Ouve vou dizer-te
Ouve vou dizer-te
abre com os dedos uma cereja
daquelas de fazer brinco quando a brisa é boa
tira-lhe o caroço
verás como isso é arrancar o coração do tempo
o carmesim do suco
é o choro e o riso
dos que se amam impacientes e belos
Abel Neves,
in “Resumo - a poesia em 2012”
Ouve vou dizer-te
abre com os dedos uma cereja
daquelas de fazer brinco quando a brisa é boa
tira-lhe o caroço
verás como isso é arrancar o coração do tempo
o carmesim do suco
é o choro e o riso
dos que se amam impacientes e belos
Abel Neves,
in “Resumo - a poesia em 2012”
Documenta/Fnac - 2013
"Quero fazer contigo o que a Primavera faz com as cerejeiras."
Pablo Neruda (1904–1973), em final do Poema 14 do livro:
"Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada", 1924 (daqui)
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William Frederick Yeames (British painter, 1835–1918), 'Ripe Cherry'
"As palavras são como as cerejas, atrás de umas vêm as outras."
Provérbio

Hans Zatzka (Austrian painter, 1859–1945/9), 'Roses and Cherries'
Poema
A vida é uma cereja
A morte um caroço
O amor uma cerejeira.
Jacques Prévert, Poemas,
São Paulo: Nova Fronteira, 2000, p. 65.
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