segunda-feira, 18 de junho de 2012

"A Giganta" - Poema de Charles Baudelaire



John N. Agnew (American artist, b. 1952)


A Giganta


No tempo em que a Natura, augusta, fecundanta, 
Seres descomunais dava à terra mesquinha, 
Eu quisera viver junto d'uma giganta, 
Como um gatinho manso aos pés d'uma rainha! 

Gosta de assistir-lhe ao desenvolvimento 
Do corpo e da razão, aos seus jogos terríveis; 
E ver se no seu peito havia o sentimento 
Que faz nublar de pranto as pupilas sensíveis 

Percorrer-lhe a vontade as formas gloriosas, 
Escalar-lhe, febril, as colunas grandiosas; 
E às vezes, no verão, quando no ardente solo 

Eu visse deitar, numa quebreira estranha estranha, 
Dormir serenamente à sombra do seu colo, 
Como um pequeno burgo ao sopé da montanha! 


Tradução de Delfim Guimarães  


John N. Agnew
 

Nenhum animal é insatisfeito


«Eu penso que poderia retornar e viver com animais, tão plácidos e autocontidos; eu paro e me ponho a observá-los longamente. Eles não se exaurem e gemem sobre a sua condição; eles não se deitam despertos no escuro e choram pelos seus pecados; eles não me deixam nauseado discutindo o seu dever perante Deus. Nenhum deles é insatisfeito, nenhum enlouquecido pela mania de possuir coisas; nenhum se ajoelha para o outro, nem para os que viveram há milhares de anos; nenhum deles é respeitável ou infeliz em todo o mundo.» 


Walt Whitman (18191892), in "Song of Myself"


John N. Agnew


"A nitidez é uma conveniente distribuição de luz e sombra."

Johann Wolfgang von Goethe


John N. Agnew


"A pintura é poesia sem palavras."

Voltaire


John N. Agnew


"A pintura deve parecer uma coisa natural vista num grande espelho."

Leonardo da Vinci


John N. Agnew


"Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar." 



Lisa Gerrard - Come Tenderness


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