sábado, 7 de janeiro de 2012

"Seus olhos" - Poema de Almeida Garrett



Goyo Domínguez (Spanish painter, b. 1960)


Seus olhos 


Seus olhos - que eu sei pintar 
O que os meus olhos cegou – 
Não tinham luz de brilhar, 
Era chama de queimar; 
E o fogo que a ateou 
Vivaz, eterno, divino, 
Como facho do Destino. 

Divino, eterno! - e suave 
Ao mesmo tempo: mas grave 
E de tão fatal poder, 
Que, um só momento que a vi, 
Queimar toda a alma senti... 
Nem ficou mais de meu ser, 
Senão a cinza em que ardi.


Almeida Garrettin 'Folhas Caídas'
 

Salvatore Adamo -Tombe la neige



"Todo o bem que eu puder fazer, toda a ternura que eu puder demonstrar a qualquer ser humano, que eu os faça agora, que não os adie ou esqueça, pois não passarei duas vezes pelo mesmo caminho."
 

Sem comentários: