domingo, 21 de fevereiro de 2016

"Cantiga Felina" - Poema de José Fanha



Arthur Hacker (English classicist painter, 1858–1919), 'Fire Fancies', c. 1890.
 

Cantiga Felina


Eu sou uma gata gatona gatinha
pequena ladina
feroz e feliz e felina.
Eu sou uma gata que come
fanecas e figos
Feijão e favona e favinha
e…
comigo ninguém faz farinha!

Eu sou uma gata gatona gatinha
faceira furtiva
fadista fiel e festiva.
Eu sou uma gata que foge
da fúria do fogo
fanhosa felpuda fininha
e…
comigo ninguém faz farinha!

Eu sou uma gata gatona gatinha
uma bela figura
que fala que funga e que fura.
Eu sou uma gata que veste
um fatinho forrado
com fita fivela e fitinha
e…
comigo ninguém faz farinha!


José Fanha
(Arquiteto, poeta e escritor de literatura infantojuvenil português, n. 1951) 



Lotte Laserstein
(German-Swedish painter, 1898–1993),
'Girl with Cat', c. 1932-33, Private collection.


"Observe um gato quando entra num quarto pela primeira vez. Procura cheiros, não fica quieto um momento, não confia em nada até que examinou e travou conhecimento com tudo." 



Lotte Laserstein (German-Swedish painter, 1898–1993),
'Provençal Girl with Cat', 1951.


"A veneração dos egípcios pelos gatos não era nem tola nem infantil. Por meio do gato, 
o Egito definiu e refinou sua complexa estética."




Nancy Guzik
(American painter, b. 1954), 'Zorro and the painter'



"Existem duas maneiras de nos refugiarmos das misérias da vida: música e gatos."

 

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