absoluta de danos provocados a todo o ser vivo. A não violência, na sua forma ativa, é uma boa disposição para tudo o que vive. É o amor na sua perfeição." - Mahatma Gandhi


Mohandas Karamchand Gandhi (Porbandar, 2 de outubro de 1869Nova Déli, 30 de janeiro de 1948), mais conhecido popularmente por  Mahatma Gandhi (do sânscrito "Mahatma", "A Grande Alma") foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano e o maior defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução
 
O princípio do satyagraha, frequentemente traduzido como "o caminho da verdade" ou "a busca da verdade", também inspirou gerações de ativistas democráticos e anti-racismo, incluindo Martin Luther King Jr. e Nelson Mandela. Frequentemente Gandhi afirmava a simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu: verdade (satya) e não-violência (ahimsa).
 
Sobre Gandhi, Albert Einstein escreveu que "as gerações por vir terão dificuldade em acreditar que um homem como este realmente existiu e caminhou sobre a Terra."



segunda-feira, 7 de abril de 2014

"Poema da despedida" - Mia Couto


Pedro Batista, Candle light, 2012


Poema da despedida


Não saberei nunca
dizer adeus

Afinal, 
só os mortos sabem morrer

Resta ainda tudo,
só nós não podemos ser

Talvez o amor,
neste tempo,
seja ainda cedo

Não é este sossego
que eu queria,
este exílio de tudo,
esta solidão de todos

Agora 
não resta de mim
o que seja meu
e quando tento
o magro invento de um sonho
todo o inferno me vem à boca

Nenhuma palavra
alcança o mundo, eu sei
Ainda assim,
escrevo






Galeria de Pedro Batista
Pedro Batista


O primeiro contacto de Pedro Batista (n. Lisboa, 1980) com arte foi através de amigos que davam os primeiros passos no graffiti em Portugal, em Carcavelos, onde cresceu, no início dos anos 90. Andou de skate durante esses anos, vivendo uma cultura rica  que foi, sem dúvida, determinante em termos de liberdade para se manter ligado à arte até hoje. Mais tarde, estudou Design de Comunicação na Universidade Lusófona de Lisboa, licenciando-se em 2004. Continuou o seu percurso por Nova Iorque, onde fez um programa de residência em artes plásticas na School of Visual Arts em 2009. Berlim surge a seguir numa incursão de 5 meses em 2010. Já conta com exposições colectivas em Lisboa, Açores, Atenas, Nova York e Berlim. Neste momento, Pedro Batista, vive e trabalha em Lisboa. (www.pedrobatista.com)


Pedro Batista, Sem Título, 2012


Pedro Batista, Sem Título, 2012


Pedro Batista, 38 meters of rope, 2012


Pedro Batista, Sem Título, 2012


Pedro Batista, Preach, 2012


Pedro Batista, Retrato "Artur", 2014


“A arte é algo tão rico e aquilo que a arte dá à sociedade é tanto que se não a acarinharmos é impossível ter uma sociedade livre, uma sociedade onde é possível ter e praticar a vontade de estar no sítio certo”

Pedro Batista