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Karl Nordström (Swedish painter, 1855–1923), Winter Night, 1915.
Caminhos Brancos
Chamaram-me e não sei que voz
era aquela que lá ao longe ouvia,
e não sei onde foi, nem em que dia,
nem se era só por mim ou se por todos nós.
Nasceu a lua e a voz chamou-me
ainda outra vez. Ergui-me e caminhei.
Ouvira bem: agora era o meu nome.
– O resto ainda não sei.
Há quantos sóis, há quantas luas foi?
Outros ouviram e vim eu sozinho.
Hoje o mesmo cansaço a todos dói
mas não dou por inútil o caminho.
Branquinho da Fonseca,
Chamaram-me e não sei que voz
era aquela que lá ao longe ouvia,
e não sei onde foi, nem em que dia,
nem se era só por mim ou se por todos nós.
Nasceu a lua e a voz chamou-me
ainda outra vez. Ergui-me e caminhei.
Ouvira bem: agora era o meu nome.
– O resto ainda não sei.
Há quantos sóis, há quantas luas foi?
Outros ouviram e vim eu sozinho.
Hoje o mesmo cansaço a todos dói
mas não dou por inútil o caminho.
Branquinho da Fonseca,
in "Obras Completas: Vol. 1".
Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 2010, p. 198.
Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 2010, p. 198.
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