sábado, 2 de setembro de 2017

"Os cinco dedos da mão" - Poema extraído do livro de Leitura da 3ª classe de 1950



Émile Munier (French artist, 1840–1895), 'Mother and Child', 1892 
 

Os cinco dedos da mão 


Nós temos em cada mão
Cinco dedos desiguais: 
um maior dois mais pequenos
E outros dois ainda mais.

É vê-los em seu trabalho
Que harmonia e perfeição!
Mexe um? logo os outros todos
O seu auxílio lhe dão.

E quando o indicador
Mostra aos outros o caminho,
- Vamos – diz o pai de todos,
E lá vai tudo unidinho

Mais fidalgo, o anelar
Quase sempre anda enfeitado.
Mas ai do pobre meiminho,
Se não lhe andasse encostado!

Porém o mais cuidadoso
É o dedo polegar.
Nada os outros fazem, nada,
Que os não vá logo ajudar.

- Mas, porque razão, (pergunta
A Laurinha um dia à mãe)
Sendo todos tão diferentes,
Se dão entre si tão bem?

- Minha filha, diz-lhe a mãe,
É para nos ensinar
Que uns aos outros, neste mundo,
Nos devemos ajudar.

E que bem feliz seria
Certamente a humanidade
Se por toda a gente fosse
Praticada esta verdade.


[Extraído do livro de Leitura da 3ª classe de 1950]



Émile Munier, 'A Tender Embrace', 1887



"Aprecio muito a educação dos bons conventos, mas ainda dou mais valor à de uma boa mãe
 quando esta pode livremente entregar-se à sua missão." 
 
François Fénelon
[Teólogo católico, poeta e escritor francês, 1651–1715]

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