
Fitz Henry Lane (American painter and printmaker of a style that would later be called Luminism,
for its use of pervasive light, 1804–1865), "Lumber Schooners at Evening on Penobscot Bay", 1863,
National Gallery of Art.
A França!
Vou sobre o Oceano (o luar de lindo enleva!)
Por este mar de Glória, em plena paz.
Terras da Pátria somem-se na treva,
Águas de Portugal ficam, atrás…
Onde vou eu? Meu fado onde me leva?
António, onde vais tu, doido rapaz?
Não sei. Mas o vapor, quando se eleva,
Lembra o meu coração, na ânsia em que jaz…
Ó Lusitânia que te vais à vela!
Adeus! que eu parto (rezarei por ela…)
Na minha Nau Catarineta, adeus!
Paquete, meu paquete, anda ligeiro!
Sobe depressa à gávea, marinheiro,
E grita, França! pelo amor de Deus!…
Oceano Atlântico, 1890.
António Nobre (1867–1900), in "Só", 1892.
Fitz Henry Lane, "The Ships 'Winged Arrow' and 'Southern Cross' in Boston Harbor", 1853,
Cincinnati Art Museum.
"O querer e o poder, se divididos são nada, juntos e unidos são tudo."
António Vieira, in "Sermões"

Fitz Henry Lane, "Salem Harbor", 1853. Oil on canvas, Museum of Fine Arts, Boston.
"No homem o poder é pouco e limitado, e o querer, sempre insaciável e sem limite."
António Vieira, in "Sermões"

"Citações e Pensamentos de Padre António Vieira"
de Paulo Neves da Silva e Padre António Vieira
Editor: Casa das Letras, 2010
SINOPSE
"Não está o erro em desejarem os homens ser, mas está em não desejarem ser o que importa."
António Vieira (1608-1697) foi um grande pensador e visionário, atual na forma como nos mostra o mundo e nos ensina, numa escrita sedutora de grandes efeitos, a reconhecermos a nossa parcialidade e cegueira na relação que mantemos com a realidade e os vícios pelos quais nos deixamos enredar e conduzir por ela.
A partir de uma vasta obra de mais duzentos sermões, setecentas e cinquenta cartas e muitos outros escritos, este livro apresenta os textos chave de Pe. António Vieira e que permitem ao leitor usufruir do melhor de uma sabedoria acessível a todos, pertinente como nunca, num caminho de maior desprendimento do acessório da vida e a concentração no seu essencial - viver. (daqui)
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