terça-feira, 26 de junho de 2012

"Epigrama n° 3" - Poema de Cecília Meireles


 
Giorgio de Chirico (Greek-Italian artist and writer, 1888–1978),
The Prodigal Son, 1922


Epigrama n° 3 


Mutilados jardins e primaveras abolidas
abriram seus miraculosos ramos
no cristal em que pousa a minha mão.

(Prodigioso perfume!)

Recompuseram-se tempos, formas, cores, vidas ...

Ah! mundo vegetal, nós, humanos, choramos
só da incerteza da ressurreição.


Cecília Meireles (1901–1964),
 in Viagem, 1938
 

Obras de Giorgio de Chirico

Giorgio de Chirico, The Enigma of the Hour, 1911
 


Giorgio de Chirico, Le Rêve transformé, 1913



Giorgio de Chirico, Gare Montparnasse
(The Melancholy of Departure)
, 1914
 


Giorgio de Chirico, The duo (The models of the red tower), 1915
 


Giorgio de Chirico, Metaphysical Interior with Biscuits, 1916
 


Giorgio de Chirico, The Archaeologists, 1927
 
 

Giorgio de Chirico, Oreste e Pilade, 1957



Giorgio de Chirico, The one consolation, 1958
 

"O problema com o mundo é que os estúpidos são excessivamente confiantes, 
e os inteligentes são cheios de dúvidas." 
 
 Bertrand Russell
 


Giorgio de Chirico, Manichini Coloniali, 1969


"Medo coletivo estimula o instinto de rebanho e tende a produzir ferocidade contra aqueles
 que não são considerados como membros do rebanho." 
 
Bertrand Russell
 


Giorgio de Chirico, Il Trovatore, c. 1968.


"A teoria da relatividade de Einstein representa prova­velmente a maior conquista sintética
do intelecto hu­mano até hoje."
 
 Bertrand Russell



Giorgio de Chirico, Il Trovatore, c. 1968, 
Original bronze sculpture with gold patina
 

"O Universo pode ter um objetivo, mas nada que nós sabemos sugere que, se for assim, 
esse objetivo tenha qualquer semelhança com o nosso." 

Bertrand Russell
[Matemático, filósofo, escritor, ensaísta e historiador inglês, 1872–1970]
 
 

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